<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216</id><updated>2011-09-06T03:00:54.096+01:00</updated><title type='text'>blog(ue) do ideia</title><subtitle type='html'>alguma vez na vida temos que arriscar algo que valha a pena</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-110260901814359246</id><published>2004-12-09T16:14:00.000Z</published><updated>2007-03-07T06:46:20.636Z</updated><title type='text'>golpe de estado</title><content type='html'>Hoje apetece-me dar asas à minha costela conspiradora. Vai daí, aproveitando o momento político que se vive actualmente neste cantinho à beira mar plantado, desenvolvi a minha teoria acerca deste assunto: Portugal foi, ou está a ser, vítima de um golpe de estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, convém desde já deixar bem claro que não sou defensor de nenhuma cor política. Num passado longínquo fui simpatizante de um partido, mas apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que sou recenseado que tenho sempre cumprido o meu direito de voto. Sejam eleições autárquicas, legislativas, presidenciais ou europeias, ou até mesmo nos referendos, até agora não falhei nenhuma. Sinto que, mais do que um direito, o acto de votar é um dever cívico pelo que, a não ser por um qualquer motivo inultrapassável, hei-de sempre exercê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha teoria para a actual situação política no nosso país até é simples de ser entendida. De qualquer modo, visto tratar-se de uma teoria fermentada na minha complexa mente, mais não é do que isso mesmo: uma simples teoria pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão do Presidente da República (PR), o Dr. Jorge Sampaio, de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, mais não é que a face visível de um encapuçado golpe de estado que já estava a ser preparado desde há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pondo em causa a legitimidade do PR para tomar tal iniciativa, o facto é que a atitude tomada expõe, de uma forma clara e inequívoca, a imagem de que o PR mais não é do que uma marioneta nas mãos do partido que o elegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que esta decisão não foi tomada há 4 meses atrás, precisamente quando o Primeiro-Ministro (PM) da altura, o Dr. Durão Barroso, resolveu ir-se embora para a Comissão Europeia? Não teria sido muito mais lógico convocar-se eleições antecipadas do que dar posse a um político playboy como o Dr. Santana Lopes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, aos barões do Partido Socialista, a ideia de eleições antecipadas com o Dr. Ferro Rodrigues como candidato a PM era algo intolerável. Ferro Rodrigues sempre foi um líder a prazo, lançado para as luzes da ribalta como sucessor do Eng.º António Guterres, após a saída deste para lado nenhum, pelo simples facto de que nenhum dos reais candidatos a líderes do PS se quis chegar à frente naquela altura. Por que motivo haveriam de o fazer, quando era evidente que a derrota nas eleições era certa, como se veio a comprovar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o cenário de eleições antecipadas, e na perspectiva de duelo entre Ferro Rodrigues e Santana Lopes, os barões do PS estremeceram. Mesmo com todo o descontentamento popular para com o (des)governo da coligação, era muito pouco provável que, com Ferro Rodrigues, o PS atingisse a maioria absoluta. O PS queria, e quer, ser governo, mas sem ter que se encostar a ninguém para governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante isto, e plenamente conscientes que caso o PR optasse por dar posse a Santana Lopes, em vez de ir para eleições antecipadas, a atitude de Ferro Rodrigues seria a demissão, os barões do partido mexeram os cordelinhos para que fosse exactamente esse o desenrolar dos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito, tomada de posse de Santana Lopes igual a pedido de demissão de Ferro Rodrigues. Caminho livre para a eleição de uma liderança mediática e com uma imagem forte para agarrar os desígnios da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenvolvimentos seguintes não surpreendem. Era óbvio que o (des)governo de Santana Lopes estava condenado ao fracasso. A situação já não era nada favorável e algumas das mais recentes medidas, como os famigerados cortes aos benefícios fiscais ou a pseudo redução das taxas de IRS, só serviram para agravar o já de si enorme descontentamento do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos que num governo de coligação, como aquele que ainda temos, é sempre o partido mais pequeno que manda, ou seja, Portugal está na realidade a ser governado pelo Partido Popular, partido esse que teve para aí uns  6% aquando das eleições. O PP tem o PSD bem agarrado pelos tomates. “Vocês precisam de nós para governar, por isso aguentem-se à bronca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho quaisquer dúvidas em afirmar que, caso tivesse obtido margem para poder governar sozinho, muitas das políticas levadas a efeito pelo PSD teriam sido substancialmente diferentes. Claro que isto não significa que tudo fosse um mar de rosas e que eles não metessem a pata na poça muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao PS. Eleito o seu menino bonito, o Eng.º José Sócrates, fiel discípulo do louvado ex-líder e futuro candidato presidencial António Guterres, estavam criadas as condições para efectivar o golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexe-se um cordelinho para aqui e outros para acolá e eis que, sem que nada o fizesse prever, temos o parlamento dissolvido. É conveniente que tal aconteça numa altura em que TODAS as sondagens dão maioria absoluta ao PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da insatisfação generalizada do povo, para com o actual (des)governo, o facto é que se trata de um governo legítimo, com maioria parlamentar, empossado 4 meses antes pelo PR numa lógica de estabilidade. O mesmo PR que agora demite o governo argumentando que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, quais são os argumentos? Sim, verdade seja dita que até agora não houve qualquer declaração que visasse esclarecer todo este imbróglio. Efectivamente, se por um lado é fácil dar ordem de dissolução ao parlamento, por outro lado é muito complicado encontrar uma justificação credível para que tal aconteça. Neste detalhe os barões do PS deixaram Jorge Sampaio entregue a si próprio. “Desenrasca-te!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cidadão, confesso que estou muito preocupado com o que vai acontecer quando o PS obtiver a maioria absoluta. Não estou iludido com a imagem de renovação e modernidade que José Sócrates procura transmitir. Não tenho dúvidas que, quando ele for eleito, vai chamar para Ministros todos aqueles meninos da máquina partidária que ainda há pouco tempo lá estiveram e só fizeram asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, qualquer cenário resultante das eleições é preocupante. PS com maioria absoluta e voltamos aos tempos despesistas de António Guterres. PS em coligação com BE e/ou PCP é mau de mais para sequer pensar nisso. PSD com maioria absoluta é entregar o país nas mãos de um menino mimado e playboy. PSD em coligação é aquilo que hoje temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perspectivas variam entre o ”muito mau”o “péssimo”... venha o Diabo e escolha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-110260901814359246?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/110260901814359246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=110260901814359246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110260901814359246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110260901814359246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/12/golpe-de-estado.html' title='golpe de estado'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-110182912290952380</id><published>2004-11-30T15:37:00.000Z</published><updated>2007-02-09T01:35:10.796Z</updated><title type='text'>nada para fazer</title><content type='html'>Por muitos eleito como dia da preguiça, utilizado para pôr o sono em dia e ficar na ronha o tempo que se estiver acordado, os domingos são para mim precisamente o oposto. Na minha agenda dominical não se inclui qualquer ida à missa, mas o almoço em casa dos pais e a arrumação e limpeza da casa são rituais instituídos aos quais convém prestar a devida atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este domingo não foi excepção. Encerrado a questão do almoço, eis-me de volta a casa pronto para enfrentar mais um combate desigual entre o homem e a casa em que o homem trabalha e a casa brilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavar e arrumar a louça que havia sobrado da véspera, mudar a roupa da cama, pôr a máquina a lavar roupa, aspirar as divisões todas, varrer as varandas, limpar a casa de banho, lavar o chão da cozinha, pôr a roupa a secar no estendal, levar o lixo para o contentor e os matérias recicláveis para o eco-ponto. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero que pensem que tenho alguma coisa contra os seguidores da doutrina da preguiça ao domingo, nada disso. Se não sou seguidor dessa filosofia de vida é por opção e não por obrigação. Mas o caso muda de figura quando os sujeitos em questão pertencem à tribo do “nada para fazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda por aí muito boa gente que não ter mesmo nada para fazer, ou então tem, mas visto tratarem-se de assuntos de reduzida importância, preferem ser protagonistas de situações mais consentâneas com o “nada para fazer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais recentes episódios em que foi possível aferir do modus operandi destes espécimes, aconteceu a semana passada no dia em que teve início o julgamento do processo Casa Pia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tenha visto um dos espaços noticiosos que passaram nos canais de televisão nacionais, não deve ter deixado de reparar na incrível quantidade de Homo “nadaparafazer” Sapiens que se aglomerou nas imediações do Tribunal da Boa Hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que passaram ali o dia inteiro só para ver todo aquele reboliço mais de perto, ou então, serem premiados com a possibilidade de insultar o seu arguido predilecto. Mas será que aquela gente toda não tinha, efectivamente, mais nada para fazer do que estar ali!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos os incontestados líderes nacionais do ranking dos nada para fazer: a população de Canas de Senhorim. Já não aguento. Dia sim, dia não, é vê-los em manifestações, em protestos à porta do Palácio de Belém, em ajuntamentos populares para levarem a cabo cortes de estradas ou da via-férrea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que naquela freguesia ninguém tem mais nada para fazer do que reivindicar a elevação a concelho? Será essa a contribuição daquela gente para o Produto Interno Bruto? Já estou a imaginar os slogans de boas vindas quando aquilo for concelho: “Bem-vindo a Canas de Senhorim, o concelho que reivindica!” ou “Canas de Senhorim, capital do nada para fazer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta malta irrita-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-110182912290952380?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/110182912290952380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=110182912290952380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110182912290952380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110182912290952380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/11/nada-para-fazer.html' title='nada para fazer'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-110053286277784870</id><published>2004-11-15T15:32:00.000Z</published><updated>2004-11-15T15:34:22.776Z</updated><title type='text'>porque será?</title><content type='html'>Todos nós já vivemos a idade dos “porquês”. É algo que é intrínseco a todos os seres humanos. Mais mês menos mês, por alturas da nossa idade pré-escolar, ou até mesmo já na fase de aluno da primária, todos já bombardeamos os adultos com pertinentes questões associadas aos “porquês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje apetece-me regredir no tempo e voltar a essa fase da minha vida. Se for a ver bem, esse deve ter sido o período mais feliz da minha existência. Nada sabia das realidades mundanas e a minha imensa curiosidade levava-me à simples e pertinente questão do “porquê” das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os “porquês” são outros, mais consentâneos com o escalão etário e com o estado da sociedade actual, mas na sua essência, estes “porquês” possuem a mesma inocência dos “porquês” da minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que a imagem que tenho dos congressos partidários, sejam eles do(s) partido(s) do (des)governo ou dos partidos da oposição, é a imagem de um circo? Ressalvo, no entanto, uma enorme diferença entre estes circos: no circo tradicional, nós somos os espectadores a assistir ao número dos palhaços, enquanto que, no circo da política, os palhaços somos nós e quem goza à nossa custa são os que estão no poleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que, independentemente de tomar a vacina da gripe ou não, a realidade é que passo 2/3 da época de Inverno com os sintomas da constipação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que, mesmo tratando-se de um programa enjoativo, irritante, insuportável e execrável, a Quinta exerça um fascínio e uma atracção tão grandes? Ontem não contive a minha curiosidade e mudei para a TVI só para ficar a saber quem eram as duas novas celebridades(??) convidadas para este rurality show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que tendo vontade de dizer e perguntar certas coisas a certas pessoas, a realidade é que acabo sempre por não o fazer, optando ao invés por conversas quase sempre fúteis e que em nada contribuem para eu aliviar o espírito inquieto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que fico irritado, e acho extremamente piroso, quando vejo pais e filhos a tratarem-se por “você”, como se essa fosse a única forma que os filhos tivessem de tratar respeitosamente os progenitores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será que fico chocado ao ver a notícia acerca de um indivíduo, alcoolizado, que depois de apanhado a conduzir cerca de 40 quilómetros em contra mão na A2, foi mandado para casa pelo tribunal, com termo de identidade e residência, mas sem que lhe tenha sido retirada a carta de condução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estes e outros, a pergunta permanece... porque será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-110053286277784870?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/110053286277784870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=110053286277784870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110053286277784870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/110053286277784870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/11/porque-ser.html' title='porque será?'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109949537280721672</id><published>2004-11-03T15:20:00.000Z</published><updated>2004-11-03T15:22:52.806Z</updated><title type='text'>F1</title><content type='html'>De entre os vários passatempos possíveis e imaginários, aquele que, inquestionavelmente, continua a merecer a minha preferência é o sair à noite para estar em amena cavaqueira com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a benesse de um fim-de-semana maiorzinho do que o habitual, tive o prazer de poder usufruir desses impagáveis momentos de boa disposição, proporcionados por conversas em círculos de amigos, com o extra de ter ocorrido em duplicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pequenas tertúlias são únicas, mesmo que os intervenientes não mudem. Há sempre tópicos de conversa, seja a discutir o estado da sociedade actual ou os mais recentes desenvolvimentos na quinta das nulidades, seja a falar de assuntos sérios ou a rir de uma qualquer anedota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De entre todos os sítios onde é possível ir beber um copo e pôr a conversa em dia, há um que se destaca dos demais, podendo mesmo catalogá-lo como local de culto. Publicidade à parte, até porque não estou a receber qualquer patrocínio, tem sido à mesa do Clandestino que têm jorrado as melhores conversas subordinadas à temática daquilo que eu gosto de apelidar como “ideias muito à frente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais recente desses serões, a temática debruçou-se sobre a indústria automóvel, tendo-se iniciado nos carros do dia a dia, passando por carros de sonho até se chegar à Fórmula 1 (F1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre um moscatel e umas imperiais - sendo que o habitual é estes momentos acontecerem na presença de jarros de sangria, eventualmente acompanhados por uma ou outra tosta mista ou, nas noites de maior loucura, por um chouriço flamejante - as tempestades de génio criativo foram exibidas na sua forma oral ou, como os mais cépticos preferem dizer, abriram-se as bocas para dizer alarvidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A F1 actual é tudo menos interessante. As corridas são monótonas e, aconteça o que acontecer, ganha sempre o mesmo, o que retira todo e qualquer interesse ao habitual espectador destes eventos. Assim, de entre as várias “ideias muito à frente” tidas com vista a uma (inquestionável) melhoria deste desporto, aqui ficam algumas (são aquelas que eu me lembro):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sempre que um carro entrasse na box para mudar os pneus, o piloto era obrigado a colocar o triângulo de pré-sinalização, à distância regulamentar de 30 metros, devendo o mesmo ser visível a 150 metros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- à entrada e saída da zona das boxes seriam instaladas rotundas, ornamentadas por fontes luminosas e dotadas da habitual plantação de sinais de trânsito e afins;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- nas zonas mais rápidas de cada circuito, escondido atrás de um eco-ponto, estacionavam-se carros à paisana da BT, equipados com o radar, fazendo-se parar os pilotos em infracção na chicane mais próxima para serem autuados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- os carros deveriam ter, colados no pára-brisas em local bem visível, os selos referentes ao imposto municipal, à apólice do seguro e à inspecção periódica, sendo o piloto obrigado a ter sempre à mão os seus documentos e os da viatura;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sempre que se efectuasse uma ultrapassagem, o piloto teria que sinalizar a mesma recorrendo aos indicadores de mudança de direcção, vulgo piscas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- aos pilotos com costela xuning seriam permitidas algumas alterações aos carros, tais como um boom bass a bombar som por trás do piloto, a mítica luzinha de néon azul, as jantes cromadas e resplandecentes, os vidros fumados ou os pedais e alavanca da caixa em alumínio racing;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- aos pilotos com veia de camionista seria autorizada a colocação de uma chapa de matrícula, com o nome ou a alcunha do piloto, junto ao pára-brisas, bem como também seria permitido pendurar no espelho retrovisor um coração com leds a piscar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- os religiosos poderiam sempre optar pela colocação de uma imagem de N. Sra. Fátima sobre o tabelier, pendurar um terço no espelho e colar um autocolante na traseira a dizer “Jesus Salva”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- outros autocolantes permitidos seriam todos aqueles pertencentes à família “o meu outro carro é um Porsche”, “se estás com pressa passa por cima” ou então o clássico “bebé a bordo” se bem que no caso deste último, o piloto seria obrigado a montar a cadeirinha no banco de trás do seu bólide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que, podendo não se aumentar o interesse competitivo ao campeonato, o interesse televisivo destes eventos iria ser resmas de vezes superior ao actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109949537280721672?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109949537280721672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109949537280721672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109949537280721672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109949537280721672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/11/f1.html' title='F1'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109818807464134993</id><published>2004-10-19T13:12:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T13:14:34.640+01:00</updated><title type='text'>rotundas</title><content type='html'>Estão em todo o lado, crescem como cogumelos e reproduzem-se mais depressa do que coelhos. Consomem o pavimento das nossas estradas com maior voracidade do que uma praga de gafanhotos consome uma plantação de couves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser grandes ou pequenas, podem estar ornamentadas ou apresentarem-se despidas, podem ter o lancil mais ou menos alto ou ser apenas uma circunferência pintada no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a solução de todos os problemas de tráfego nas estradas nacionais passa pela construção de rotundas. Rotundas em todo o lado, em todas as estradas, numa proporção (desproporcional) de não sei quantas resmas de rotundas por cada metro de estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um flagelo. Não sei quem foi (ou foram) ou quem é (ou são) os iluminados que, um dia, descobriram esta milagrosa cura para todas as maleitas do escoamento de tráfego, mas quem quer que tenha (ou tenham) sido, falhou-lhes um pequeno detalhe: os condutores portugueses NÃO SABEM conduzir em rotundas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos de nós, possuidores de carta de condução, não passamos já pela experiência paranormal de ter que circular na rotunda do relógio, ou na rotunda do Marquês de Pombal em Lisboa, ou, levando o trânsito mais para norte, quantos já não experimentaram a alucinante sensação de ter que passar na rotunda AIP?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas mais rotundas existem, todas elas problemáticas, umas mais do que outras, mas havendo em todas elas um denominador comum: o automobilista português. Grandes e muitos sustos já eu apanhei nos donuts do asfalto que por aí abundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo isto um facto comprovado, porque é que se insiste na criação de mais dessas aberrações redondas? Como não quero que me acusem de estar a ser injusto para com os automobilistas, e como as minhas ebulições mentais estão sempre a conjurar novas teorias, julgo que a explicação deste fenómeno assenta num dos dois pressupostos que a seguir vou dissecar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressuposto número um. Existem muitas rotundas porque isso convém a um lobby gigantesco, formado por entidades extremamente poderosas, como por exemplo, entre outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- os reboques e os bate-chapa - actuam em consórcio, são motivados pelos incontáveis acidentes e/ou pequenos toques que diariamente acontecem nas estradas de norte a sul do país, e que vêem nas rotundas uma autêntica mina de ouro, um verdadeiro íman para o negócio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- os fabricantes de sinalética – rotunda que se preze tem, quer no seu miolo quer nos seus acessos, uma verdadeira floresta de sinais de trânsito, painéis identificativos ou, em alguns casos, até outdoors publicitários;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a indústria farmacêutica – quando confrontados pela enésima vez com a fila de trânsito motivada por um acidente ocorrido na rotunda, são poucos os automobilistas que não têm uma crise nervos ou um ataque de mau humor, com a consequente azia ou indigestão e o (quase) inevitável recurso aos calmantes ou aos anti-ácidos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- as gasolineiras – acidentes em rotundas provocam filas de trânsito, filas dão origem a demoras na chegada dos automobilistas ao seu destino, mais tempo os motores dos carros em funcionamento equivale a mais gasolina consumida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pressuposto número dois. As rotundas mais não são do que a prova da existência de vida extra-terrestre. Cada uma daquelas auréolas marca um ponto de aterragem de um disco voador, dai surgindo a imensa variedade de tamanhos que as rotundas apresentam. É exactamente a mesma lógica que está por trás daqueles misteriosos círculos que, de vez em quando, aparecem campos de cereais. A única diferença está no tipo de extra-terrestres: uns são ET’s amantes do campo, outros são ET’s urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez isto explique porque é que não sabemos circular nas rotundas. Como haveríamos de saber, se as nossas escolas de condução não abordam a temática dos aliens? Seria o mesmo que, um dia, as cores dos semáforos deixassem de ser verde, amarelo e vermelho. Se fossem azul, castanho e lilás, é óbvio que também não iríamos saber o que fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu voto no pressuposto dos ET’s... e vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109818807464134993?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109818807464134993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109818807464134993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109818807464134993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109818807464134993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/10/rotundas.html' title='rotundas'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109758694430648410</id><published>2004-10-12T14:14:00.000+01:00</published><updated>2004-10-12T14:15:44.306+01:00</updated><title type='text'>boa acção</title><content type='html'>Nada como ter o carro avariado para fazer uma pequena viagem ao passado, recuando até aos meus dias de estudante universitário em que a utilização do comboio fazia parte da minha rotina diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algumas coisas evoluíram desde então, outras mantêm-se inalteráveis. Por um lado tenho agora carruagens modernas e mais confortáveis, horários mais preenchidos, estações mais funcionais e maior rapidez na aquisição do bilhete. Por outro lado continua a existir o bacano que se senta ao meu lado com os phones a bombar em altos berros, a senhora que insiste em pôr a conversa em dia com a parceira, dissecando em tom bastante audível a vida e os costumes de toda a vizinhança do prédio dela ou aquele pessoal que continua a insistir na utilização em doses industriais de água de colónia ou desodorizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem ao final do dia, já suficientemente stressado e cansado com as atribulações laborais, enquanto aguardava sossegado pela chegada do comboio, sentado num banco da estação – ou apeadeiro, se preferirem – de Moscavide, estava longe de imaginar o momento “bom samaritano” que estava para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltavam cerca de dez minutos para o comboio quando reparo que está um cão a passear pelos carris. Até aqui nada de especial. Não tarda muito já ele saltou dali para fora. Só que o tempo passava e o animal lá continuava, a andar dum lado para o outro com um ar assustado e desorientado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa referir que nestas estações mais recentes, a altura do cais de embarque até aos carris é bastante grande, pois assim possibilita uma entrada mais fácil dos passageiros nos comboios, uma vez que as portas ficam niveladas com os ditos cais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era precisamente o problema do canídeo. Ele sabia que tinha que sair dali, queria fazê-lo, só que a altura era demasiada para que ele conseguisse atingir a segurança. Para além disso, o bicho estava a meio caminho do comprimento do cais, pois se estivesse próximo de uma das extremidades facilmente conseguiria sair dali&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cais, de um e de outro lado da linha, várias pessoas tentavam em vão chamar pelo cão, tentando levá-lo até ao fim do cais, ou então tentando fazer com que ele se aproximasse para que alguém pudesse içá-lo. Só que tudo isto estava a deixar o bicho ainda mais assustado e desorientado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha volta, com o aproximar da hora de chegada do comboio, sentia-se o crescer da ansiedade e de algum pânico nas pessoas. Murmurava-se, suspirava-se, falava-se... “... alguém que vá lá buscar o cão...”, “... alguém que faça alguma coisa...”, “... sai daí bicho, senão ficas debaixo do comboio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o animal lá continuava e o tempo já escasseava. Ele já tinha andado uns metros na direcção do fim do cais, na direcção da segurança, mas ainda não os metros suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que eu não aguentei. Não sabia quanto tempo faltava, nem olhei para o relógio para saber. Pousei a mala do portátil e a minha bolsa, pedi ao senhor que estava sentado ao meu lado para olhar pelas minhas coisas e desatei a correr pelo cais na direcção do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava perto dele saltei para os carris e tentei aproximar-me. A minha ideia era pegar nele e pô-lo em cima do cais. Só que o animal estava em pânico. Assim que sentiu a minha presença começou a fugir e não consegui pegar nele. Nessa altura, e uma vez que a distância já não era muita, comecei a correr atrás dele tentando levá-lo até à extremidade do cais. Só que ele, em vez de correr a direito, fintou-me, passando-me ao lado e começando a correr para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou e eu voltei a tentar aproximar-me. Desta vez ele ficou quieto mas, assim que eu me baixei para o tentar apanhar, a reacção (natural) do animal foi rosnar-me. Falei com ele, tentei acalmá-lo e voltei à carga. Desta vez, para além das rosnadelas tive direito a uma bela dentada. Não desisti. Ele estava assustado e eu queria tirá-lo dali. Mais uma tentativa, mais uma mordidela, sendo que esta deixou-me um dedo bem marcado. Nisto ele desata outra vez a fugir na direcção do final do cais e eu a correr atrás dele, incitando-o a continuar porque a distância era pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os segundos ou minutos em que tudo isto se aconteceu, eu ouvia o barulho das pessoas que estavam nos cais, muito embora não estivesse a prestar qualquer atenção ao que quer que fosse que elas estivessem a dizer. Eu só pensava em tirar dali o cão. De repente, uma frase soou bem alto, acima de qualquer outra e tão perceptível como o ar que respiramos: “O comboio vem aí!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava na mesma linha do comboio. O cão na linha ao lado a escassos metros da salvação representada pelo fim do cais. Só havia uma coisa a fazer e, na esperança de que o animal não se lembrasse de mudar de linha, saltei para cima do cais e comecei a correr em direcção aos meus pertences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que ia passando pela multidão que aguardava o comboio, fiquei estupefacto e revoltado com certas coisas que fui ouvindo. As mesmas vozes que no início se manifestaram em prol da salvação do canídeo, emitiam agora comentários do género “... não tem juízo nenhum, a saltar desta maneira para a linha...”, “... por mim bem que o cão lá ficava...” ou “... o homem deve ser maluco...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no comboio e fui logo à janela ver onde estava o cão. Felizmente ele já estava em segurança, o que me deixou aliviado. Quando finalmente me sentei, olhei à minha volta e senti-me observado por olhares incriminadores, como se eu tivesse cometido um qualquer pecado capital. A hipocrisia e o egoísmo do bicho homem, infelizmente, não param de me surpreender. À medida que vou conhecendo as pessoas, mais gosto dos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que as boas acções deixam marcas... o meu dedo que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109758694430648410?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109758694430648410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109758694430648410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109758694430648410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109758694430648410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/10/boa-aco.html' title='boa acção'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109715183229934213</id><published>2004-10-07T13:21:00.000+01:00</published><updated>2004-10-07T13:23:52.300+01:00</updated><title type='text'>nulidades</title><content type='html'>Não se fala de outra coisa. Para onde quer que se vá, para onde quer que se olhe, o grande tema do momento é a quinta. Aquela dúzia de celebridades alimenta o quotidiano dos portugueses, fornece temática de conversa, enche as primeiras páginas de jornais e revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ter baptizado aquilo de “Quinta das Celebridades” mas eu prefiro utilizar outras palavras terminadas em “ades”, tais como alarvidades, vaidades ou, a melhor de todas, nulidades. Também eu vou aproveitar a maré e vou seguir a mesma temática: nulidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nulidades porquê? Deve ser por causa da minha aversão a este tipo de paródias. Não vou pedir desculpas por achar insultuoso para o cidadão comum, que se pague para que aquele bando de inúteis esteja para ali a fazer pouco dos comuns mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito país este em que um presidente de Câmara Municipal pode trocar a função para a qual o povo o elegeu pela participação neste programa, sem que seja sancionado por isso. Se fosse um qualquer comum cidadão a tomar esta opção, o mais certo era que o patrão o pusesse no olho da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já basta destas nulidades. Há muitas outras nulidades sobre as quais me apetece falar, a começar por mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o recente fim-de-semana prolongado, que no meu caso se deveu à marcação de um dia de férias e não a uma tolerância de ponto, senti-me uma autêntica nulidade. Não fiz nada, rigorosamente nada, de produtivo. Limitei-me a dormir, comer, ver uns quantos DVD’s e dar de comer à minha cadela, uma vez que os meus pais não estavam em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer um contra-senso, uma vez que comer e dormir são dois dos meus passatempos predilectos, mas não gostei mesmo nada deste meu fim-de-semana. Não querendo ser mal interpretado, a realidade é que detestei aqueles quatro dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente para mim não fui a única nulidade do fim-de-semana. Só à conta do que vi, li e ouvi nestes dias, posso até ridicularizar umas quantas nulidades criando uma lista de potenciais vencedores do Prémio Nobel da Nulidade, baseando tal premissa nos meus (isentos) critérios de avaliação pessoais. E os candidatos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Carvalho da Silva, líder da CGTP. Ouvir um dirigente sindical criticar um governo, seja de que partido for, por conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos é aberrante incompreensível e demonstrativo de falta de coerência. Não são esses mesmos sindicatos que estão sistematicamente a ralhar, criticar e atacar os governantes, em defesa dos direitos dos sacrificados e explorados trabalhadores, exigindo (legitimamente) melhores salários, semanas de trabalho de 35 horas e maior flexibilidade perante o absentismo justificado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Outro candidato é aquele senhor, cujo nome não registei, que veio a público discursar acerca dos prejuízos que a concessão de tolerância de ponto acarreta no nosso PIB. Cada dia de ponte custa não sei quantos milhões de Euros ao Estado, diminuindo o PIB em não quantos por cento. Apetece-me perguntar o seguinte a esta ave agoirenta, profeta da má fortuna ou lá o que raio é que ele é: as tolerâncias de ponto não existem praticamente desde a revolução de Abril? Então só agora é que este iluminado deu conta dos prejuízos económicos de tal medida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Malta do street racing. Por mais argumentos que utilizem, por mais que apregoem que as transformações que fazem nos carros os tornam mais seguros, a realidade mostra o contrário. Não acredito que um carro, cuja estrutura está desenhada, concebida e idealizada, para determinadas velocidades de utilização, seja, após transformações que o tornam numa máquina capaz de atingir velocidades supersónicas, um veículo mais seguro do que quando sai da fábrica. Para além disso ouvir essa malta dizer que o Estado deveria criar espaços para eles se divertirem à vontade é ridículo. Isso tem tanta lógica como um assassino exigir ao Estado que lhe forneça as armas para poder praticar à vontade o seu passatempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          Rui Gomes da Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares. As críticas proferidas por este senhor aos comentários semanais do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, acusando-o de proferir mentiras e inverdades, e de atacar sistematicamente este (des)governo, são do mais baixo que há e mostram que estamos de volta aos tempos da censura. Só porque o Professor Marcelo é do mesmo partido que o (des)governo, não pode opinar e comentar de acordo com a realidade dos factos? Pelos vistos não, tem que ser a voz do dono. O curioso é que os comentários do homem já existiam há quatro anos e meio e, só agora, é que aquele iluminado ministro veio a público criticar a falta de pluralidade naquele debate semanal. Aquilo não é – ou melhor, era – um debate semanal, é – ou melhor, era – uma rubrica de opinião pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muita nulidade que eu seja, a realidade é que, dificilmente, consigo competir com nulidades tão notáveis. Mais difícil ainda será discernir qual será a nulidade mor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitados dos (genuínos) animais da quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109715183229934213?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109715183229934213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109715183229934213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109715183229934213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109715183229934213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/10/nulidades.html' title='nulidades'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109647451582050200</id><published>2004-09-29T17:13:00.000+01:00</published><updated>2007-03-07T06:44:09.586Z</updated><title type='text'>um morto na cozinha</title><content type='html'>Ainda mal refeito do choque que foi ter descoberto que, pasmem-se e espantem-se, sou um dos 30% mais ricos deste país, e eis que o meu quotidiano é abalado por mais uma bizarra ocorrência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que comecem para aí a pensar que sou afilhado do Belmiro de Azevedo ou coisa que o valha, convém esclarecer que a não fui eu quem concluiu este estado de (suposta) riqueza. Trata-se apenas e só de uma afirmação do “nosso” ministro das Finanças, em entrevista à RTP a propósito do corte aos benefícios fiscais no IRS do próximo ano. Segundo o Dr. Bagão Félix, e passo a citar, “são os 30% mais ricos deste país que investem em PPR, PPR-E, PPA e CPH”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riquezas à parte, há uns dias atrás preparava-me eu para ir dormir quando dou conta que o meu canário estava a fazer um chinfrim de todo o tamanho, algo que ele só costuma fazer de manhã quando nasce o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à cozinha ver o que se passava e, assim que acendo a luz, ouço uns barulhos estranhos vindos do tubo de evacuação dos gases de combustão do esquentador. Estou a falar do tubo que liga o esquentador e à chaminé, mas como tenho a mania de usar expressões complicadas aproveitei para fazer isso mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei no escadote, dei uns quantos abanões no tubo para ver se descobria alguma coisa mas, como não vi nada de estranho e os barulhos pararam, resolvi ir deitar-me. Nem tornei a pensar no caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, após mais um dia de trabalho, assim que entro em casa dou conta dum cheiro estranho no ar. Não era da sanita nem era do balde do lixo. Pus-me a pensar de onde poderia vir aquele cheiro e foi então que me lembrei dos barulhos do outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a pegar no escadote e, surpresa das surpresas, ao desencaixar o tubo da chaminé deparo-me com um pombo morto. Pelo cheiro, deve ter morrido dois dias antes, provavelmente porque ficou entalado entre o tubo e a chaminé e acabou por morrer sufocado com os gases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu moro no último andar do meu prédio e já me habituei aos sons dos pombos logo pela manhã. Deve haver ninhos perto das chaminés ou coisa assim parecida. Agora pombos a visitar-me a casa é que nunca me havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto eu, que raio é que terá passado na cabeça do animal para se ir meter ali? Consigo idealizar algumas teorias credíveis para justificar tal acontecimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Tratou-se de um suicídio. O pombo em questão estava farto da vida que levava e, ciente de que naquele local os gases tóxicos são emitidos diariamente, decidiu pôr termo à sua existência daquela forma. Dúvida: terá o animal deixado alguma nota de suicídio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O pombo morreu de overdose. No fundo o desgraçado do animal não passava de um toxicodependente, completamente agarrado aos gases tóxicos. Só que, naquele dia, a dose foi mal calculada e ele não aguentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O pombo morreu devido a algum ritual macabro da irmandade do pombal. Qualquer coisa semelhante a jogar à roleta russa. Um ritual de iniciação baseado no simples princípio “se queres pertencer à nossa irmandade tens que descer pelo tubo da morte e voltar para relatar a experiência”. Escusado será dizer, não foi aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Foi a curiosidade que o matou. Imaginem que o pombo, juntamente com outros pombos, também assistiu à entrevista do ministro e ficou com vontade de ver como seria o interior da casa de um dos 30% mais ricos. Não deve ter gostado daquilo que viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) O pombo foi vítima de homicídio, e quem o matou fui eu, apesar de o ter feito de modo involuntário. O animal andava a passear pelo topo da chaminé, escorregou num qualquer detrito, caiu pela chaminé abaixo até ficar entalado no tubo do meu esquentador. De seguida, e sem me aperceber de nada disto, no processo diário da minha higiene pessoal (banho) eis que acabo por sufocá-lo com os gases do esquentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora compreendo os porcos: a higiene pode matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109647451582050200?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109647451582050200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109647451582050200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109647451582050200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109647451582050200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/09/um-morto-na-cozinha.html' title='um morto na cozinha'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109541725038164269</id><published>2004-09-17T11:32:00.000+01:00</published><updated>2004-09-17T11:34:10.383+01:00</updated><title type='text'>mIRC</title><content type='html'>“Sabes que dia é hoje?”. Aquela frase, proferida naquele momento e com aquela entoação, atingiu-me violentamente, tal e qual como se eu tivesse sido abalroado por um comboio em velocidade desenfreada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exageros metafóricos à parte, a verdade é que eu me tinha esquecido por completo daquela data. A idade avançada não pode servir de eterna desculpa a todos os esquecimentos relacionados com datas de calendário. Nada justifica que me tenha esquecido do dia em que proferi a célebre interrogação ”Como é que perdeste uma coisa tão grande?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima, para agravar ainda mais o já por si só suficientemente gravoso esquecimento, o dito ocorreu quando estava ao telefone com a única pessoa com quem sempre fiz questão de celebrar a malfadada data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de colocar alguma água na fervura. Mas afinal, que data tão importante é essa? Trata-se apenas da data em que teve lugar o mítico jantar do canal “pearljam” do IRC, o qual teve lugar no já longínquo ano de 2000, mais concretamente a 16 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente. Tanto alarido por um simples jantar, ainda por cima um jantar de canal? Mas afinal, que interesse é que tem um jantar desses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, não se tratou de um simples jantar de canal. Foi O jantar de canal. Vinte e quatro utilizadores daquele que, orgulhosamente, era conhecido por ser um dos canais mais ordinários da ptnet, juntaram-se à mesa de um restaurante situado na já extinta feira popular de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a grande maioria das pessoas que utilizam a Internet conhecem, utilizam ou utilizaram, ou pelo menos já ouviram falar do IRC. Um mundo de conversa em incontáveis canais temáticos, onde as pessoas falam de tudo e mais alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Influenciado por colegas meus que já eram frequentadores desse mundo, assim que tive Internet em casa, o mIRC foi logo um dos meus alvos preferidos. Ainda me lembro do drama que foi conseguir escolher um nick, da minha ingenuidade de caloiro naquele ambiente porque nem sequer sabia o que era um simples lol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram noites de paródia, conversas hilariantes, momentos de completa loucura e convívio com punhado de utilizadores que eu não conhecia nem fazia ideia quem eram, vindos de várias zonas de Portugal: Alverca, Barreiro, Póvoa de Santa Iria, Portimão, Porto, Maia, Amadora, Leiria, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não há bela sem senão, quem sofria com tudo isto era a minha mãe quando chegava a hora de pagar a conta do telefone. Ainda não estava na era da Netcabo e as contas não estavam a ser nada modestas. Para evitar males maiores cheguei a um acordo com ela em que passava a ser eu a suportar os custos das chamadas de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, e à medida que nos íamos conhecendo melhor, começou a crescer a vontade de eu participar num desses jantares de canal. Seria uma forma de conhecer realmente a pessoa por detrás do nick. Finalmente esse dia surgiu e devo dizer que, no meu caso, tratou-se do ponto de partida para algumas boas amizades que, felizmente, ainda subsistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o passar do tempo, e à medida que as amizades iam crescendo, os nicks foram desaparecendo e foram ficando os nomes. Mas, passe o tempo que passar, a realidade é que podemos tirar o nick à pessoa, mas não conseguimos tirar a pessoa ao nick. Poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia não frequento o IRC, mas não deixei de o utilizar. Pelo menos uma vez por mês ligo-me a esse mundo porque faço questão de preservar o registo do meu nick. É algo tão meu como a minha casa, o meu carro ou a minha roupa. Faz parte da minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci-me da data mas não me esqueci das pessoas. Ainda bem que ela perdeu aquela coisa tão grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109541725038164269?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109541725038164269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109541725038164269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109541725038164269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109541725038164269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/09/mirc.html' title='mIRC'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109509062195592094</id><published>2004-09-13T16:48:00.000+01:00</published><updated>2004-09-13T16:50:21.956+01:00</updated><title type='text'>o fim</title><content type='html'>As minhas manhãs nunca mais vão ser as mesmas. Pior ainda, não só as minhas como as de muito boa gente que por aí anda. E tudo isto por causa de um simples programa de rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vou directo ao assunto: o Programa da Manhã da Best Rock, tal como o conhecíamos até agora, morreu. Não haverá mais nenhuma edição, e o mesmo acontece com a rubrica do Homem que mordeu o Cão. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parágrafo anterior, transcrito duma carta redigida e enviada por Pedro Ribeiro para uma mailing list, penso eu que seja a lista da própria Best Rock, serviu para confirmar os meus maiores receios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, desde à algum tempo, que eu estava a estranhar a prolongada ausência da habitual equipa do Programa da Manhã. É certo e sabido que eles tinham ido de férias, mas também não deixa de ser verdade que as férias já deviam ter acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ali qualquer coisa que não batia certo. Uma vez que na passada quinta feira regressaram as emissões do HQMC-TV, facto que por si só significa que aquele trio já não se encontrava de férias, e não havendo ainda igual regresso às ondas hertzianas, a minha desconfiança crescia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nota de rodapé: as pessoas são as mesmas mas, na minha modesta opinião, o formato TV pura e simplesmente não funciona)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantive-me na expectativa de que o regresso estivesse agendado para uma destas segundas feiras. Lamentavelmente, e conforme pude hoje confirmar, aconteceu aquilo que nenhum dos habituais ouvintes daquele programa desejaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Eu fui desafiado para fazer as novas manhãs do RCP, e após longas e sofridas conversas com o Nuno, a Maria e a Patrícia, resolvi aceitar. Por tudo o que fizeram por nós e pelo programa, sinto que vos devo uma explicação. Aceitei ir para o RCP porque sentia que o formato e target da Best eram cada vez mais distantes daquilo que eu sou, hoje. Aliás o nosso programa era claramente fora do target definido pela estação, porque essa era a única maneira de alargar horizontes e conquistar mais ouvintes, no quadro de uma estação mínima, e onde crescer mais é praticamente impossível. Sinto que não estava a aprender nada ali, e acho que aos 33 anos não podia conformar-me com o conforto de uma receita que sabemos aplicar de cor. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aqui entrar em grandes considerações acerca dos motivos que poderão ter levado a direcção de programas da Best Rock a tomar esta decisão. Pela parte que me toca, apenas tenho a dizer que, com esta atitude, esta estação rádio perdeu um ouvinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Programa da Manhã era, de longe, o único programa de jeito que ainda havia naquela rádio. Não pelas escolhas musicais, uma vez que desde à muito tempo a esta parte que a playlist da Best era uma valente e monumental monotonia repetitiva e, exasperantemente cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa valia pela equipa. A boa disposição contagiante, os hilariantes momentos de (saudável) insanidade colectiva daquela tribo, as piadas ribeirinhas, as histórias bizarras do HQMC são INSUBSTITUÍVEIS!!! Quem não se lembra da cebola do Markl?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou triste e extremamente desiludido com esta situação. Posso mesmo dizer que estou revoltado. Fazendo emergir à superfície a minha costela contestatária, apetece-me transformar este post num protesto contra a Best Rock ou contra quem quer que sejam os responsáveis pela extinção da mais brilhante rubrica que alguma vez existiu nas rádios nacionais. Por mim, a Best Rock podia fechar as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser curioso, e de certo modo prova do tipo postura da “gerência” da Best, que ainda não tenha ouvido anunciar que o formato do programa ia mudar. Pior ainda. Continuam a iludir os mais incautos, transmitindo duma forma a meu ver abusiva, e como se nada se passasse, edições de arquivo do HQMC. Indecente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Do fundo do coração quero agradecer-vos a todos, por tudo. Nunca tinha tido a prova de que o nosso trabalho podia tocar de forma tão decisiva tanta gente. Vocês são os melhores ouvintes que um profissional de rádio pode ter. Muitos de vocês deixarão de me ouvir, certamente. Mas de certeza que não me vão esquecer, nem a mim nem aos outros iztúpidos que vos acordaram nas manhãs dos últimos anos. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minhas as palavras do Pedro Ribeiro: obrigado por tudo e até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109509062195592094?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109509062195592094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109509062195592094&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109509062195592094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109509062195592094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/09/o-fim.html' title='o fim'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109412839343757653</id><published>2004-09-02T13:31:00.000+01:00</published><updated>2004-09-02T13:33:13.436+01:00</updated><title type='text'>pós-férias</title><content type='html'>Mesmo sem ter ido de férias para sítio algum, a verdade é que estive de férias, o que por si só é sinónimo de estar afastado da escravatura dos horários. deitava-me quando me dava o sono, levantava-me quando estava farto de estar na cama, comia quando me dava fome, e por aí fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo não digo que as minhas férias foram uma seca. Fui umas quantas vezes à praia, sempre em boa companhia, o que foi bom porque sempre deu para disfarçar o chamado “bronze de camionista”, desfrutei de bons momentos de convívio com amigos meus, alguns que já não via há algum tempo e fui adiantando serviço no puzzle de 1000 peças que está estacionado na mesa da minha sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça-se o que se fizer nas férias, vá-se para onde quer que seja, a pior parte das férias é, sempre foi e sempre será, o fim das mesmas. Vencer a inércia do pós-férias é algo extremamente complicado, pelo menos para mim. É uma ciência que não domino e que, muito provavelmente, nunca o irei fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso ao trabalho é sempre doloroso e isso reflecte-se, imediatamente, no acréscimo na quantidade de cafeína ingerida. Levando isto até ao limiar do exagero, são praticamente incontáveis os cafés que bebo neste período. É que ainda estou no fuso horário do lazer, ou seja, adormecer a horas razoáveis, para quem tem o despertador a tocar às sete e meia da manhã, é algo ainda muito doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois convém não esquecer o trânsito matinal que, por muito pouco que seja, é sempre mais do que aquele que se deseja encontrar quando já se vai atrasado para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado ao meu poiso laboral, deparo-me com uma gigantesca pilha de faxes,  a fazer lembrar o monte Evereste, os quais têm que ser lidos, rubricados e assimilados. Some-se a isso mais uns quantos documentos dispersos sobre a minha secretária, todos eles com um post-it a conter a anotação “trata deste assunto” e tem-se novamente a loucura e a azáfama diárias das quais, pelo menos por uns dias, estive afastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o lema “work sucks” está de volta em toda a sua pujança. Mas há que ver o lado positivo. Como regressei de férias no dia 30, e uma vez que na empresa em que trabalho os ordenados são pagos no último dia útil de cada mês, soube-me muito bem recebê-lo após um único dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Work sucks”... mas se não houver quem trabalhe, como é que vai haver dinheiro para a minha reforma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109412839343757653?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109412839343757653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109412839343757653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109412839343757653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109412839343757653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/09/ps-frias.html' title='pós-férias'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109163014881195658</id><published>2004-08-04T15:34:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:40:46.793+01:00</updated><title type='text'>Agosto</title><content type='html'>Agosto é o mês de férias por excelência. De férias e não só. Há muitas outras coisas associadas, quase em exclusivo, a este mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês dos festivais de verão. Sudoeste, Paredes de Coura, Carviçais e festival Tejo (Cartaxo) são presença habitual e obrigatória na agenda deste mês. Também importa as inúmeras festas de espuma, festas temáticas e afins, que as discotecas, de norte a sul do país, promovem nesta altura do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito desta temática, perdoem-me por não referir as incontáveis, intragáveis, execráveis, insuportáveis e abomináveis (e outros “áveis” mais que agora não me ocorrem) festas da santa terrinha, minadas e recheadas com tudo que é artista pimba. Considero-as as ervas daninhas dos festivais de verão, pelo que, na minha opinião, deveriam ser exterminadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês em que os nossos emigrantes regressam para matar saudades. É vê-los a chegar de avião, de comboio ou de carro, com aquele sorriso de orelha a orelha e aquela lágrima ao canto do olho que não se consegue conter, porque a emoção de regressar à terra natal não o permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também aqui poderia facilmente fazer uma associação de ideias com a música pimba, mas prefiro debruçar-me sobre o folclore de alguns emigras, que aproveitam este regresso temporário às origens para se gabarem e vangloriarem da rica vida que levam lá fora, exibindo o bruto carrão e os quilos de ouro que carregam ao pescoço. É pena que, na esmagadora maioria desses alguns, não passe disso mesmo: folclore. Nunca suportei malta com a mania das grandezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês das campanhas e das promoções das operadoras de telemóvel. É ver e ouvir a publicidade da Vodafone a anunciar que tudo que se gaste em chamadas para a rede Vodafone durante o mês de Agosto, será devolvido em setembro, ou a campanha da Optimus que permite aos seus clientes que falem a 1 cêntimo por minuto entre Optimus, a partir do primeiro minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, permitam-me apenas uma pergunta bastante simples: mas porque raio é que a TMN não faz campanhas assim? Para que é que me interessa a campanha dos MMS à borla até ao final de Agosto, se o meu telemóvel não é desses? Sinto-me discriminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês das enchentes no Algarve e das habituais queixas de crise por parte dos operadores turísticos. Por um lado é ver as praias, esplanadas, bares e discotecas completamente a abarrotar de gente e, por outro, é ouvir os responsáveis pelo turismo da região a queixarem-se de quebras nas reservas, que a capacidade hoteleira está apenas a 80% e que os turistas estão a gastar pouco dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que tente, por mais que me esforce, não consigo perceber qual é o encanto do Algarve em pleno Agosto. Mares de gente por todo o lado, apertos, trânsito, confusão, barulho e afins. Que raio de descanso é este? Não admira que ouça muita a gente a dizer que precisa de férias das férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, não nos podemos esquecer que o Algarve é caro. É estúpida e abusivamente caro e, no Algarve, somos portugueses pelo que não somos tratados como turistas. Mais vale investir numa ida até ao sul de Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agosto é o mês em que começa mais um campeonato de futebol. Ano após ano, os amantes do futebol esperam ansiosamente por isto, fartos que estão de não poderem dissertar durante a semana, as incidências, resultados e casos da jornada do fim de semana anterior.&lt;br /&gt;Também estou nessa onda. Estes jogos de preparação não dão pica. A malta quer é os jogos a sério, para começar a cortar na casaca deste ou daquele jogador, dizer mal das tácticas do mister, refilar com o golo mal anulado ou o pénalti que o árbitro não marcou, e outras coisas desse género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, o meu Agosto vai ser muito diferente do Agosto anterior. Se tudo correr bem, vou estar de férias duas semanas, a partir de dia 16, mas não vou de férias.&lt;br /&gt;Pode ser que vá ao Porto, visitar a minha família e alguns amigos que por lá tenho, pode ser que vá até Serpa visitar amigos como pode também acontecer que, pura e simplesmente, fique por casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no ano passado as minhas férias foram um sossego, este ano vão ser um desassossego. O clima de incerteza e instabilidade laboral a isso me obriga. Ando preocupado, ansioso, agitado, desanimado com a indefinição da minha situação, algo que já se vê no tamanho da minha pança. Costumo afogar as minhas mágoas na comida, salvo seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de perspectivas de continuidade e falta de alternativas, levam-me a um estado de prevenção monetária. Por muito que me custe, ainda não é este ano que vou cumprir a promessa que fiz a mim mesmo já lá vão 6 anos, de fazer umas férias como deve de ser. Pode ser que isso aconteça já no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano não vou a nenhum festival de verão, não por uma questão monetária, mas por uma questão de cartaz. Não há nenhum que me seduza por aí além, como aconteceu o ano passado com o cartaz de Paredes de Coura. Foram cinco dias muito agradáveis, estive mutíssimo bem acompanhado, vi bons concertos e, acima de tudo, passei cinco dias em ritmo de total descontracção e despreocupação, longe da azáfama da rotina diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá de férias ou não, o que importa é que já falta pouco para eu entrar de férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109163014881195658?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109163014881195658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109163014881195658&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109163014881195658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109163014881195658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/08/agosto.html' title='Agosto'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109102888886459902</id><published>2004-07-28T16:31:00.001+01:00</published><updated>2007-03-16T18:19:41.943Z</updated><title type='text'>metrosexual</title><content type='html'>Segunda feira tive que ir ao dentista. Tenho aqui um sacrista dum dente que me tem provocado umas belas dumas dores, daquelas que todos nós gostamos imenso... ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu sentado na sala de espera quando, para matar o tempo, resolvo passar uma vista de olhos por uma daquelas revistas de sociedade que encontramos sempre neste tipo de espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto dou de caras com um daqueles artigos, cujo título prende logo a atenção: “O metrosexual sucede ao macho latino. Admirável homem novo.” Pelos vistos este é um daqueles conceitos que está na moda, mas que a mim me provoca desarranjos de índole gastrointestinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o texto, o termo metrosexual, criado por um jornalista americano, une as palavras metrópole e sexual e tem como objectivo definir um determinado tipo de consumidor: homens entre os 25 e os 45 anos, com algum poder económico, urbanos e vaidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o facto de ter sido um qualquer americano a criar este conceito já é suficientemente mau, ou não fossem os americanos um dos povos mais broncos, idiotas e egocêntricos à face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras preciosidades, da leitura deste artigo fiquei a saber que o metrosexual gasta entre 30 e 40 por cento do seu rendimento em roupas e sapatos de marca (Versace, Dior, D&amp;amp;G e Jean Paul Gaultier são apenas alguns exemplos), faz pedicura e manicura, recorrem a institutos para fazer tratamentos de beleza, não dispensam um bom creme de dia ou de noite (o importante é ser rejuvenescedor e anti-rugas), escolhe sempre os locais da moda e prefere uma boa taça de vinho a cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A depilação definitiva também já entrou no vocabulário dos metrosexuais, até porque muitos deles não passam sem depilar as sobrancelhas ou outros pêlos do corpo e, para além disso, o metrosexual passa horas ao espelho pois detesta arranjar-se à pressa. A única coisa que não admitem é ser apelidados de gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá um equivalente feminino para metrosexual, ou parte-se do princípio que todas as mulheres já o são? Uma vez que existe a “tradição” de dizer que as mulheres é que se fartam de gastar dinheiro em compras, passam horas ao espelho e afins, será que uma mulher que não seja assim passa a ser uma suínosexual ou coisa semelhante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque raio é que, hoje em dia, há a tendência natural de catalogar, rotular ou criar terminologias novas para definir coisas ou situações que, bem vistas, sempre existiram? Ainda o metrosexual está “pintado de fresco” e eis que já se fala em tecnosexual, que mais não é do que a junção de tecnologia com metrosexual. Até já há &lt;a href="http://www.technosexual.org"&gt;sites&lt;/a&gt; que explicam aos amantes da tecnologia quais são os melhores meios para organizar a sua vida e melhorar a sua aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro local do artigo eram referidos os dez mandamentos do metrosexual. Foi precisamente neste ponto, correndo o gigantesco risco de descobrir que também pertenço a essa raça, que resolvi verificar se me encaixo nesses mandamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Cuida, acima de tudo, da sua aparência.&lt;br /&gt;Desculpem-me o tom ignorante, mas não cuidamos todos da nossa aparência? De qualquer maneira, se o facto de tomar banho e cortar a barba todos os dias, de gostar de usar água de colónia de vez em quando, o mesmo com o gel para o cabelo, faz de mim um maluqinho com as aparências, então seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Conhece a qualquer custo as tendências da moda.&lt;br /&gt;De maneira nenhuma. O meu conceito de moda é usar roupa que goste, sendo-me indiferente se é da moda ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Usa cremes faciais e corporais sem restrições.&lt;br /&gt;Descontando o after-shave, a lata de creme Nívea que tenho em casa porque dá sempre jeito e um creme que uso para tentar reduzir as minhas crónicas olheiras, o qual não tem resultado, não uso (e muito menos abuso) dessas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Se necessário recorre à maquilhagem.&lt;br /&gt;Esta só me dá para rir. O José Castelo Branco maquilha-se e o resultado é aquela linda coisa que se vê. Não insultem a minha inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Mantém as unhas e as cutículas limpas e bem tratadas.&lt;br /&gt;Sim, pois, está certo. Acho que só vou deixar de roer as unhas quando deixar de ter dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Visita o cabeleireiro pelo menos uma vez por mês.&lt;br /&gt;Confesso. É verdade que faço isso. Sempre detestei cabelo muito grande e como o meu cresce a velocidades supersónicas, desde há muitos anos que o vou cortar uma vez por mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Vai com frequência aos Spas.&lt;br /&gt;Como se o meu ordenado o permitisse! A coisa mais parecida com isso que alguma vez frequentei, foi ter ido o ano passado ao festival de Paredes de Coura e ter utilizado o balneário das piscinas em vez dos chuveiros do recinto. Aqueles 50 cêntimos diários valeram bem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Não tem vergonha de chorar durante um filme.&lt;br /&gt;Sempre chorei, não só em filmes como em séries de televisão ou mesmo na vida real. Nunca me incomodei com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Usa apenas roupas de boa qualidade.&lt;br /&gt;Se isso é sinónimo de roupas que não se estejam a desfazer, é óbvio que sim! Sou um cliente habitual da feira semanal de Alverca e das secções de roupa dos hipermercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Opta sempre por um bom vinho em vez de cerveja.&lt;br /&gt;Nem sempre, para não dizer quase nunca. Aprecio vinho verde, mas é raro beber, e não sou um ávido consumidor de cerveja. Eu é mais sumo de limão natural ou kalashnikov’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá. Apesar dos meus receios, contabilizando todos os mandamentos, parece-me que não tenho estofo para metrosexual. Fico desolado com o meu destino... ou então não. Continuo na minha: nem macho latino nem metrosexual. Limito-me a ser eu mesmo, e quem não gostar pode arrumar na beirinha do prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funeral do meu dente está marcado para hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109102888886459902?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109102888886459902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109102888886459902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109102888886459902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109102888886459902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/07/metrosexual.html' title='metrosexual'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-109033890191558763</id><published>2004-07-20T16:51:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:44:49.380+01:00</updated><title type='text'>fatiota de casório</title><content type='html'>No próximo sábado vou a um casamento. Um dos meus melhores amigos, antigo colega do ISEL, decidiu juntar os trapinhos e escolheu esta data para o fazer. Escusado será dizer que lhe desejo as maiores felicidades, não só a ele mas também à sua noiva que, por sinal, ainda não tive o prazer de conhecer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E, interrogam-se vocês, porque é que ainda não conheci a ex-namorada, actual noiva e futura esposa, de um dos meus melhores amigos? Vivendo ele em Serpa, que não é propriamente “já ali”, é natural que não nos encontremos muitas vezes. mas as verdadeiras amizades são mesmo assim, mantém-se intocáveis mesmo que a presença física não seja frequente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas adiante com as apologias ao verdadeiro significado e inestimável valor da amizade. Toda a gente sabe isso e não quero ser redundante e repetitivo. Se não sabe, deveria saber.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vinte e quatro de Julho tem, pelo menos para mim, um simbolismo bastante marcante e não me estou a referir à famosa avenida da capital, carregada de bares e discotecas. Simplesmente tenho uma cicatriz no braço esquerdo que resultou de um acidente de viação que tive nessa data, vai fazer 4 anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Voltando à temática do casório do Zé Carlos. Sempre que sou convidado para ir a um casamento, o meu primeiro (e quase único) grande drama é... será que o fato ainda me serve! De facto, a indumentária adequada à ocasião é, regra geral, a minha dor de cabeça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No meu roupeiro guardo dois fatos completos, ambos de Verão. Um deles é azul escuro, o outro é antracite. Até aqui tudo bem. Estamos no Verão, camisas e gravatas tenho eu algumas logo, pelo menos aparentemente, não há motivos para preocupação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Errado. há um pequeníssimo pormenor que me deixa preocupado: estou consideravelmente mais gordo do que da última vez que vesti qualquer um dos fatos!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Digamos que a minha barriga está solidária com o Verão, tendo adoptado o formato das famosas bolas nívea que se encontram pelas praias de Portugal. Estou de tal maneira que até tenho medo de, caso vá à praia, façam de mim um “ponto de encontro”, do género “Se fores à praia este fim de semana, diz-me qualquer coisa que depois encontramo-nos junto à bola Nívea.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu sei que não é obrigatório que eu vá de fato e gravata, mas a realidade é que essa é a roupa mais habitual de encontrar nestes eventos. Há outras formas de vestir, igualmente agradáveis e, porventura, mais confortáveis, perfeitamente adequadas a casamentos e afins.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obviamente que não me passa pela cabeça aparecer lá vestido da forma como me costumo vestir no dia a dia. Digamos que aparecer lá com umas calças de ganga já bastante coçadas ou com umas bermudas e um polo ou uma t-shirt por fora das calças, já para não falar dos ténis, das sandálias ou dos chinelos, é capaz de me transformar no centro das atenções, algo que dispenso por completo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O drama aumentava à medida que ia dando a volta ao meu guarda roupa. Isto de engordar mais do que seria desejável é mesmo muito complicado. Não é que não tenha calças que me sirvam, mas também é verdade que não estão tão largas como quando as comprei.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Posta de parte a hipótese de comprar, propositadamente, um fato novo para a ocasião, podendo até aproveitar as promoções da época, tive que adoptar uma solução alternativa. Para além de me parecer estúpido ir gastar dinheiro em roupa que só vou usar uma vez ou duas, começa a ser curto o tempo que falta até ao dia D, o que poderia inviabilizar os eventuais acertos para que a roupa ficasse a 100%.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim sendo, e depois de muito ponderar, a opção teve tanto de simples como de eficaz. Nada melhor do que comprar umas calças tipo “chino’s” (ou lá o que é que chamam àquilo) ou de bombazina, as quais serão complementadas por uma normal camisa e uns sapatos adequados, peças essas que já tenho. A dúvida reside agora, apenas, sobre se levo ou não um blazer para rematar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enfim. Bem vistas as coisas, não havia necessidade para tanto drama. Atendendo ao facto de estar calor, de o casamento ser em Leiria e de o meu carro não ter ar condicionado, quase que apetece dizer “ainda bem que o(s) fato(s) não me serve(m)”. Vou bem mais confortável nesta opção de recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Independentemente da roupa, tenho mesmo que fazer uma dieta!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-109033890191558763?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/109033890191558763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=109033890191558763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109033890191558763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/109033890191558763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/07/fatiota-de-casrio.html' title='fatiota de casório'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108964391373114698</id><published>2004-07-12T15:48:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:45:10.186+01:00</updated><title type='text'>Grande Reportagem</title><content type='html'>Um dos vários defeitos que tenho prende-se com a minha (quase) crónica preguiça para ler livros. Apesar de, ultimamente, estar a tentar ultrapassar essa falha nos meus hábitos, confesso que a única literatura que mereceu a minha atenção foram os livros do Homem que Mordeu o Cão, o livro da Conversa da Treta e a biografia do Mourinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho bons livros na minha estante, todos eles merecedores de, pelo menos, uma leitura atenta mas, até à data, a minha preguiça tem levado a melhor sobre a minha (falta de) vontade de absorver obras literárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus hábitos regulares de leitura resumem-se, quase em exclusivo, à leitura semanal do Expresso e da edição de sábado do Diário de Notícias, hábitos esses que já levam alguns aninhos. Não vou aqui contabilizar uma ou outra leitura a um jornal desportivo diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É precisamente aos sábados que, com o Diário de Notícias, é distribuída a revista Grande Reportagem (GR), uma das (poucas) boas revistas que é editada no nosso mercado jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um ávido consumidor do conteúdo da GR. Desde as crónicas aos temas de fundo, passando pelas várias secções que a compõe, por regra praticamente leio tudo, da primeira até à última página. Assim como assim, a revista até nem é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi precisamente na GR, não na edição deste sábado, mas na edição anterior, que li um artigo que encaixa na perfeição na actualidade Portuguesa. Estando o país em pleno processo de remodelação governamental, a GR sugere um quadro ministerial que, com quase toda a certeza, seria aprovado pela esmagadora maioria das portuguesas e dos portugueses. Senão vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiro-Ministro:&lt;/strong&gt; Luiz Felipe Scolari. É o líder que precisamos. Percebe de bola, não dá confiança aos espanhóis, tem bigode e, condição fundamental, não é português. Pouco dado a pieguices, acha que “auto-estima” é um stand de automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Economia e Finanças:&lt;/strong&gt; Luís Figo. Tem uma fortuna pessoal que a cubicagem dos nossos cofres não é capaz de suportar. É preciso dizer mais alguma coisa? Só no capítulo da simpatia é que perde para Manuela Ferreira Leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Defesa:&lt;/strong&gt; Ricardo. Mesmo com submarinos, Paulo Portas nunca conseguiria uma defesa como a que Ricardo montou frente à armada “bifa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro dos Negócios Estrangeiros:&lt;/strong&gt; Deco. Diplomático e fundamental nas relações com o país irmão, tem uma experiência de vida no estrangeiro mais longa do que qualquer outra personalidade que já desempenhou o cargo. Com ele, não corremos riscos de patriotismo bacoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Administração Interna:&lt;/strong&gt; Fernando Couto. Patente de capitão, carácter policial, enfrenta as investidas mais brutais impavidamente. Ao pé dele, Figueiredo Lopes é uma velhinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Justiça:&lt;/strong&gt; Rui Costa. Homem de consensos, cultiva boas relações com os juizes de linha e com o quarto árbitro, que é uma espécie de Ministério Público dos jogos de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro dos Assuntos Parlamentares:&lt;/strong&gt; Costinha. Diz umas frase com princípio, meio e fim. Veste bons fatos e faz colecção de gravatas. Tem tudo o que é preciso para ocupar o cargo com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Agricultura e Pescas:&lt;/strong&gt; Hélder Postiga. Com uma infância passada no bairro piscatório das Caxinas, percebe mais de peixe do que Sevinate Pinto. Quanto à agricultura, sempre tem Durão em Bruxelas para as questões mais bicudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Educação:&lt;/strong&gt; Maniche. De expressão assaz astuta, revelou-se um dos melhores alunos do futebol português. Com ele, os índices de aproveitamento escolar seriam outra loiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Saúde:&lt;/strong&gt; Jorge Andrade. Que melhor ministro do que um homem que, após hora e meia de correria desenfreada, acusa 80 batidas por minuto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro das Obras Públicas:&lt;/strong&gt; Ricardo Carvalho. Pessoa com obra feita, uma muralha de betão em campo. Seria um excelente substituo de... como é que se chama o Ministro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Juventude:&lt;/strong&gt; Miguel. Conhece de perto os dramas que afectam a nossa juventude: foi criado em Chelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro do Trabalho e da Segurança Social:&lt;/strong&gt; Nuno Valente. Do Trabalho porque é de uma abnegação invulgar; da Segurança Social porque, com ele, a política nesta área ia mesmo virar à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro do Ambiente:&lt;/strong&gt; Cristiano Ronaldo. Natural de uma ilha com grande biodiversidade, feito adulto num clube que é sinónimo de verde, é o homem indicado para driblar os espanhóis no primordial dossiê das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Cultura:&lt;/strong&gt; Simão Sabrosa. Faria a ponte entre os eruditos, com quem partilha a paixão por textos árabes ancestrais, e os jovens criadores, para os quais é um exemplo, na moda como no teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro das Comunidades Portuguesas:&lt;/strong&gt; Pauleta. Conhece bem a França, onde vive a maior comunidade de emigrantes, e domina o dialecto de boa parte dos portugueses espalhados pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro da Ciência e Tecnologia:&lt;/strong&gt; Quim. Dada a relevância em Portugal desta pasta, qualquer suplente chega para a encomenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com a GR: a selecção deve ir para o Governo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108964391373114698?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108964391373114698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108964391373114698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108964391373114698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108964391373114698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/07/grande-reportagem.html' title='Grande Reportagem'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108919895166834124</id><published>2004-07-07T12:15:00.001+01:00</published><updated>2004-08-05T09:45:34.480+01:00</updated><title type='text'>Davi não vê estrelas</title><content type='html'>Depois de dois dias em retiro espiritual, ou coisa do género, eis que, finalmente, consegui recuperar da desilusão que senti por Portugal não ter ganho o Euro. Fiquei triste pela derrota - parabéns à Grécia - mas senti também um orgulho enorme em ser Português. As reacções que vi e ouvi após o jogo demonstraram uma vez mais que, quando queremos, somos um povo do caraças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Euro já lá vai e já é altura de falar noutras coisas. A vida não é feita só de futebol. Infelizmente dirão muitos, felizmente dirão outros tantos. Há outros acontecimentos no dia a dia que merecem ser abordados, comentados, debatidos, explorados ou, pura e simplesmente, ignorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o Euro, a grande novela que prende agora as atenções do povo é a sucessão de Durão Barroso como Primeiro Ministro. Será que vamos ter eleições antecipadas ou a opção vai incidir sobre Pedro Santana Lopes? Que se lixe que não me vou pôr aqui a falar de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de futebol outra das coisas que gosto é de ouvir o Programa da Manhã, na Best Rock, desde que toca o despertador até chegar ao meu local de trabalho. Sou fã incondicional da rubrica do Homem Que Mordeu O Cão. Nada melhor do que umas histórias bizarras e absurdas para começar bem o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi precisamente no papel de ouvinte que fui hoje surpreendido por uma verdadeiro atentado aos meus tímpanos, sob a forma de umas músicas interpretadas por alguém que dá pelo nome de “Davi Não Vê Estrelas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este projecto musical, duma qualidade muito duvidosa se me é permitida a opinião – claro que me é permitida, afinal o blog(eu) é meu – é composto, ao que julgo ter percebido, por dois brasileiros: o Davi propriamente dito e o conhecido publicitário Edson Athaíde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, eu não tenho nada contra novos projectos musicais, nem contra brasileiros, mas pelo menos dava um certo jeito que fossem projectos com qualidade e, já agora, inovadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é este o caso. Aliás, a única coisa inovadora no meio disto é a afirmação do Athaíde: “O Davi canta. Eu não canto, não toco nem danço. Limito-me a gostar de mexer em coisas novas.” Por favor, alguém que me explique o que é que isto signifique, não vá eu começar a interpretar mal as palavras do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum editado por estes “artistas” intitula-se Back 2 Basics e não é mais do que uma compilação de canções conhecidas da década de 80, nacionais e internacionais, interpretadas numas versões muito sui generis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que me ia vomitando todo quando vinha a caminho do trabalho e comecei a ouvir uma asquerosa versão do Circo de Feras dos Xutos &amp;amp; Pontapés. Aquele piano meloso e aquele sotaque brasileiro aportuguesado deram-me a volta à tripa. A coisa não melhorou quando tocaram a Dunas, dos GNR, ou a mítica Video Killed The Radio Star, dos Buggles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eh pá, poupem-me a estas merdices. Se fosse eu e um grupo de amigos a fazer isto, de certeza que eram enxovalhados e achincalhados pela crítica. Como se trata do Athaíde e do amiguinho, editam discos, vão às rádios e televisões e ainda são elogiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem ser inovadores, sejam-no sem destruir por completo as músicas originais, ou então façam isso no recanto do lar em sessões privadas. Não poluam os meus tímpanos com isso. O vosso projecto tem tanta lógica como fazer versões dos fados da Amália em ritmos metaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai na volta isso até nem é de todo uma má ideia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108919895166834124?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108919895166834124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108919895166834124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108919895166834124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108919895166834124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/07/davi-no-v-estrelas.html' title='Davi não vê estrelas'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108859312274070490</id><published>2004-06-30T11:56:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:45:59.526+01:00</updated><title type='text'>21 razões</title><content type='html'>Aproveitando a euforia à volta da nossa selecção, a qual começou quando dissemos “Adios España”, e a poucas horas do jogo com a Holanda, para ajudar a manter o espírito de orgulho nacional que nos cobre a todos, quero partilhar com vocês a mais recente pérola que recebi no meu mail. É de rir e chorar por mais... ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21 Razões para odiar os espanhóis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A mania que eles têm de invadir-nos de 200 em 200 anos só para levarem nos cornos. Será masoquismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda e nós com as mulatas e a caipirinha. Pensando bem, o negócio até nem foi tão mal para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As sevilhanas. Que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com uma crise de hemorróidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Castilla La Mancha, Estremadura e Andaluzia. Todos eles desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras às quais não têm direito, como Gibraltar, Ceuta, Olivença (que é nossa!) e as Canárias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. A língua castelhana, esse prodígio da linguagem, em que seres humanos são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão a roer um osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Filipe I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Filipe II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Filipe III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Os Seat, os piores automóveis que existem a oeste da Varsóvia. Boca chauvinista, a treinar diante do espelho: "Yo esborracho tu Seat Marbella com mi pujante UMM!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugueses na fronteira. Mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nosso políticos somos nós quem "molha a sopa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Os nomes que ostentam. Quer queiram, quer não, Pilar é nome de uma peça de betão e Mercedes é tudo menos nome de mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida quando três quintos da população tem um ódio de morte a Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. El Corte Ingles. Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que não lhe chamaram "El Corte Español", optando por atirar as culpas a outro povo, totalmente inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Café espanhol. Uma zurrapa intragável e, além disso, para se conseguir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressamente que a quer "sin leche". E, à cautela, convirá também pedir sem Sonasol, sem gelo, sem pêlos do peito do empregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas. Claro que galegos, bascos e catalães têm uma culinária riquíssima, mas esses não são espanhóis (ver ponto 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos". Aí o português deve, com ênfase, esclarecer: "Xô, bastardo! Vai prá p*** que te pariu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. A televisão espanhola: 100% parola, e onde é considerado top de audiências um concurso em que a concorrente, chamada Mercedes (vrumm! vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias (vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte (nãaaaaaaaao!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Já imaginando a contra-argumentação que alguns tentarão contra esta minha lista, devo lembrar que os filmes do Canal 18 NÃO são feitos em Espanha, nem por espanhóis. Vejam o genérico. São americanos e dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo murchos se ouvissem as senhoras a gemer noutra língua que não a sua. Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados: sabiam que a DUREX comercializa em Portugal preservativos com uma média de 1 cm mais compridos do que aqueles que comercializa em Espanha?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, agradeçamos todos: "Obrigado D. Afonso Henriques, por nos teres separado dessa raça, para que hoje possamos dizer, com orgulho, eu sou português!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108859312274070490?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108859312274070490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108859312274070490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108859312274070490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108859312274070490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/21-razes.html' title='21 razões'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108816031679370188</id><published>2004-06-25T11:44:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:46:35.056+01:00</updated><title type='text'>orgulho português</title><content type='html'>Gritei, vibrei, sofri. vivi intensamente todos os instantes do jogo. Fiquei completamente rouco e sem unhas. Emocionei-me e chorei quando, finalmente, o jogo acabou. A nossa selecção foi enorme. Neste momento, o céu é o limite. Orgulho-me de ser Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Portuguesa"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis do mar, nobre povo,&lt;br /&gt;Nação valente, imortal,&lt;br /&gt;Levantai hoje de novo&lt;br /&gt;O esplendor de Portugal!&lt;br /&gt;Entre as brumas da memória,&lt;br /&gt;Ó Pátria sente-se a voz&lt;br /&gt;Dos teus egrégios avós,&lt;br /&gt;Que há-de guiar-te à vitoria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Sobre a terra, sobre o mar,&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Pela Pátria lutar&lt;br /&gt;Contra os canhões marchar, marchar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfralda a invicta Bandeira,&lt;br /&gt;À luz viva do teu céu!&lt;br /&gt;Brade a Europa à terra inteira:&lt;br /&gt;Portugal não pereceu&lt;br /&gt;Beija o solo teu juncundo&lt;br /&gt;O Oceano, a rugir d'amor,&lt;br /&gt;E teu braço vencedor&lt;br /&gt;Deu mundos novos ao Mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Sobre a terra, sobre o mar,&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Pela Pátria lutar&lt;br /&gt;Contra os canhões marchar, marchar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudai o Sol que desponta&lt;br /&gt;Sobre um ridente porvir;&lt;br /&gt;Seja eco de uma afronta&lt;br /&gt;O sinal do ressurgir.&lt;br /&gt;Raios dessa aurora forte&lt;br /&gt;São como beijos de mãe,&lt;br /&gt;Que nos guardam, nos sustêm,&lt;br /&gt;Contra as injúrias da sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Sobre a terra, sobre o mar,&lt;br /&gt;Às armas, às armas!&lt;br /&gt;Pela Pátria lutar&lt;br /&gt;Contra os canhões marchar, marchar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já “comemos” as tapas e os bifes. Agora venham as tulipas ou a (Absolut) vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108816031679370188?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108816031679370188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108816031679370188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108816031679370188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108816031679370188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/orgulho-portugus.html' title='orgulho português'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108800143680541670</id><published>2004-06-23T15:35:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:46:55.483+01:00</updated><title type='text'>greves</title><content type='html'>“Metro e Carris mantêm greve para dia 30. Sindicato e ministros reúnem-se mas sem resultados. Vão parar no dia da meia final do Euro2004, a disputar no Estádio Alvalade XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma reunião com os ministros dos Transportes, Carmona Rodrigues, e Adjunto do primeiro-ministro, José Luís Arnaut, Diamantino Lopes, da FESTRU e José Silva Marques, do STTM, explicaram aos jornalistas, à saída da reunião, que os ministros apelaram à «sua portugalidade», sugerindo o adiamento da greve para outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À saída do encontro, Diamantino Lopes considerou que «não houve vontade» dos ministros em resolverem o problema. José Silva Marques disse aos jornalistas que estão dispostos a continuar a negociar, mas que «a resposta está do lado da tutela». «Há a tentativa de adiar o problema e não de o resolver», adiantou, pelo que o STTM mantém o pré-aviso de greve.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler esta notícia publicada no site Portugal Diário, cujo resumo me atrevi a transcrever, o primeiro (e único) comentário que me ocorre é: mas esta malta não se farta?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada tenho contra as reivindicações dos trabalhadores, desde que estas sejam legítimas. Nada tenho contra a greve enquanto forma de luta por esses direitos, mas o que é demais é exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem sei que uma das conquistas de Abril foi o direito à greve, só que a regularidade com que, em certas empresas, este direito é utilizado pelos seus trabalhadores, quase que faz pensar que, de repente, a greve deixou de ser um direito e passou a ser uma obrigação contratual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos pragmáticos. Quantos dias de greve já levam os trabalhadores do Metro e da Carris, principalmente estes últimos, desde o início do ano? São muitos. Já lhes perdi a conta, mas sei que são muitos, demasiados mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta que, sempre que acontece mais um dia de greve, a maior parte dos grevistas fica em casa em vez de permanecer no seu local de trabalho, embora não desempenhando as suas habituais tarefas, cá para mim isto não são greves. São é acréscimos aos dias de férias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já não tenho pachorra, nem respeito, pelas contínuas greves levadas a cabo pelos médicos nos hospitais públicos, a reivindicar aumentos, a queixarem-se que trabalham muitas horas, não recebem as horas extraordinárias, as progressões de carreira são lentas, entre outras preciosidades. Porque será que esses mesmos médicos nunca fazem greves no sector privado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à notícia de abertura, há uma afirmação que é uma autêntica pérola: o apelo dos ministros à “portugalidade” dos grevistas, seja lá o que isso for, sugerindo o adiamento da greve para um outro dia que não colida com jogos do Euro2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores ministros, poupem-me a essa acéfala e ridícula argumentação dos interesses nacionais que giram à volta do Euro. Parem lá um segundo e pensem que o fulcral da questão não é a greve estar marcada para dia de jogos, mas sim que esta já é a enésima greve deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sai prejudicado não são os senhores, que andam em potentes bólides topo de gama, pagos com o dinheiro dos contribuintes, dando-se ainda ao luxo de, repetida e sistematicamente, infringirem as mais elementares regras do Código da estrada. Também não são os adeptos que querem ir ao jogo os principais prejudicados, pois em último caso podem sempre optar pelo recurso aos táxis.&lt;br /&gt;(Nota de rodapé #1: Será que a verdadeira força por trás desta greve é o lobby taxista?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os únicos e reais prejudicados por mais esta(s) greve(s) são os comuns cidadãos que todos os dias utilizam os transportes públicos para se deslocarem para o seu local de trabalho. Quem é que assume as possíveis perdas de remuneração e/ou retaliações do patrão, ao empregado que chegou atrasado ao seu local de trabalho porque havia greve? ou querem fazer-me acreditar que os transportes alternativos funcionam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, em algum momento, os senhores da FESTRU e do STTN pensam nisto? Duvido muito. Porque haveriam eles de se preocupar com essas ninharias? O que importa é a luta dos escravizados e martirizados trabalhadores do Metro e da Carris contra o autoritarismo do patronato.&lt;br /&gt;(Nota de rodapé #2: quem é que paga os ordenados aos delegados sindicais, os quais recebem por nada produzir?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precavendo-me de potenciais críticas à minha postura crítica em relação aos sindicatos, esclareço desde já que eu, espantem-se, estou inscrito num sindicato. Mas calma lá. Não sou sindicalista nem alinho em discursos sindicais. Os meus interesses foram outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabei o meu bacharelato, e uma vez que nessa altura ainda não existia a ANET (Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos), inscrevi-me no SNET/SETS, de modo a poder constar na sua base de dados para saídas profissionais, para além de ter acesso a aconselhamento jurídico e descontos em livros da especialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que penso nisso, acho que vou contactar o “meu” sindicato e solicitar-lhes que façam um pré-aviso de greve aos meus patrões. Já estou a imaginar algumas das minhas reivindicações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Aumento salarial de, pelo menos, 500% sobre o ordenado base, livre de impostos, de modo a poder compensar a notória perda de poder de compra deste ano para o anterior, motivada pela aquisição do meu imóvel habitacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Melhoria no espaço físico do local de trabalho, dotando o contentor de obra de, entre outras coisas, cadeiras de design exclusivo, computadores topo de gama com ligação de banda larga sem limite de consumos, um aparelho de ar condicionado cujo termostato permita mais do que as temperaturas “frio da Sibéria” e “calor do Saara”, máquina de café que tire uns capuccinos como deve ser e casa de banho dotada de banheira de hidromassagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Equipamentos de protecção individual mais evoluídos, como por exemplo um capacete dotado de sistema integrado de climatização e que não dê cabo dos penteados ou calçado de protecção leve e adequado aos dias de calor que se aí vêm, tipo chinelos de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Criação de condições para que os martelos pneumáticos não produzam níveis de ruído superiores aos do meu canário quando está a piar e níveis de vibração superiores ao do meu telemóvel quando recebo uma chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é para se pedir, pede-se tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108800143680541670?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108800143680541670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108800143680541670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108800143680541670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108800143680541670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/greves.html' title='greves'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108756323898086117</id><published>2004-06-18T13:52:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T09:47:15.160+01:00</updated><title type='text'>ideias soltas</title><content type='html'>Depois de um fim de semana prolongado no qual ocorreram alguns eventos de alguma relevância, tais como o festival Super Bock Super Rock, o início do Euro 2004 e as eleições para o Parlamento Europeu, a minha (boa) intenção seria ir dissecando estes assuntos ao longo da presente semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis o destino que tal não fosse possível. De qualquer modo, e não querendo eu que se comece a sentir uma certa atmosfera de abandono das lides bloguísticas, vou fechar esta semana deveras complicada com uma série de pequenas ideias avulsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festival Super Bock Super Rock. Não quero nem me vou armar em crítico musical, senão ainda tenho os gajos do Blitz à perna. Estive lá no primeiro e no último dia do festival e o balanço que faço, em termos musicais, é extremamente positivo. À parte o calor, as intermináveis filas para as barracas de comes e bebes e as fortes dores nos pés que senti no pós-festival, tive a oportunidade de assistir a alguns bons concertos dos quais destaco Muse, KoRn, Pixies, Clã e Massive Attack. Venha de lá a próxima edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euro 2004. Tinha que ser. Portugal inteiro parado para ver o jogo de estreia da nossa selecção e eis que, na linha do que tinha sucedido no último Mundial, os nossos rapazes pregam-nos mais uma daquelas desagradáveis partidas de Carnaval fora de época. Acordem pá. Preocupem-se menos com os prémios de jogo e comecem mas é a jogar à bola! Sim, é verdade que depois lá ganhamos à Rússia mas isso não foi o suficiente para eu estar mais confiante em relação ao nosso apuramento. Pode ser que me engane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertar da mente. Este é o título de um filme que fui ver no sábado à noite, protagonizado pelo Jim Carrey e pela Kate Winslet, cuja história circula à volta da possibilidade de apagar-mos da nossa mente, recordações acerca de uma determinada pessoa. Se dissesse que há pessoas que preferia nunca ter conhecido ou que há experiências que gostava de não vivido, estaria a mentir. Mas será isso suficiente para querer apagar partes da minha mente? De modo algum. Os maus momentos são fundamentais para o desenvolver da nossa personalidade, do nosso carácter. Ajudam-nos a crescer. De qualquer modo, o filme é interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleições Europeias. Apenas um comentário: a abstenção continua a dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woodstock. É amarelo, pequeno, voa e é amigo inseparável do Snoopy. Não me digam que estavam a pensar no mítico festival de música? Nada disso. Lembrei-me apenas de falar neste personagem pois foi com este nome que baptizei o meu novo hóspede. A minha casa agora também é ocupada por um canário. E o bicho já pia. Agora há que evoluir para o canto, caso contrário movo-lhe uma acção de despejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideiamobile XXI. Fez a sua primeira viagem de longa duração, o que me possibilitou aferir das médias de consumo. Atendendo à quantidade de cavalos que aquele motor tem, acima dos 100, não posso dizer que a coisa tenha corrido mal. Consigo uns consumos não muito superiores ao meu velhinho Corsa, o que, atendendo ao preço a que a gasolina está, me deixou consideravelmente satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente se percebe que este se trata, indiscutivelmente, de um dos textos mais desinspirados e amorfos que aqui publiquei. Não me levem a mal. Estou demasiado triste e com pouca cabeça para grandes momentos de criatividade. Uma má fase que em breve espero ter superado. A vida continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avó, descanse em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108756323898086117?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108756323898086117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108756323898086117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108756323898086117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108756323898086117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/ideias-soltas.html' title='ideias soltas'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108679182619491866</id><published>2004-06-09T15:35:00.001+01:00</published><updated>2004-08-05T10:18:01.003+01:00</updated><title type='text'>SBSR</title><content type='html'>Ainda na ressaca daquele que foi, dizem os especialistas, o maior festival alguma vez realizado no nosso país, já temos à porta mais um festival de verão, desta feita o Super Bock Super Rock (SBSR).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem. Apetece-me dissertar sobre o Rock In Rio Lisboa. Rock? Pode ser só por causa dos meus gostos musicais, mas ao olhar para o cartaz do festival fico com a sensação que mais valia terem-lhe chamado Pop In Rio. Ou então, atendendo às expectativas criadas pela organização relativamente ao número de espectadores (600.000), podemos até chamar-lhe Flop In Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo do festival sem ter visto um único concerto, quer ao vivo quer pela televisão, sem ter lido qualquer crítica ou artigo acerca do mesmo e sem ter falado com pessoas que conheço que foram lá. Assim posso dissertar sem estar, eventualmente, influenciado ou envenenado pelas opiniões de terceiros. Assim como assim, não tenho muita coisa a dizer do Flop In Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira reacção que tive ao Rock In Rio Lisboa foi de total e completa desilusão. Do historial de anteriores festivais em terras de Vera Cruz, esperava um cartaz muito mais aliciante, falando numa lógica rockeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ponho em causa a grandeza de nomes como Paul Mcartney, Peter Gabriel ou Sting, mas a realidade é que não se tratam de artistas rock. Muito menos rock são as Sugar Babes, o Alejandro Sanz ou a Ivete Sangalo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que em 2006 (ou 2007, agora não tenho bem a certeza) o festival vai regressar, é bom que pensem num cartaz que encaixe melhor no nome com que baptizaram o festival, apostando no tipo de sonoridades que o celebrizaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos vários dias do cartaz, apenas um despertou a minha vontade de me deslocar até ao Parque da Bela Vista. Confesso que gostava de ver os Metallica e rever os Incubus, só que, quando soube o preço dos bilhetes, toda e qualquer vontade que tivesse depressa se extinguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o nível de vida da grande maioria dos portugueses, acho abusivo o preço dos bilhetes. Se somarmos aos 53€ do bilhete o dinheiro que se acaba por gastar, quase que inevitavelmente, em comida e bebida, uma diária no festival ficava por uma quantia demasiado elevada para a minha bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tentei ganhar um bilhete num dos vários passatempos que decorreram, mas a sorte não quis nada comigo. Pelo menos para o Rock In Rio, porque em relação ao SBSR a minha sorte virou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui confrontado com a agradável notícia de ter sido um dos vencedores do passatempo IOL para o SBSR, tendo ganho um passe para os 3 dias do festival. Calha mesmo bem porque, caso tal não tivesse sucedido, mais uma vez o meu “Síndroma de Insuficiência de Dinheiro nas Algibeiras” tinha-me impedido de ir ver, ou rever, algumas bandas e artistas com os quais simpatizo bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser bom rever os Linkin Park e os KoRn, bandas que tive oportunidade de ver ao vivo no Pavilhão Atlântico e em Paredes de Coura, respectivamente, tendo sido dois dos mais memoráveis concertos que alguma vez assisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também vai ser bom ver pela primeira vez Muse, Lenny Kravitz, Pixies e Massive Attack, sons dos quais sou um confesso apreciador. Cheguei a ter bilhete comprado para ir ver os Massive Attack quando eles actuaram no Coliseu de Lisboa em Maio do ano passado, só que nesse dia disputava-se a final da taça UEFA e optei por ficar em casa a sofrer pelo meu FCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, às portas de um fim de semana prolongado, fruto de ter marcado um dia de férias para 6.ª feira, acho que vai ser agradável poder aliviar o stress e alimentar a alma assistindo a uns concertos. Sendo de borla, ainda me vai saber melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum(a) de vocês lá for, procurem-me. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108679182619491866?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108679182619491866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108679182619491866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108679182619491866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108679182619491866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/sbsr.html' title='SBSR'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108626901413472475</id><published>2004-06-03T14:22:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T10:19:10.936+01:00</updated><title type='text'>eleições europeias</title><content type='html'>Estamos em plena campanha eleitoral. No próximo dia 13, por sinal dia de Santo António, mais um dos feriados que, este ano, não me dá direito a nada, Portugal vai a votos para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha modesta opinião, que vale aquilo que vale, esta campanha está a ser, e agora vou utilizar um adjectivo ligeiro, uma nulidade. Já estava mesmo à espera disto, por isso não vou dizer que esteja surpreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É degradante a imagem que os cabeças de lista dos vários partidos transmitem ao comum cidadão. Todos eles sem excepção, estão mais preocupados em envolver-se em trocas de galhardetes com os adversários do que em transmitir o conteúdo do seu programa eleitoral. Será que eles têm um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que sou recenseado que exerço o meu direito de voto. Mais do que um direito, entendo que o ir votar é um dever de qualquer cidadão. Mas também desde essa altura que detesto os períodos de pré-campanha e de campanha eleitoral. Não apenas pelos discursos ocos e desinteressantes dos candidatos, mas também pelos vários atentados que as campanhas representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver as paisagens de norte a sul do país conspurcadas pelos incontáveis painéis publicitários, vulgo outdoors, é uma atentado paisagístico. Ter a minha caixa de correio entupida por panfletos partidários é um atentado à minha privacidade e é uma ocupação ilegal de algo que me pertence. Ver as ruas cobertas por toda uma parafernália de papéis, papelinhos, autocolantes e afins, ou invadidas por caravanas automóveis a fazerem um chinfrim insuportável é um atentado à saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto contribuinte cumpridor de todas as minhas obrigações fiscais, algo que, desconfio, a grande maioria dos políticos não o pode afirmar sem estar a mentir, custa-me, para não dizer que me revolta, ver o desperdício de dinheiro que as campanhas representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah pois. Convém não nos esquecer-mos que parte do financiamento aos partidos provém dos cofres do estado, do dinheiro dos contribuintes. E olhem que não são assim tão poucos partidos quanto isso. Nestas eleições vão constar 13 listas a concorrer. Tendo em conta que existem duas coligações, com dois partidos cada, estamos a falar de 15 partidos. Parecem-me parasitas a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me a franqueza, mas qual é a utilidade que têm partidos como o PND, o PPM, o PNR, o PDA, o MPT, o PCTP/MRPP, o PH, o MD ou o POUS? Muito pouca ou quase nenhuma. Não é que os grandes partidos sejam grande coisa, mas enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, qual é a mensagem que cada partido tenta transmitir durante a campanha, de modo a tentar cativar o eleitorado e levando-o a votar na sua causa? Pela amostra destes primeiros dias, a resposta é NENHUMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me concentrar apenas nos partidos ou coligações que melhor colocados aparecem nas sondagens, o panorama é desolador. Não me estou a referir às pessoas em si, mas sim à campanha que têm feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela coligação “Força Portugal” (que nome tão infeliz) ouvi uma sua candidata, cujo nome agora não me recordo, proferir infelizes e vergonhosos comentários ao aspecto físico, ou deficiência física se preferirem, do cabeça de lista do PS. Haja dignidade, se faz favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo PS temos a constante referência do seu cabeça de lista ao facto de o PP ser racista e xenófobo, representando a podridão da extrema direita. Notável capacidade de divulgação do programa eleitoral socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da CDU mais não esperava do que aquilo que tem sido a sua campanha. Mesmo assim não consigo deixar de achar lamentável as tristes figuras a que a Odete Santos se presta. Aquele ar de maluquinha e aquele discurso totó sempre que andam pelas feiras já enjoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta o BE. Ora bem, quando se poderia pensar que o BE, uma vez que se assumem como um partido diferente, se iria preocupar com a divulgação das suas intenções europeias, rapidamente se conclui que mais valia não ter pensado nisso. Afinal, o seu discurso é o mesmo de sempre. Contra o aborto, contra a penalização do consumo de drogas leves. Virem lá o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente. Na minha opinião, tendo o maior respeito pelas opções político-partidárias de cada um, a política em Portugal continua a ser uma enorme palhaçada resumindo-se, apenas e só à luta dos jobs pelos boys. Venha de lá o meu tacho e que se lixe o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 13 eu vou votar, mas é bom que não se admirem de ver a abstenção a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108626901413472475?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108626901413472475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108626901413472475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108626901413472475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108626901413472475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/06/eleies-europeias.html' title='eleições europeias'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108602133270311722</id><published>2004-05-31T17:35:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T10:20:08.196+01:00</updated><title type='text'>ideiamobile</title><content type='html'>Foi já no longínquo ano de mil novecentos e noventa e nove, mais concretamente no dia nove de Junho, que nos tornamos cúmplices. Juntos entramos no novo milénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivado pela necessidade de um meio de locomoção, que me permitisse deslocar diariamente de casa (Alverca) para o trabalho (Arruda dos Vinhos), do trabalho para a faculdade (Lisboa) e da faculdade para casa, fui “forçado” a comprar um carrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim nasceu um mito de 4 rodas: o ideiamobile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não teve o prazer de conhecer tão admirável bólide, o ideiamobile mais não é do que um pequeno utilitário, construído em Outubro de 1988, cuja marca começa em O e acaba em L, tendo pelo meio as letras P e E, sendo o modelo definido pela palavra iniciada em C e terminada em A, tendo pelo meio as letras O, R e S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes quase cinco anos de vida em comum, percorri perto de noventa e sete mil quilómetros. No total, este notável ancião das estradas nacionais já totaliza cerca de duzentos e catorze mil quilómetros. É obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas são as histórias e as recordações que guardo do ideiamobile. Muita gente ilustre se sentou no seu interior. Se aquele carro tivesse o dom da escrita, a sua autobiografia arriscava-se a ser um best-seller na literatura do mundo automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esquecerei daquela noite de sexta feira, ia eu na faixa da esquerda da auto-estrada a caminho de Lisboa, quando o cabo do acelerador se lembra de prender. Arrepiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então aquele dia em que, numa daquelas ruas nada inclinadas do Bairro Alto, acabo de estacionar o carro, puxo o travão de mão e o cabo deste toma a iniciativa de se partir. Porreiro, não vos parece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nem todas as recordações são dramáticas. A memorável odisseia da viagem a Paredes de Coura, no verão de 2002, em que estiveram 3 pessoas a dormir dentro do ideiamobile, é algo de inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda aquela noite de sábado em que, estacionado junto à praia do Guincho, tive um dos momentos mais reveladores da minha essência enquanto pessoa. Aquela conversa que se prolongou pela madrugada dentro, foi das coisas mais bonitas e enriquecedoras que alguma vez vivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideiamobile vai ser sempre o ideiamobile, mas a realidade é que o nosso ciclo terminou. Desde este sábado que há “outro” ideiamobile, mais concretamente o ideiamobile XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ainda não foi desta que comprei BMW 320d cinzento metalizado. (piada pessoal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não comprei uma carrinha cheia de estilo. (outra piada pessoal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fui duramente criticado por tal opção. “Típico de gajo. Trocado por outro mais novo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, não o troquei por um mais novo. Troquei-o por um menos velho, com metade dos quilómetros. Mas ainda sou possuidor de um carro cuja matrícula apresenta as letras à esquerda. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A herança é pesada e só espero que ideiamobile XXI se porte tão bem como se portou o seu antecessor. Se isso acontecer, dou-me por satisfeito. Mais do que isso não lhe exijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a melhor Mãe do mundo faz anos. Parabéns Mãe. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108602133270311722?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108602133270311722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108602133270311722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108602133270311722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108602133270311722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/ideiamobile.html' title='ideiamobile'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108565610416589421</id><published>2004-05-27T12:07:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T10:22:07.186+01:00</updated><title type='text'>FCP vs Balu</title><content type='html'>Ontem foi um dia de emoções fortes e de sentimentos antagónicos. Por um lado a euforia e a alegria por mais uma conquista do meu clube do coração. Por outro, a tristeza e a consternação pela notícia da morte do pequeno golfinho Balu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A histórica vitória do Futebol Clube do Porto, deixou-me satisfeito, eufórico e orgulhoso de ser tripeiro. Não apenas a mim, como a todos os portistas e também, acredito sinceramente nisso, a um grande números de portugueses adeptos de outros clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes momentos de celebração todos nos esquecemos do alto preço dos combustíveis, dos baixos salários, do desemprego e da retoma que nunca mais chega. O futebol anima o povo. O ideal agora será podermos estar todos, daqui a umas semanas, a festejar a conquista do Campeonato Europeu pela nossa selecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inesquecível. Mas que ninguém diga irrepetível!” José Mourinho proferiu esta frase no final da época passada, após a conquista do Campeonato, Taça de Portugal e Taça UEFA, frase essa que ficou registada no livro publicado nessa mesma altura, dedicado às conquistas do “mister” Mourinho. Ontem, assim que o jogo acabou, lembrei-me destas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiz amizades baseadas em princípios clubísticos, políticos ou religiosos. Sou amigo de quem merece a minha amizade e tento merecer a amizade de quem é meu amigo. Como tal é óbvio que no seio das minhas amizades encontram-se adeptos de outros clubes, uns mais ferrenhos do que outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer através de mensagens, de telefonemas ou de cumprimentos pessoais, já muita gente me deu os parabéns. “Bibó Puerto. O teu clube é o maiore, carago!” Claro que fico contente. Seria hipócrita se dissesse o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendo todo o respeito e consideração por todos os meus amigos e amigas, vou destacar aqui amigos de longa data, ambos ilustres benfiquistas. Mesmo sabendo que é possível que eles não venham a ler isto, o que não é muito relevante porque vou ter oportunidade de lhes dizer isto pessoalmente, quero deixar um abraço especial para o Rui e para o Carlitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui, após a final de Sevilha no ano passado, numa das nossas conversas de bola na mítica Carvoaria, disseste qualquer coisa como “Se não deixar sair os melhores jogadores, a jogar desta maneira vocês habilitam-se a ser campeões europeus.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no sábado passado, apesar do teu Benfica ter ganho a Taça de Portugal, não tiveste qualquer problema em afirmar “Ficou provado que o Porto é a única equipa em Portugal que joga como equipa.” És grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlitos, já pertencem ao passado, embora a um passado recente, as nossas tertúlias futebolísticas no bar do ISEL. És benfiquista dos sete costados, daqueles que só falham um jogo por motivos de força maior. Mas és também um adepto incondicional de todos os clubes portugueses que competem em provas europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na época passada o fizeste, mas esta época fizeste-o com mais afinco. De cada vez que o FCP marcava um golo lá recebia eu um toque no meu telemóvel. Acredito honestamente que ontem ficaste quase tão eufórico como eu. Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos os benfiquistas fossem como vocês os dois, se calhar até eu era benfiquista. Ou então não. Podemos mudar muita coisa ao longo da vida, mas nunca de clube, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo foram alegrias. Chamem-me lamecha, menino, totó, ou qualquer coisa desse género. I don’t care. Quando vi a notícia de que o Balu tinha morrido, fiquei triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que não sabem, o Balu era um bebé golfinho, órfão, que estava entregue aos cuidados dos técnicos do Zoomarine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado dele era grave. Tinha perdido a mãe, o que dada a ligação e dependência dos bebés golfinhos à sua progenitora, colocava o Balu numa situação delicada. Os golfinhos, quando nascem, não sabem nadar, necessitando de permanecer “colados” à mãe durante os primeiros dias de vida. Para além disso, também padecia de uma infecção que o enfraquecia e lhe limitava o sistema imunitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi feito para que o Balu sobrevivesse. Colocaram-lhe flutuadores e acompanharam-no 24 horas por dia para que ele aprendesse a nadar. Alimentaram-no e mimaram-no como qualquer bebé necessita ser mimado. Fizeram-lhe todos os exames possíveis e imaginários para tentar descobrir o que ele tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a infecção foi mais forte e o Balu não resistiu. Comovi-me quando vi o ar emocionado com que as pessoas que o acompanharam nesta luta, falaram do que tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito humano e sensível. Digo muita vezes que tenho mais consideração pela minha cadela do que por muitas pessoas que conheço. O ser humano é falso, os animais não. Se há espécies extintas ou em vias de extinção, se o nosso planeta está a ser destruído, isso não se deve aos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presto aqui a minha homenagem a toda a gente, do Zoomarine e não só, que tudo tentaram e tudo fizeram para salvar a vida do pequeno Balu. Estes gestos e estas atitudes provam que, felizmente, nem todo o ser humano é igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens ou animais, só temos uma Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108565610416589421?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108565610416589421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108565610416589421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108565610416589421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108565610416589421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/fcp-vs-balu.html' title='FCP vs Balu'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108515759412153212</id><published>2004-05-21T17:38:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T10:23:10.506+01:00</updated><title type='text'>casamento real espanhol</title><content type='html'>Para dissipar todas as minhas dúvidas, hoje de manhã uma das primeiras coisas que fiz foi abrir a carteira, tirar o Bilhete de Identidade e, atentamente, ler as duas palavras que estão no topo desse documento: República Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exactamente. O meu BI não diz “Monarquia Espanhola”. Ao fim de tantos dias a ouvir falar no casamento do Felipe e da Letizia, eu já começava a duvidar disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável a vassalagem que os nossos canais de televisão estão a prestar a este acontecimento. Não apenas os canais privados, mas também a RTP. Pessoalmente acho isso uma demonstração de falta de respeito para com os Portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me move contra a Monarquia. Se “sou” Republicano isso apenas se deve ao facto de ter nascido na vigência da República. Até digo mais, se a solução para que Portugal passe a ser um país de topo na União Europeia passar pelo regresso à Monarquia, vamos a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões monárquicas e republicanas à parte, aquilo que já me irrita profundamente é ver os nossos telejornais a darem tanta importância a tudo que se relaciona com este enlace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero saber onde é que estão a ser fabricados os pratos de porcelana em que o Felipe vai por as cascas de tremoço. Eu não quero saber onde é que a Letizia compra as escovas de dentes ou qual é a marca de pasta de dentes que ela mais gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não me interessa minimamente saber que, num destes serões, o casalinho se dirigiu a Segóvia onde jantou no “Tascon del Manel”, tendo o Felipe palitado os dentes duas vezes e a Letizia ido à casa de banho retocar a maquilhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei que estamos invadidos por lojas das Zara, Bershka e afins, que o El Corte Ingles também já cá chegou e que até a maior empresa de construção civil Portuguesa foi vendida a um grupo Espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que, por um lado, nos mostramos tão indignados quando alguém algures, escreve ou diz que Portugal é uma província de Espanha mas, por outro lado, nos derretemos todos com estes acontecimentos que são coisas tão produtivas como os artigos publicados nas revistas cor de rosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ser uma espécie de herege por não estar a prestar vassalagem ao herdeiro do trono dos nosso vizinhos do lado. Devo ser o único que não estou a prestar atenção aos 23173 jornalistas que a SIC ou a TVI destacaram para cobrir o evento. Como ainda hoje o Nuno Markl disse, só falta mesmo saber se vai estar algum repórter dentro do bolo dos noivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sério. Não aguento mais isto. Tanto ênfase dado a algo que não nos diz respeito (aquilo é Espanha, não Portugal) é duma estupidez inqualificável. Chega. Estou farto. Estamos em Portugal, sou Português e estou-me a borrifar para tudo isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é preciso um remake da Revolução de 1640 para isto voltar ao normal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108515759412153212?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108515759412153212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108515759412153212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108515759412153212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108515759412153212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/casamento-real-espanhol.html' title='casamento real espanhol'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108497892055812800</id><published>2004-05-19T16:00:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T10:24:23.796+01:00</updated><title type='text'>odisseia no portátil</title><content type='html'>Esta semana não podia ter começado melhor. Na segunda feira, o meu computador portátil lembrou-se de ter uma “ataque de caspa” e pifou. Deve ter entrado em greve, uma vez que ele funcionava só que com uma lentidão de fazer inveja ao mais lento dos caracóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se “apenas” do computador que mais utilizo, apesar de ter outro em casa, fiquei logo em estado de alerta máximo. O meu dia a dia profissional está todo arquivado no portátil, os textos do blog também lá estão guardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale é que sou um tipo prevenido e, regularmente, faço um backup de toda essa informação. É a vantagem de ter dois computadores. Mesmo assim, a última vez que fiz isso já tinha sido em Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado a casa tratei logo de tentar a ressuscitação do defunto. Ligo o computador e, uns míseros 12 minutos depois, surge-me diante dos olhos o meu resplandecente ambiente de trabalho. Mais 10 minutos e consigo entrar no explorador, preparando-me para fazer uma actualização do backup.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei a demora desta operação para (tentar) ver um bocado de televisão. Não foi a melhor opção. O serão televisivo dos quatro canais de televisão nacionais é muito mau. Mau demais para ser comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me manter entretido, enquanto o backup ia avançando, fui aliviando o stress a jogar Colin McRae 2. Eu sei que o jogo já vai na versão 4, mas o computador lá de casa não permite mais. E enquanto funcionar bem é melhor eu nem me queixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluída a transferência de ficheiros de um computador para o outro, algo que durou mais tempo do que um comum relógio pode contabilizar, avancei para a formatação do disco rígido, e posterior instalação de todos os programas necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema operativo, antivírus, processador de texto, folha de cálculo, programa de desenho assistido por computador e todos aqueles pequenos utilitários indispensáveis foram, cuidada e meticulosamente instalados, de modo a que o computador ficasse operacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porca começa a torcer o rabo quando chega a altura de fazer as devidas actualizações aos programas. Imaginem lá o que é actualizar tudo e mais alguma coisa servindo-me duma ligação analógica a 56k. Ainda por cima, só posso aproveitar a minha hora de almoço para fazer isso, porque não convém ter o telefone ocupado durante muito mais tempo. (Para quem não se lembra, tive que abdicar da netcabo desde que mudei de casa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma simples actualização do antivírus, alga tão essencial para os computadores como o oxigénio para os seres humanos, pode levar larguíssimos minutos. Depois há que actualizar o sistema operativo, com todas aquelas actualizações de segurança, actualizações para o programa de gestão de correio electrónico, actualizações para o programa de navegação na Web, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto tenho que voltar a actualizar o antivírus. O ritmo a que saem as actualizações para estes programas fazem lembrar o ritmo a que os coelhos manifestam o seu amor e carinho às coelhas! É quase desesperante. Já ando nisto há 3 dias e ainda falta actualizar uma série de programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém tem aí uma ligação de banda larga que me possa emprestar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108497892055812800?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108497892055812800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108497892055812800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108497892055812800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108497892055812800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/odisseia-no-porttil.html' title='odisseia no portátil'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108453139833199832</id><published>2004-05-14T11:41:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:21:57.856+01:00</updated><title type='text'>o fim dos blogs</title><content type='html'>Andava eu a passar os olhos pelos vários tópicos de um dos muitos fóruns existentes na Internet, quando deparei com um cujo título referia “ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) pretende acabar com os blogs”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, esse tópico citava uma notícia que dizia o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) pretende acabar com a existência dos chamados «blogs», páginas de opinião muito em voga na Internet, alegando que estes sítios são frequentemente utilizados para difamação, afirmou ao EXPRESSO Online Pedro Amorim, especialista em direito para as novas tecnologias da informação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir convém desde já esclarecer que esta notícia foi desmentida, pelo que podem ficar descansados os autores e os leitores de blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que comentar esta notícia que, afinal, não o chegou a ser, quero debruçar-me acerca duma resposta que li nesse tópico. De entre as várias opiniões manifestadas destaca-se uma, a qual transcrevo na íntegra. Leiam com atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“epah.. fdx.. por uma vez estas merdas podiam ser a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é que não me importava nada, alias, até pagava, para acabarem com os blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogs são uma merda ; toda a gente pensa que é poeta, jornalista, escritor e que tem um misto de Saramago com Herman José dentro de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando 3 excepções que cada vez tão pior, não conheço um unico blog de jeito. São todos uma merda : piadas faceis, piadas repetidas, posts sem a puta do minimo do interesse ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior mesmo só aqueles blogs de poesia com posts interminaveis como :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.. agua&lt;br /&gt;... frio..&lt;br /&gt;... calor ao fim&lt;br /&gt;.. fim do principio&lt;br /&gt;.. principio do começo&lt;br /&gt;.. nuvem do sol&lt;br /&gt;... sol da lua&lt;br /&gt;.. amo-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toma la um poema. Faz mais destes, uns 30 e toma um blog alternativo. Fodasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tres excepções eram :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;: o meu pipi. Mas desde q o livro saiu, o cabrão parou de escrever. Era dos poucos que me fazia rir regularmente&lt;br /&gt;: gato fedorento : era engraçado, mas desde q começaram na sic radical o blog ta estupidamente pior&lt;br /&gt;: de um amigo meu, com piadas mininmanete engraçadas mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tal como todos os outros blogs, não me interessa saber se ele hoje acabou ca namorada, se experimentou um novo supositório anal com estrias , se está com problemas existenciais ou não..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas irmãs sempre tiverem diarios e nunca lhes toquei para que caralho quero saber a vida de um gaijo ou gaija que não conheço ( e provavelmente nao quero conher ) e que se acha cheio de interesse e piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena, é mesmo muita pena, que não se vá proibir os blogs”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo a preservar a “identidade” da autor de tão eloquentes afirmações, vou abster-me de mencionar o nick debaixo do qual foi assinado este post. Não é que isso fosse relevante, uma vez que, pelos vistos, o indivíduo em questão não perde tempo a ler blogs, pelo que ele nunca irá ler o que estou aqui a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para prevenir qualquer hipótese de ser acusado de ter deturpado as afirmações dele, ou de as ter transcrito fora do contexto em que as mesmas estavam inseridas, esclareço que a transcrição anterior é 100% fiel ao original. Acreditem que não foi fácil resistir à tentação de aplicar o belo corrector ortográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que vivemos num estado democrático em que a liberdade de expressão e o direito de opinião são dados adquiridos. As pessoas são livres de expressarem as suas opiniões. Podemos não concordar com elas, mas devemos respeitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava só de fazer um comentário pessoal a alguns dos pontos referidos por este indivíduo. Se ele opina, eu também o posso fazer. Certo? Certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso, nem nunca pensei, ser poeta, jornalista ou escritor. Formei-me em Engenharia Civil, é essa a minha área de actividade e é assim que pretendo continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim não pode, de maneira alguma, existir um misto de José Saramago com Herman José. Reconheço os méritos dessas duas figuras da sociedade Portuguesa, respeito o seu trabalho, mas não aprecio qualquer um deles. Há muito que deixei de achar piada ao Herman (que saudades do Tal Canal) e nunca fui apreciador dos escritos do Saramago. Não fazem o meu género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa para uma piadinha fácil. Misto, dentro de mim, só se for o resultado duma tosta mista ou da sandes mista que comi hoje ao pequeno almoço.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo que os blogs sejam todos o equivalente aos restos resultantes do processo digestivo do organismo humano, depositados no intestino grosso para posteriormente serem expelidos para o exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há blogs para todos os gostos. Há os que são diários pessoais, os que são de poesia, os que são de comédia. Há blogs individuais e blogs escritos em grupo. Há blogs com textos extensos e outros com textos de 2 ou 3 linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um opta por ler este ou aquele blog, consoante as suas preferências. É tão simples quanto isto: só lê quem quer! Quem não gostar, pois bem, que arrume na beirinha do prato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, já que este indivíduo manifesta a disposição de pagar para acabar com os blogs, deixo-lhe uma sugestão. O meu blog tem um endereço de correio electrónico disponível para recepção de sugestões, críticas e afins. Faça o obséquio de me enviar uma pequena missiva e quantifique o valor que está disposto a despender para o encerramento deste espaço. Pode ser que mereça a minha atenção. Ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo muita pena que certas pessoas não se abstenham de dizer asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108453139833199832?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108453139833199832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108453139833199832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108453139833199832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108453139833199832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/o-fim-dos-blogs.html' title='o fim dos blogs'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108427201950251557</id><published>2004-05-11T11:39:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:23:40.230+01:00</updated><title type='text'>quantidade vs qualidade</title><content type='html'>Mais de uma semana sem publicar nada. Eu devia ter vergonha... mas não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque será? Será por falta de assuntos? Será por preguiça? Será por outra justificação, mais ou menos plausível, que agora não se me ocorre? Nem eu sei bem, mas posso garantir que não tem nada a ver com o guaraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não sou cronista ou colunista. Já viram o que seria se tivesse prazos para cumprir com a publicação dos meus textos? Bem que estava lixado. Uma das coisas que sempre disse é que este blog não ia ser diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser verdade que, eu próprio, contava por esta altura ter mais do que uns míseros 18 posts, isto se contabilizar o de hoje. Acreditem que poderia ter o dobro, ou até mesmo o triplo, dos textos publicados, mas se não o faço é porque me preocupo com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero preservar a vossa sanidade mental e daí, embora com muita pena minha, tenho-me abstido de publicar uma linha que seja dedicada aos meus traumas, às minhas psicoses depressivas, aos meus medos, às minhas inseguranças, em suma, ao meu lado mais obscuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que posso sempre argumentar que não importa a quantidade dos textos publicados, mas sim à qualidade dos mesmos. Mas será que, nos tempos que correm, isso ainda consegue convencer alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade moderna, o tamanho conta muito. Não acreditam? Acham que estou enganado? Provavelmente até estou, mas posso apresentar alguns exemplos de como, em situações distintas, as pessoas vão atrás do tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem por hábito fazer compras em hipermercados, com certeza já reparou que, em algumas categorias de produtos, existem sempre as embalagens familiares. Cereais e detergentes, entre outros, são alguns dos artigos possuídos por essa onda de “crescimento familiar das embalagens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um facto curioso, e que já verifiquei pessoalmente é que, na maior parte dos casos, essas embalagens são mais caras do que a soma de duas embalagens mais pequenas. No entanto a atracção pela embalagem familiar leva a que esta seja a mais procurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo que já várias vezes assisti ou ouvi comentar, prende-se com um dos bifes mais conhecidos das ementas gastronómicas dos estabelecimentos de restauração: o bife da Portugália. Quantas vezes não fui já eu confrontado com afirmações do género “que bife tão pequeno”. Ainda antes de se pronunciarem acerca da qualidade da talhada de carne, já estão a manifestar-se sobre a dimensão da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Abro aqui um parêntesis para informar que, pessoalmente, não sou apreciador dos bifes da Portugália. A relação preço/qualidade dos mesmos deixa muito a desejar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da quantidade não passa, exclusivamente, pelo tamanho ou pelas dimensões deste ou daquele artigo. Repare-se agora nos telemóveis. Aqui a questão da quantidade passa pelo número de funções que o modelo Turbo16V da marca xpto tem, ou deixa de ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas são os MMS, as câmaras para tirar fotos e fazer filmes a torto e a direito, os jogos java para desafiar online um parceiro qualquer, os toques polifónicos, os ecrãs policromáticos com não sei quantos biliões de cores e mais uma infinidade de funções que, na grande maioria, nunca são utilizadas.&lt;br /&gt;No meio de tanta coisa, as pessoas quase que se esquecem da principal função desses aparelhos: fazer e receber chamadas telefónicas. Mas entre um telemóvel dos simples e um dos “especiais de corrida” é ou não verdade que os preferidos do público são os primeiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que digo, e não o digo apenas agora, é que os produtos de melhor qualidade nem sempre são apresentados nas maiores ou nas mais atractivas embalagens. Eu ainda sou dos que acreditam, não totalmente mas pelo menos parcialmente, naquela velha máxima que diz não é o tamanho que importa, mas sim o que se faz com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que digo isto porque sou baixo, gorducho e nada bonito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108427201950251557?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoideia.blogspot.com/feeds/108427201950251557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6561216&amp;postID=108427201950251557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108427201950251557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108427201950251557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/quantidade-vs-qualidade.html' title='quantidade vs qualidade'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108359761062983812</id><published>2004-05-03T16:19:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:25:25.996+01:00</updated><title type='text'>publicidade na TV</title><content type='html'>Caso ainda não se tenham apercebido disso, já estamos em Maio. Não me parece que ainda não tenham dado conta de tal facto, mas, pelo sim pelo não, e cumprindo com uma das inúmeras funções deste espaço, achei por bem providenciar esta útil informação temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado solidarizei-me com toda aquela gente que comemorou a passagem de mais um “dia do trabalhador”. E que fiz eu? Basicamente, nada. Afinal de contas, feriado é feriado, pelo que o devemos respeitar enquanto tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da minha tarde de sábado foi passada a ver televisão. Mais concretamente, estou-me a referir àqueles instantes compreendidos entre o final do almoço e a ida até Lisboa para beber café com os amigos. Feitas as contas, deve dar para aí cerca de uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tempo mais do que suficiente para ver uma imensidão de anúncios. E é precisamente disso que vou baboseirar hoje, mas, e há sempre um “mas” nestas coisas, sendo a publicidade televisiva um tema com muito pano para mangas, vou só falar dos anúncios que me irritam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo pelos anúncios de pensos higiénicos. Acho que até as mulheres devem achar esses anúncios deprimentes e insultuosos. Será que o público alvo desses malfadados anúncios sejam mulheres com graves deficiências cognitivas? Confesso que fico escandalizado com a dimensão que a estupidez desses anúncios atinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa coisa existe coerência: são todos muito maus. É impossível dizer qual deles o pior, mas há um que se destaca. Estou a falar daquele que pergunta “O que há dentro da mala de Natalia Verbeke?”. É mau, e deixa uma pergunta no ar: mas afinal, quem é essa gaja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres, revoltai-vos. Terem o período já é martírio mais do que suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros anúncios que me irritam profundamente são aqueles que anunciam a festa “Olá love 2 dance in the sky”. Não consigo explicar porquê, mas a música desse anúncio dá-me cabo dos nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu pensava que me tinha visto livre desses anúncios, uma vez que a dita festa ocorreu este fim de semana, eis que os publicitários da Olá resolvem não me dar sossego. É que o anúncio respeitante ao novo Magnum “não sei das quantas” tem como trecho sonoro a mesma musiquinha vomitante. Argh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos a categoria dos anúncios que, não sendo irritantes pelo seu conteúdo ou pela sua banda sonora, são irritantes porque, pura e simplesmente, estão mal feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar nos anúncios de detergentes. Aqueles em que, vindo do nada, aparece um tipo qualquer que agarra na dona de casa e a transporta para o interior das peças de roupa, mostrando o poder de limpeza do detergente. Esse assunto já foi abordado por outros, mais dotados do que eu, pelo que nada de novo eu teria a acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal os anúncios dos créditos à habitação? Para além de referirem sempre umas taxas de juro fabulosas, mas que nunca correspondem às reais, mostram sempre como pano de fundo casas que nunca, em caso algum, o comum dos mortais pode aspirar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo de calinada publicitária pode ser encontrado no anúncio a um iogurte líquido, de fruta com cereais. Basicamente trata-se de um grupo de 4 radicais que andam a passear de moto 4, quando resolvem fazer uma pausa para descanso num celeiro que, por mero acaso, lhes surge no caminho. Entrados no celeiro, eis que, para espanto geral, lhes surge um belo frigorífico cheio desses iogurtes. Bastante credível, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo em anúncios mais recentes é possível encontrar calinadas irritantes. O maior operador de rede móvel nacional, aquele das três letrinhas apenas, anda a anunciar os serviços para os telemóveis da 3.ª geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses anúncios, o cenário é a esplanada de um café em que numa mesa está uma pacata velhinha a beber o seu chá e na mesa em frente está uma senhora a olhar para o telemóvel e a dizer coisas como “tira as calças”, “agora tira as cuecas”, “mostra-me o rabinho”, “agora a pilinha”, “tão grande!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura, já a idosa está com o ar mais chocado deste mundo, semelhante ao ar de quem acabou de ver um anúncio de pensos higiénico, quando a senhora lhe diz “estou a falar com o meu marido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois lá se percebe que a senhora está efectivamente a falar com o marido, enquanto este muda a fralda ao seu rebento. Mas será que era mesmo isto? É precisamente aqui que reside a calinada. Acham normal que a um bebé de fraldas se vistam cuecas? Então o “tira as cuecas” era para quem? Se fosse para o miúdo não deveria ter ela dito “tira-lhe as cuecas”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá para mim o bebé era só o alibi. No fundo, o que realmente estava a acontecer mais não era do que um momento de voyeurismo entre um casal que não podia esperar até chegarem a casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não fosse isto que se estivesse a passar, e realmente ela estivesse a referir-se à criança, a calinada das cuecas permanece imaculada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há coisa que já não aguento ver em anúncios de televisão, é o Figo. Nada tenho contra ele, mas estou tão farto de o ver em tudo quanto é publicidade que isso já me irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora temos o Figo em pose de estátua a balbuciar que esta é a nossa bandeira, isto num tom de voz que, enfim, faz-me lembrar um cruzamento entre o Prof. José Hermano Saraiva e o Eng.º Sousa Veloso, ora temos o Figo a dar baile ao Ronaldo e aos amigos dele em pleno túnel de acesso ao estádio, ora temos o Figo mais o Scolari a falar dum banco que é de confiança, ora temos o figo a cortar a barba e a cantarolar um refrão digno de uma música concorrente a um festival da canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega. O que é demais é exagero. Depois admiram-se que o bacano já nem os pénaltis saiba marcar. Dêem lá descanso ao bacano, que assim também me dão descanso a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só falta mesmo ver o Figo a fazer anúncios a pensos higiénicos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108359761062983812?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108359761062983812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108359761062983812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/05/publicidade-na-tv.html' title='publicidade na TV'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108298002411774802</id><published>2004-04-26T12:46:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:26:33.266+01:00</updated><title type='text'>stress no hospital</title><content type='html'>Na passada semana vivi uma daquelas experiências que não se desejam a ninguém. Não, não fui raptado por extraterrestres ou coisa parecida, muito embora haja qualquer coisa de sobrenatural no que me aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presumo que muitos de vós, ou pelo menos alguns, em determinado momento da vossa existência enquanto seres vivos, já devem ter passado por aquilo que a que vou chamar MSSUHP (Momentos de Stress em Salas de Urgência de Hospital Público).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja lá porque motivo for, acredito que se trata de um daqueles sítios que ninguém no seu perfeito juízo goste de frequentar. Se vamos ao Serviço de Urgências de um hospital é porque algo não está bem. Se bem que, é bem verdade, também existem os hipocondríacos. Há malucos com gostos para tudo, mas adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na 5.ª feira, tinha eu acabado de chegar ao meu local de trabalho, quando me telefona a minha Mãe a dizer que o meu Pai não se estava a sentir bem. Queixava-se de fortes dores na zona abdominal. Nem hesitei. “Mãe, vou já para aí e levo o Pai ao hospital.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o meu Pai na admissão de doentes do Hospital de Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira) e fui estacionar o carro. Para meu espanto, quando regresso ao Hospital cinco minutos depois, já o meu Pai tinha passado pela sala de triagem e tinha sido encaminhado para uma das salas para ser observado por um médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que tenho uma crónica desconfiança e insegurança no que diz respeito à qualidade daquele serviço, motivado por más experiências anteriores, fui surpreendido com a rapidez com que as coisas se estavam a processar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um bocado, sai o meu Pai da sala, com a indicação do médico para se dirigir ao piso de baixo, onde iria ser submetido a um RX e a umas análises. Nisto ele entrega-me um autocolante com os dados dele, o qual também continha um traço de cor amarela e um carimbo com a letra A. Tratava-se da minha identificação como sendo seu acompanhante, fazendo a cor amarela parte dos novos esquemas de funcionamento dos serviços de urgência. A cada cor corresponde um nível de urgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui tudo bem. Feita a colheita de sangue para as análises e o RX, dirigimo-nos para a sala de espera das urgências onde ficamos a aguardar que chamassem o meu Pai, algo que sucedeu cerca de duas horas depois. O período de espera foi normal, segundo dizem, uma vez que se trata do tempo necessário para que os resultados das análises ficassem prontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daqui é que a porca começa a torcer o rabo. Perto da uma da tarde, o meu Pai é chamado à sala 4. Passada uma hora, não tendo ele ainda saído nem tendo eu sido chamado, comecei a stressar. Ainda para mais, tinha a minha Mãe a telefonar-me constantemente para saber o que se estava a passar, e eu sem novidades para lhe dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigi-me ao segurança (sim, junto à porta de acesso para o interior do serviço de urgências estavam dois seguranças de uma empresa privada) e perguntei-lhe porque é que nem o meu Pai saía nem eu era chamado. Porque é que ninguém me informava do que se estava a passar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta do homem teve tanto de rápida como de vaga. “Provavelmente está à espera de qualquer coisa. Tenha calma e aguarde mais um bocado.” À espera de qualquer coisa?! Importam-se de me definir o que é “qualquer coisa”?! Claro que aquilo que eu mais estava era calmo, ou então não!&lt;br /&gt;Nesta altura já só me passavam coisinhas más pela cabeça. “O que se estará a passar? Porque é que ninguém me diz nada? Será que ele se sentiu mal e foi levado para reanimação ou merda parecida?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais um telefonema da minha Mãe, que já estava em nítido estado de ansiedade, e uma vez que já eram quase 3 da tarde, não aguentei mais. Deu-me o clique e perdi a paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui novamente falar com os seguranças os quais me aconselharam a dirigir-me ao balcão das informações para tentar saber qualquer coisa. Nesse balcão, uma mocinha com um ar muito atarefado, perguntou-me qual era a minha questão.&lt;br /&gt;Depois de lhe ter explicado a situação e ter-lhe perguntado que apenas queria saber o que se estava a passar com o meu Pai, eis que a resposta que obtenho é “Não lhe sei dar essa informação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei-me. “Não sabe?! Então vá lá dentro de arranje quem saiba. Não estou na disposição de ouvir esse tipo de respostas.” Nesta altura o meu tom de voz já estava bastante alterado. Falava alto mas em momento algum ofendi ou insultei quem quer que fosse. Não que eles não o merecessem. Continuando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o senhor se acalmar e me disser o nome do seu Pai...”. “Minha senhora, calmo estou eu. Não me queira ver quando eu perder a calma!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou-lhe o nome, ela tecla qualquer coisa no computador e diz-me “Não consta cá ninguém com esse nome.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O quê?!?! Já não basta eu estar há duas horas à espera de notícias e agora diz-me que não consta? Já deram sumiço ao homem?!?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imbecil tinha percebido mal o nome. Porra, apesar de eu estar atacado por uma crise de rinite, não estava assim tão fanhoso que não se percebesse as minhas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranquei o autocolante identificativo e entreguei-o à moça. Ela volta a teclar qualquer coisa e diz-me com um ar triunfante: “Ah, o seu Pai foi fazer análise.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta errada!. “Ouça, isso já eu sei porque eu estava com ele quando fizeram a colheita! Eu quero saber é onde ele está agora e ou a senhora me diz ou arranje alguém que me saiba dizer. Já agora, não me volte a dizer para ter calma!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente já era mais do que tenso e pior ficou quando ela me diz “Se quer saber o que se passa vá lá dentro saber.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir. Virei-lhe as costas e avancei para a entrada do serviço. Um dos seguranças barra-me a entrada dizendo-me que eu não estava autorizado a entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai a merda. Então para que é que me entregam um autocolante de acompanhante? Não me informam nem me autorizam a entrar! “Se eu não posso entrar então vá lá dentro e veja lá se descobre o que se passa com o meu Pai.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem qual foi a resposta que ele me deu? De nariz empinado e com o ego cheio pela pose de pseudo agente da autoridade, o tipo vira-se e diz “O senhor está-me a faltar ao respeito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutra situação o mais certo era ter-me desmanchado a rir, mas naquele momento a resposta saiu-me rápida e eficaz: “Acha que estou? Não posso faltar a algo que não lhe tenho. Realmente vocês vestem essas fardas e ficam logo armados em mauzinhos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu nesta altura a intervenção do outro segurança, que demonstrou ser uma pessoa de bom senso. “Eu compreendo a sua situação, mas a verdade é que a nós também não nos informam de nada. Aguarde só um segundo que eu vou ver o que consigo saber.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito. Poucos instantes após este episódio, sou chamado ao interior do serviço. A minha reacção na altura, ao passar pelo balcão de informações e pelos seguranças foi qualquer coisa do estilo “Já devia ter feito barulho há mais tempo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da porta, uma enfermeira com ar de quem estava a fazer um frete, indica-me o local onde o meu Pai estava. Estava sentado numa cadeira, com um frasco de soro, e estava à espera de repetir as análises porque o médico assim o entendeu, embora não lhe tenha justificado porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que só ao final da tarde é que lhe iam fazer nova colheita, voltei a Alverca para ir buscar a minha Mãe. Pelo caminho telefonei a uma amiga minha, médica por sinal, tendo-lhe contado o que se estava a passar. Ela pediu-me o nome do meu Pai e disse que ia ligar para o hospital a tentar saber qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para meu espanto, meia hora depois, liga-me ela a dizer-me que tinha conseguido falar com o médico que tinha atendido o meu Pai, e que este lhe tinha dito que se tratava de uma infecção no aparelho digestivo, que ele estava estável e medicado e que iam repetir análises apenas para confirmar alguns valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que não me disseram isto a mim assim que ele foi atendido?! Serei assim tão burro que não entendesse essa explicação?! Ao acompanhante do doente nada se diz, mas à colega Doutora diz-se. Indecente, para não dizer algo mais desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da tarde voltei ao hospital e, felizmente, desta vez não foi preciso exaltar os ânimos. A funcionária das informações era outra, tendo-se comportado de maneira oposta à sua colega. Expliquei-lhe o que se tinha passado, perguntei-lhe se o meu Pai ainda estava no mesmo sítio ou se já tinha ido fazer análises, e em menos de 5 minutos tinha as respostas. Até o segurança (o simpático, uma vez que o seu colega Rambo já tinha saído), assim que me viu entrar, veio ter comigo para me dizer que tinha visto o meu Pai e que ele estava calmo e com boa cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é triste dizê-lo, mas a realidade é que os nossos hospitais continuam a falhar naquilo que é o mais básico em situações deste género: falta de informação. Tudo o que sucedeu tinha sido evitado se, assim que o meu Pai foi chamado, me tivessem informado do que se estava a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o nosso sistema de saúde é mesmo assim. Leva-se as pessoas ao extremo para que estas expludam e reajam mal. Como conforto, ainda nos dizem pérolas do género “Se tem alguma reclamação a fazer dirija-se ao gabinete do utente!”. Ainda somos gozados. Não há pachorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu Pai está em casa e está bem. Isso é aquilo que realmente me importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108298002411774802?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108298002411774802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108298002411774802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/04/stress-no-hospital.html' title='stress no hospital'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108213139802044085</id><published>2004-04-16T17:00:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:28:01.326+01:00</updated><title type='text'>ergonomia</title><content type='html'>Por vezes torna-se complicado arranjar assuntos sobre os quais escrever. Por vezes? Para dizer a verdade, é mais na maioria das vezes do que por vezes. Mas adiante que isto aqui não é o muro das lamentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi minha intenção que todo e qualquer texto aqui publicado tivesse forçosamente que, no seu conteúdo, albergar conotações irónicas ou servisse para exteriorizar tentativas de pseudo-humorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não escondo o gozo que sinto quando das minhas convulsões mentais resultam coisas que fazem rir quem as lê. Rir é bom remédio e faz bem à alma, penso eu de que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, o bdi é mais abrangente do que apenas humor e boa disposição. Vem isto a propósito do assunto de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava eu a vasculhar os meus arquivos informáticos quando deparei com o ficheiro contendo um trabalho de grupo que fiz em 2000, subordinado ao tema da Ergonomia, trabalho esse que serviu de suporte para a avaliação na disciplina de Comportamento Organizacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, e contra a vontade dos restantes elementos do grupo, a escolha do tema foi minha, tendo igualmente assumido por inteiro o ónus da pesquisa e elaboração do trabalho, uma vez que eles não faziam ideia nenhuma do que era aquilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não faz puto de ideia do que é a Ergonomia, tala como os meus colegas não sabiam, leiam isto até ao fim e pode ser que as vossas dúvidas se dissipem. Ou então não, e nesse caso sintam –se à vontade para me fustigarem violentamente com comentários destrutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem no texto de hoje como um humilde contributo da minha pessoa para o vosso enriquecimento cultural e intelectual. Caso assim o prefiram, também ver na dissertação de hoje única e simplesmente uma clara e evidente tentativa minha de demonstrar a minha vaidade e o meu narcisismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optem por uma ou outra das alternativas em causa, o que não vão de modo algum conseguir é retirar brilho e classe a um trabalho topo de gama, que valeu uma bela nota e nos encheu de orgulho. Leiam e deliciem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ergonomia é entendida como o domínio científico e tecnológico interdisciplinar que se ocupa da optimização das condições de trabalho visando de forma integrada o conforto do trabalhador, a sua segurança e o aumento da produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É considerada uma ciência na medida em que estuda as características, o comportamento do homem e as suas relações com o equipamento e o ambiente em que se relaciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se como tecnologia aquando da aplicação desses conhecimentos científicos no sentido de tornar as tarefas mais fáceis, mais cómodas, mais seguras consequentemente mais eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo da Ergonomia para um posto de trabalho é o estudo integrado de uma situação de trabalho, tendo como finalidade melhorar as condições de trabalho a nível da segurança, da saúde e da competitividade nesse mesmo posto de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu objectivo será por excelência, a aplicação dos princípios ergonómicos a fim de optimizar a compatibilidade entre o homem, a máquina e o ambiente físico de trabalho, através do equilíbrio entre as exigências das tarefas e das máquinas e as características anatómicas, fisiológicas, cognitivas e percepto-motoras e a capacidade de processamento da informação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhoria da compatibilidade do trinómio Homem / Condições de Trabalho / Ambiente, obtida depois de uma intervenção Ergonómica resulta numa maior produtividade, quer directamente, graças ao aumento da produção por hora de trabalho, da diminuição dos custos resultantes dos tempos não produtivos, dos desperdícios de materiais e matérias primas, dos estragos nos equipamentos, quer ainda através do melhoramento do ambiente psicológico de trabalho, com importantes reflexos na diminuição do absentismo e no aumento da motivação para o trabalho. Não só estimula o bem estar físico e moral dos trabalhadores como também pode poupar dinheiro à empresa, reduzindo custos relativos às compensações aos trabalhadores por absentismo e doenças resultantes de más posturas, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vale a pena investir nesta área?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos como exemplo o sucedido há algum tempo atrás na fábrica da Auto Europa, em Palmela. Vários funcionários daquela Empresa contraíram lesões ao nível dos tendões e articulações devido a uma inadequada concepção dos postos de trabalho onde laboravam. A situação tornou-se conhecida da opinião pública pela renitência por parte da Administração da Empresa em assumir a sua quota parte de responsabilidade no caso, nomeadamente ao não querer dar razão aos funcionários envolvidos quando estes afirmavam tratar-se de uma doença profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto foi rentável o facto de, aquando da concepção e elaboração dos projectos referentes às instalações da Auto Europa, se ter negligenciado o factor da Ergonomia dos postos de trabalho? Será que os “tostões” que foram poupados nessa altura, e não nos podemos esquecer que estamos a falar de um projecto que envolveu um investimento na ordem de alguns milhões de contos, compensa toda a agitação que mais tarde se veio a verificar, nomeadamente as indemnizações aos trabalhadores lesados, toda uma publicidade negativa em torno de uma Empresa que se orgulha de cumprir todas as normas respeitantes à qualidade, etc.? Parece-nos evidente que não!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer acidente de trabalho apresenta os seus custos, sejam eles custos directos ou custos indirectos, e as Empresas sabem isso. O risco de ocorrência de um acidente pode ser minimizado desde que se conheçam as causas que poderão levar à ocorrência do mesmo. O conhecimento das causas permite, pelo menos em parte, o controle das mesmas. É este controlo que contribui, essencialmente, para a redução da sinistralidade com o que isso significa em termos económicos, pessoais e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma área onde a Ergonomia tem tido uma influência notória é, sem sombra de dúvida a indústria automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia todos os grandes fabricantes mundiais dispõe, nos seus gabinetes de desenvolvimento e projecto, de técnicos de Ergonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe nesta indústria um conceito relativamente recente e que tem a ver com aquilo que é designado como “ângulos de conforto na condução”, os quais são, em traços gerais, os ângulos que as várias articulações do nosso corpo (tornozelos, joelhos, braços, pulsos, ombros, etc.) fazem com os comandos dos automóveis (pedais, volante, alavanca da caixa de velocidades, etc.).&lt;br /&gt;Com base em estudos ergonómicos levados a efeito ao longo de vários anos, os fabricantes procuram optimizar a relação entre o posto de condução e o condutor. Por isso cada vez os bancos são mais envolventes, os diversos comandos estão mesmo ali ao alcance, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é que se consegue com isto tudo? Simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém duvida que um condutor que esteja ao volante de um veículo moderno e confortável, independentemente de se tratar de um ligeiro ou de um pesado, é forçosamente um condutor mais relaxado, mais concentrado na sua tarefa, mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente se percebe a vantagem desta situação. Veja-se por exemplo nos transportes públicos, um motorista de um autocarro com um posto de condução ergonómico tem um maior rendimento que num qualquer outro autocarro onde isso não aconteça. E aumentando o rendimento, aumenta-se o lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma experiência pessoal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora o caso de 2 elementos do grupo, ambos a trabalhar em Câmaras Municipais, uma em Lisboa (CML) a outra em Arruda dos Vinhos (CMAV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não desempenhem exactamente as mesmas funções, ambas possuem algo em comum: a maior parte do seu dia de trabalho é passado sentado a um secretária a trabalhar num computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da CML houve o cuidado de criar uma boa envolvência entre o funcionário e o seu posto de trabalho. O espaço é amplo (open-space) a secretária tem as dimensões adequadas, a cadeira é confortável, o teclado e o rato do computador são ergonómicos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a CMAV a situação altera-se quase que drasticamente. O espaço é exíguo, o que implica a uma maior concentração de pessoas naquele espaço, criando uma desagradável sensação de enclausuramento. As secretárias e cadeiras são de modelo tradicional, o teclado e o rato são normais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos concentrar-mo-nos única e exclusivamente no espaço físico em que ambas trabalham e vamos avaliar o estado em que cada uma chega ao final de um dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que a funcionária da CMAV apresenta sinais evidentes de fadiga, queixando-se frequentemente de dores ao nível dos pulsos e costas, a funcionária da CML chega ao final do dia fresca como uma alface.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se evidente que os níveis de concentração e rendimento que uma e outra apresentam durante o desempenho da sua actividade terá de ser forçosamente diferente. O simples pressionar de uma tecla tem significados distintos: para uma é mais uma contribuição para um pulso aberto, para a outra é algo quase tão natural como respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos que não pode servir de atenuante o facto de estarmos a falar de Câmaras de dimensões opostas, com todas as implicações que isso tem em termos de verbas. Aqui a questão fundamental é a estratégia que cada uma delas adoptou para uma situação semelhante. Ao passo que na CML existiu a preocupação de pensar no funcionário como parte integrante do espaço, na CMAV a lógica aponta para a necessidade de ser o funcionário a adaptar-se aquilo que já lá está&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as pessoas consigam adaptar-se a diferentes situações, pensamos que neste caso em particular, bem como em muitas outras situações deste género, aquilo que está em causa é a visão minimalista com que a entidade patronal aborda a questão da Ergonomia dos postos de trabalho. Às vezes até apetece perguntar se sabem o que isso é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da nossa realidade ser muito diferente dos países mais desenvolvidos, numa coisa todos estamos de acordo: é necessário ultrapassar a ideia que, numa Empresa, o que menos conta ainda são as pessoas, apostando-se (erradamente) apenas no factor tecnológico como via de desenvolvimento e modernização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada para um novo milénio, as nossas Empresas, salvo raras excepções, ainda estão bem longe de apostar forte na componente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos estar no pelotão da frente dos estados membros da U.E. que estão a cumprir os critérios da convergência monetária, não podemos continuar a fazer figura de lanterna vermelha em muitos domínios, nos quais podemos incluir aquele sobre o qual se desenvolveu este trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damn, i'm good!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108213139802044085?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108213139802044085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108213139802044085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/04/ergonomia.html' title='ergonomia'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108186966522533901</id><published>2004-04-13T16:20:00.001+01:00</published><updated>2004-08-05T11:31:28.446+01:00</updated><title type='text'>new look</title><content type='html'>Treze de Abril de dois mil e quatro. Marquem esta data nas vossas agendas, organizer’s, PDA’s ou seja o que for que utilizem. Caso não utilizem nada disto, limitem-se a memorizar esta data histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog(ue) mudou. Não mudou muito. Apenas um abrir e fechar de parêntesis com duas simples letrinhas lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para satisfazer os críticos literários nacionais que resolveram dissertar que “blog” é uma palavra que não existe na nossa amada língua portuguesa. Pessoalmente, prefiro uma boa língua de vaca estufada com batatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos vistos, já anda por aí quem queira destruir mais um dos (inúmeros) estrangeirismos utilizados no nosso dia a dia. Assim sendo, e sendo eu um acérrimo defensor da boa utilização da língua portuguesa, introduzi esta pequena alteração ao BdI. Pequena em tamanho, mas enorme em conteúdo... ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, pergunto eu na minha imensa ingenuidade, não estiveram sempre presentes os estrangeirismos na nossa língua? Aliás, cada vez mais eles são utilizados. Quer se queira quer não, há termos que se forem convertidos para o português, pura e simplesmente não resultam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever-se “stresse” em vez de “stress” é algo que não altera a habitual fonética dessa palavra. “Blogue” em vez de “blog” também não altera a fonética, mas trás outros inconvenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem que estou no café, em amena cavaqueira com um grupo de amigos, quando resolvo dizer divulgar que tenho um blog(ue). Divulgo o endereço e, uma vez que dizer “blog” ou “blogue” soa exactamente igual, ou eu explico como é que se escreve ou então quem no seu browser escrever o endereço habilita-se a não encontrar a página em questão. E acham que dizer-se “blogueosfera” soa bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Browser. A Internet é fértil em estrangeirismos. Todos concordamos que “Internet” soa bem melhor do que “rede interna” ou “rede global”, já para não falar noutros exemplo tais como “browser” (utilitário de navegação na rede global), “e-mail” (endereço de correio electrónico), “download” (descarga de ficheiro), “chat” (grupo de conversação) ou até mesmo “online” (estar em linha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros exemplos de áreas de actividade em que o uso de estrangeirismos faz parte da ordem do dia é na linguagem empresarial e económica. Quem nunca ouviu ou leu coisas como “franchising”, “outsourcing”, “downsizing”, “benchmarking”, “outlet shopping” entre outros. Arranjem lá o equivalente na língua de Camões para ver se gostam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vamos nós passar a chamar a um dos passatempos mais comuns dos espectadores de TV, perdão, de televisão, o “zapping”? Passagem sequencial, ascendente ou descendente, dum conjunto de canais memorizados? Chiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda. Imaginem um anúncio a um qualquer último modelo de uma qualquer marca automóvel. Motor de tantos cavalos de potência, vidros eléctricos, fecho centralizado, direcção assistida, sacos de ar frontais e laterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacos de ar? Desculpe lá, mas eu recuso-me a comprar um carro que venha com isso. O quê? Ah, está-me a falar dos airbags. Já podia ter dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ter a mania que é da família da Edite Estrela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108186966522533901?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108186966522533901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108186966522533901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/04/new-look.html' title='new look'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108178911482528381</id><published>2004-04-12T17:58:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:37:09.320+01:00</updated><title type='text'>estive de férias</title><content type='html'>Devo-vos um pedido de desculpas. Porquê? Porque sim. E se isto não vos parece motivo suficiente, eu já vos dou 2 motivos ligeiramente mais aceitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro. Peço desculpa por não ter informado que, na semana de Páscoa, eu iria estar de férias. Como consequência de tal heresia, e uma vez que em casa não há net, deixei o blog em branco por demasiado tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo. Peço desculpa por ter regressado aos textos. Pensavam que tal tormento tinha acabado, mas não acabou. Sou insistente, persistente e resistente. Sou um chato do caraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro (afinal posso invocar mais motivos). Peço desculpa por ambos os motivos acima descritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que tal se eu me armar em rebelde e, pura e simplesmente, não pedir desculpa? É isso. Desculpem lá o mau jeito, mas não vou pedir desculpa a ninguém. Ou então vou. Bolas que isto de ser boa pessoa – não sou eu que o digo, é a minha mãe – tem os seus inconvenientes. OK. Ponto assente. Peço desculpa e já não vou voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que andei eu a fazer nas minhas férias, interrogam-se vocês ávidos e a fervilharem de curiosidade. Muito pouco, ou quase nada. Estive de férias sem ir de férias, que é como quem diz “fiquei por casa que o dinheiro não deu para mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença entre esta semana que passou e as restantes, é que não fui escravo do despertador. E que bem que sabe dormir descansado, sem a preocupação de, na manhã seguinte, ser violentamente acordado por um qualquer dispositivo de despertar. No meu caso, utilizo o telemóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que dormir é uma das minhas actividades preferidas, mas desconfio que isso já não é novidade para vocês. Mas não se pense que as minhas férias se resumiram a isso. Não é que, restringindo-me a actividades produtivas, eu tenha feito muito mais que isso. Assim como assim, à excepção de uma limpeza geral à casa, de uma arrumação na arrecadação e da organização de toda a papelada relativa ao IRS deste ano, nada mais de relevante produzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí? Se estão à espera que sinta remorsos por não ter feito muito mais do que isto, é melhor sentarem-se porque a espera vai ser longa. Afinal, qual seria a lógica de, estando eu de férias, ocupasse a maior parte do tempo em actividades produtivas? Férias são férias, sinónimo de descanso e preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, na minha óptica, existiram outras actividades que foram importantes. Pôr a conversa em dia com algumas pessoas, dar uma bela caminhada pelo Parque das Nações, aproveitando uma bela tarde de sol, ver 2 filmes de animação que já andava para ver há algum tempo (viva o divx), já para não falar do “sofrimento” televisivo em mais uma (triunfal) noite europeia do meu FêCêPê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em sofrimento, nada do que vi pela televisão no jogo contra o Lyon se compara ao que sofri no sábado, em pleno estádio, no jogo com o Marítimo. O meu Pai que o diga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Para além do que já disse que fiz, nestas férias estive no Porto. Fui, juntamente com os meus pais, visitar a minha família, naquele que já é um corrupio tradicional nesta altura do ano. São dois dias a saltitar de casa da minha Avó para a casa dos meus Tios, passando por casa da minha outra Avó, não esquecendo a visita aos meus primos. A minha família merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que podia ter feito muito mais. Pelo menos podem estar a pensar isso. Mas não fiz. Umas por falta de vontade, outras por falta de oportunidade, houve coisas que podia (ou devia) ter feito mas que não as fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim não está mal de todo. Feito o balanço, agora que as férias acabaram, dou por mim com menos olheiras, com a arrecadação a transparecer um ar de arrumação como nunca teve, com a casa arrumada, com a papelada do IRS toda organizada e pronta para a declaração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento não terem sido possíveis as visitas previstas a Leiria e à Benedita. Não foram esquecidas. Foram apenas adiadas para uma altura mais propícia a todas as partes nelas envolvidas. Também lamento, mais uma vez, ir ao Porto e não ter tempo para poder visitar os amigos que por lá tenho. Só consegui uma “folga” para levar o meu Pai a conhecer o Estádio do Dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou de volta e já estou a contar os dias que faltam até as próximas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108178911482528381?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108178911482528381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108178911482528381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/04/estive-de-frias.html' title='estive de férias'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108083248326908678</id><published>2004-04-01T16:13:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:39:49.446+01:00</updated><title type='text'>teste tripeiro</title><content type='html'>Gosto de surpreender as pessoas. Posso ser previsível, posso ser demasiado nas minhas atitudes e comportamentos, pelo menos para quem comigo convive mais assiduamente, mas gosto de manter uma certa capacidade de surpreender as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem isto a propósito de hoje ser dia 1 de Abril, dia das mentiras. Tratando-se do dia que é, o mais previsível e óbvio seria eu estar a fazer um post acerca duma qualquer história bastante criativa e credível, mas que não passasse disso mesmo, duma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou ser surpreendente. Até digo mais, vou ser duplamente surpreendente. Ao invés de fazer do texto de hoje uma mentira, vou fazer dele um misto de teste à cultura dos meus leitores com uma dedicatória a alguém muito especial que “conheci” precisamente num dia 1 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi “conheci”, porque na realidade só nos conhecemos, pessoalmente, passado algum tempo. Mas foi a 1 de Abril que falamos pela primeira vez. Bendito mIRC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível eu esquecer-me desse dia. De entre as várias coisas que conversamos, ficou bem presente na minha ainda funcional memória - posso ser velho mas ainda não sofro de Alzheimer, ou então sofro e não me lembro - a história da minha troca à nascença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, sendo o dia que era, ela não queria acreditar, mas ao fim de algum tempo, lá se convenceu de que eu estava a falar verdade. Um dia destes eu partilho essa minha aventura pós-nascimento com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo eu tripeiro de nascença e portista por convicção (o clube é a minha crença, a cidade a minha nação), quero que o teste que mais à frente vos proponho, possa contribuir não só como um enriquecimento cultural, como também vos possa servir de auxiliar linguístico aquando das vossa incursões à “Muy Nobre, Invicta e Sempre Leal” cidade do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho este teste há algum tempo. Lembrei-me de o publicar hoje por ser o dia que é, dedicando-o assim à pessoa que mo enviou. E se ela chegar a ler isto, e eu sei que vai, ela vai saber que a dedicatória é para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá. Percam meia dúzia de minutos, peguem numa caneta e um papel, tomem nota das vossas respostas e confiram os resultados. Não dói nada, é 100% isento de impostos, coisa rara nos dias que correm, e tenho a certeza que se vão divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TESTE TRIPEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1.Se alguém grita, "Tens um foguete na perna!", isso significa que:&lt;br /&gt;a) vislumbrou um sinal de nascença no seu tornozelo.&lt;br /&gt;b) descobriu uma mosca pousada na sua coxa.&lt;br /&gt;c) acha que você anda muito depressa.&lt;br /&gt;d) você tem uma malha no collant.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Pouco antes da hora do jantar alguém afirma que lhe apetece um moléte. Isso quer dizer que:&lt;br /&gt;a) é disléxico e queria dizer que está louco para comer uma omeleta.&lt;br /&gt;b) quer dar-lhe um beijo na boca.&lt;br /&gt;c) está a convidá-lo para ir a uma padaria comprar um papo-seco.&lt;br /&gt;d) deseja deliciar-se com um cocktail típico da Ribeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Em pleno Majestic ouve alguém a pedir um cimbalino. O empregado vai trazer à mesa:&lt;br /&gt;a) uma bica.&lt;br /&gt;b) um bolo típico do Porto feito com amêndoas e mel.&lt;br /&gt;c) um chá quente.&lt;br /&gt;d) o jornal do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Estão na discoteca Indústria quando alguém lhe jura que dava tudo para deliciar-se com uma francesinha. Ou seja, essa o que essa pessoa pretende é:&lt;br /&gt;a) convidar a sua prima que é emigrante em Paris para dançar.&lt;br /&gt;b) pedir ao DJ para passar uma música francesa.&lt;br /&gt;c) comer uma especialidade do Porto que, à primeira vista, mais parece um “croque monsieur”. (seja lá o que for um “croque monsieur”)&lt;br /&gt;d) dançar com aquela rapariga loura que termina cada frase com "mon Dieu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Antes de entrar na banheira, ele(a) pede-lhe para ligar o cilindro. Você dirige-se ao:&lt;br /&gt;a) esquentador.&lt;br /&gt;b) ferro de passar a roupa.&lt;br /&gt;c) forno.&lt;br /&gt;d) termoacumulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Depois de fazerem as malas para uma viagem ele(a) pergunta-lhe se você tem um aloquete. O que ele(a) quer é:&lt;br /&gt;a) um cadeado para fechar um dos sacos.&lt;br /&gt;b) saber se você tem o bilhete de avião.&lt;br /&gt;c) um isqueiro para acender um cigarro.&lt;br /&gt;d) a chave da mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Depois de uma tarde de muita paixão e sexo intenso, ele(a) diz-lhe que lhe apetece comer orelhas. Isto quer dizer que:&lt;br /&gt;a) tem um fetiche pelas suas orelhas e você nem tinha percebido.&lt;br /&gt;b) quer que apanhe o cabelo para poder mordiscar-lhe as orelhas.&lt;br /&gt;c) apetece-lhe ir a uma pastelaria comer um "palmier".&lt;br /&gt;d) quer que você vá à cozinha preparar uma saladinha de orelha de porco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Durante uma discussão você nega ter saído sozinho com os amigos. O seu companheiro(a) diz-lhe: "bai no Batalha!". O que traduzindo à letra é:&lt;br /&gt;a) "o melhor é ires à Casa Batalha."&lt;br /&gt;b) "isso é tanga."&lt;br /&gt;c) "esta conversa é urna batalha perdida."&lt;br /&gt;d) "vai dar uma volta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Você descobre que o primo dele(a) é trolha. Isto é:&lt;br /&gt;a) é bruto.&lt;br /&gt;b) é burro.&lt;br /&gt;c) é parvo.&lt;br /&gt;d) trabalha na construção civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Em plena Rua de Santa Catarina ele(a) dirige-se a uma loja e pede-lhe ajuda para comprar um testo.&lt;br /&gt;a) você ouviu mal e ele está decido a adquirir um cesto.&lt;br /&gt;b) ele procura a tampa de uma panela.&lt;br /&gt;c) você vai ajudá-lo a escolher uma cama.&lt;br /&gt;d) a sua opinião vai ser importante na escolha do tapete para sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Ele(a) convida-o para uns lanches. Você:&lt;br /&gt;a) irá lanchar várias vezes com essa pessoa.&lt;br /&gt;b) vai deliciar-se com umas merendinhas fantásticas que ele(a) confeccionou.&lt;br /&gt;c) executará, a meias, um bolo de aniversário.&lt;br /&gt;d) está convidada para lanchar com a mãe dele(a), duas vezes na mesma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Ele(a) diz-lhe que não pode ir ter consigo pois está à espera do picheleiro.&lt;br /&gt;a) está à espera do canalizador.&lt;br /&gt;b) aguarda a chegada do electricista.&lt;br /&gt;c) do andrologista.&lt;br /&gt;d) inventou uma desculpa para não comparecer ao encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Estão os dois a confeccionar um jantar romântico. Ele(a) pede-lhe a sertã, você abre o armário e dá-lhe:&lt;br /&gt;a) um funil.&lt;br /&gt;b) o passe-vite.&lt;br /&gt;c) a frigideira.&lt;br /&gt;d) a faca de trinchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. À porta do cinema perguntam-lhe se você tem pasta. A pessoa:&lt;br /&gt;a) pretende lavar os dentes.&lt;br /&gt;b) estará a falar de um qualquer prato italiano?&lt;br /&gt;c) precisa de uns trocos.&lt;br /&gt;d) quer guardar a sua mala de executiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Quando ouve dizer que fica muito mais giro com repas, estão a falar da:&lt;br /&gt;a) sua roupa interior.&lt;br /&gt;b) pulseira que os seus pais lhe ofereceram.&lt;br /&gt;c) franja.&lt;br /&gt;d) saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. No bar O Meu Mercedes é Maior que o Teu ouve alguém pedir um fino. À mesa chegará:&lt;br /&gt;a) uma linguiça assada.&lt;br /&gt;b) uma cigarrilha.&lt;br /&gt;c) um lápis.&lt;br /&gt;d) uma imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Depois de uns copos a mais alguém diz que está ourado, ou seja:&lt;br /&gt;a) tem fome.&lt;br /&gt;b) está com tonturas.&lt;br /&gt;c) vai rezar.&lt;br /&gt;d) tem cãibras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Alguém diz que você passa a vida preocupada com as espinhas. Você dá demasiada atenção às:&lt;br /&gt;a) espinhas do peixe.&lt;br /&gt;b) unhas dos pés.&lt;br /&gt;c) borbulhas.&lt;br /&gt;d) fofocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Você está a ajudar um amigo nas mudanças para a nova casa. De repente, ele diz-lhe que tem de comprar cruzetas. Você acrescenta na lista de compras:&lt;br /&gt;a) molas da roupa.&lt;br /&gt;b) pensos rápidos.&lt;br /&gt;c) cabides.&lt;br /&gt;d) laranjas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. No mercado, ele(a) exclama "Mas que linda penca!" Você acha que ele(a):&lt;br /&gt;a) quer comprar uma couve.&lt;br /&gt;b) acha que o seu nariz é tamanho XL.&lt;br /&gt;c) descobriu um fruto raro e exótico numa das bancas.&lt;br /&gt;d) está a referir-se à vendedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Ele(a) queixa-se da pisadura que você lhe fez. Ele(a) ainda não esqueceu:&lt;br /&gt;a) a pisadela que você lhe deu.&lt;br /&gt;b) a nódoa negra da noite anterior.&lt;br /&gt;c) o apertão que levou no autocarro.&lt;br /&gt;d) a partida que você lhe pregou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Ele(a) acha que o seu melhor amigo não passa de um azeiteiro. Isto significa que:&lt;br /&gt;a) tem o cabelo oleoso.&lt;br /&gt;b) trabalha num lagar.&lt;br /&gt;c) fez a campanha de publicidade de um azeite de marca.&lt;br /&gt;d) é um bimbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Dizem-lhe, franzindo o sobrolho "Tens aí uma catota!". Você tem:&lt;br /&gt;a) um resto de comida no dente.&lt;br /&gt;b) um risco de caneta na cara.&lt;br /&gt;c) um macaco no nariz.&lt;br /&gt;d) uma linha pendurada no casaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. A sua tia pede-lhe que coloque o seu primo no pote. Você põe o miúdo:&lt;br /&gt;a) à janela.&lt;br /&gt;b) dentro da banheira.&lt;br /&gt;c) no bacio.&lt;br /&gt;d) a ver televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Vão os dois almoçar à Ribeira, à Casa da Filha da Mãe Preta e pedem iscas. Você acha que vai comer:&lt;br /&gt;a) fígado.&lt;br /&gt;b) pataniscas.&lt;br /&gt;c) peixinhos da horta.&lt;br /&gt;d) espetada mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOLUÇÕES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1.d 2.c 3.a 4.c 5.d 6.a 7.c 8.b 9.d 10.b 11.b 12.a 13.c 14.c 15.c 16.d 17.b 18.c 19.c 20.a 21.b 22.d 23.c 24.c 25.b&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESULTADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais de 20&lt;br /&gt;Tripeira nata Você é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape. Que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros à volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 5 a 20&lt;br /&gt;Portuga acima de tudo. Você vai ser uma boa surpresa para os seus amigos do Norte! Sabe o suficiente para se dar às mil maravilhas com as gentes desta cidade.&lt;br /&gt;De certeza que conhece toda a zona Ribeira, incluindo bares e restaurantes. Com um pouco de esforço, não terá problemas em tornar-se cidadão honorário da Invicta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de 5&lt;br /&gt;Alfacinha de gema "Porto? Fica ali ao pé de Espanha. não é?" Da Invicta você sabe tanto como da Islândia: quase nada. Está na altura de aceitar um convite do um amigo e fazer uma peregrinação cultural ao Porto para experimentar tudo o que de bom esta cidade tem para oferecer. De jardins e exposições no Museu de Serralves à livraria Lello. Do café Majestic aos passeios à beira-rio. Não terá mãos&lt;br /&gt;a medir com tantos bons programas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trenguinha, isto hoje foi dedicado a ti. Um beijo grande *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108083248326908678?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108083248326908678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108083248326908678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/04/teste-tripeiro.html' title='teste tripeiro'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108073331963144452</id><published>2004-03-31T12:40:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:40:34.133+01:00</updated><title type='text'>6 meses</title><content type='html'>Completam-se hoje 6 meses desde que mudei para a minha casa. Após largos anos a viver em casa dos progenitores, 2003 foi o ano que marcou o tão desejado e ansiado passo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo-se tratado de um ano de crise económica, no meu caso pessoal 2003 foi um ano em cheio ou, como eu gosto de lhe chamar, o ano dos 3 C’s: o FCP ganhou o campeonato (e não só), acabei o meu curso (já estava na altura de deixar de fazer parte da mobília do ISEL) e comprei casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando no dia 30 de Junho do ano passado eu dei por mim a assinar o Contrato Promessa de Compra e Venda, senti que era o realizar de um sonho. Já há algum tempo que aguardava por aquele momento. Comecei a pensar seriamente na aquisição de casa própria no início de 2001, mas a combinação de vários factores levou a que só passados 2 anos tenha sido possível atingir esse objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudar de casa implicou mudanças de hábitos, como não poderia deixar de ser. Tive que aprender a lidar com a máquina de lavar roupa, tive que me familiarizar com a imensidão de produtos de limpeza que a minha mãe me deu, tive que melhorar os meus dotes de cozinheiro, e mais coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que me adaptei melhor do que estava à espera. Não é que estivesse com medo de ir viver sozinho ou que me assustasse a perspectiva de ter que me transformar em dona de casa. Nunca pensei é que a adaptação à nova realidade fosse tão rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui obrigado, forçosamente, a gerir (ainda) melhor os meus recursos financeiros. Felizmente para mim, a educação e os princípios que os meus pais sempre me incutiram, fizeram com que desde sempre, eu fosse uma pessoa habituada à lógica do “não há dinheiro, não há vícios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestação do empréstimo, mensalidade dos seguros obrigatórios, contas de luz, gás e água são fiéis companheiras às quais não posso fugir. A isto somem-se os gastos com a alimentação, com a gasolina e com outros bens que, embora não os comprando todos os meses, temos sempre necessidade contar com eles, como por exemplo roupa, calçado ou despesas com médicos e medicamentos, e facilmente se conclui que ou há cabeça ou então vai sobrar muito mês no final do ordenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que abdicar de algumas coisas que, embora fossem importantes, não me eram essenciais. Reduzir o número de vezes que vou jantar fora com os amigos, deixar de ir à Carbono, reduzir as saídas nocturnas, não ter TV Cabo nem Netcabo, evitar ir ao cinema, cortar nas despesas de telemóvel, foram algumas das medidas que tive que implementar. Nada de grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o que deixei de fazer, o que sinto mais falta é da Internet. O acesso à banda larga era um dos meus passatempos. Ler os jornais diários, fazer home banking, sacar os episódios de South Park e uns mp3, consultar o e-mail, navegar na Web, estar em chats com malta conhecida, tudo isto fazia parte da minha rotina diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a banda larga acabou. O mundo da Internet, para mim, resume-se hoje em dia a umas esporádicas ligações via modem analógico, aproveitando a hora de almoço para usar o computador lá do sítio onde trabalho. É pouco, mas sempre vai dando para consultar o e-mail (desde que não me enviem ficheiros muito grandes :P) e para publicar estes maravilhosos textos bloguísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo com a política de banda larga existente neste país. Porque é que, para ter um acesso de banda larga, eu sou obrigado a ser assinante de um serviço de televisão por cabo ou, em alternativa, a uma rede fixa de telecomunicações? Não está já na altura de tornar mais acessível, em termos de custos, o acesso do comum dos mortais a estes serviços?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem sequer vou falar da estonteante velocidade a que a banda larga funciona em Portugal. Ela é larga se for comparada com antiquada ligação analógica via modem de 56K. Se comparar-mos aquilo que cá se chama de banda larga com aquilo que lhe chamam os países em que a percentagem de “zés povinho” que possuem ligações à net é uma imensidão de vezes superior à nossa, a banda larga em Portugal estreita-se num instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pensei que com o ADSL e o aparecimento de mais do que um operador a disponibilizar este serviço, as coisas fossem evoluir, quer ao nível da qualidade de serviço quer ao nível dos preços praticados. A realidade mostrou-me que eu estava iludido a esse respeito. O monopólio da PT continua a dar cabo da concorrência e a relação preço/qualidade continua a ser aberrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamem-me sovina, forreta, fuinha ou lá o que quiserem, mas não me queiram convencer que os cerca de 50 Euros de mensalidade por uma ligação de banda larga, é um preço acessível. Talvez até seja, caso fosse essa a minha única despesa mensal. Mas não é esse o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duma vez por todas, acho que o Estado devia olhar para esta questão. Melhorar a qualidade do serviço de banda larga, tornando-o acessível a mais gente, é, a meu ver, uma forma de evolução. Não podemos continuar na cauda da Europa em tudo. Deixem de tratar a Internet como sendo um luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já basta estarmos no cu da Europa por causa do mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108073331963144452?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108073331963144452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108073331963144452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/6-meses.html' title='6 meses'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108055547372960937</id><published>2004-03-29T11:16:00.000+01:00</published><updated>2004-08-05T11:41:21.610+01:00</updated><title type='text'>mudança da hora</title><content type='html'>Este fim de semana mudou a hora, ou seja, entrou-se hora de Verão. Na prática isto equivale a dizer que este fim de semana teve apenas 47 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo dos hábitos e costumes de cada um, estamos a falar de menos uma hora para dormir, para namorar, para estar com os amigos ou com a família, tratar das lides domésticas (por causa disso não consegui lavar o chão da minha casa de banho :P), enfim, menos uma hora para levar a cabo qualquer actividade de lazer típica de fim de semana. Claro que, para aquelas pessoas que têm que trabalhar ao fim de semana, trata-se de menos uma hora para trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que, na prática, dado que o acerto dos fusos horários ocorre na madrugada de sábado para domingo, faz com que, aparentemente, o parágrafo anterior resulte numa enorme redundância, uma vez que quase nem se sente o efeito dessa mudança. Errado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer período temporal, respeitante ao fim de semana, que me seja roubado, por mais pequeno e insignificante que esse período possa parecer, é sinónimo de um encurtar do tempo que falta até chegar a segunda feira. Isso é muito grave!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana é algo de sagrado. Durante a semana, aquilo que mais vezes me ouvem dizer é qualquer coisa do estilo “nunca mais chega o fim de semana”. Mesmo que as minhas actividades nesse período se resumam coçar a micose e/ou laurear a pevide, eu venero essas 48 horas como se fossem as últimas. Bem, para dizer a verdade, são mesmo as últimas... as últimas antes da próxima segunda feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto parece conversa de preguiçoso, e vai na volta até é. Quando estou a trabalhar não fujo às minhas responsabilidades, mas daí até gostar de trabalhar, a distância é enorme. Para mim são mais importantes as 48 horas do fim de semana do que as 120 da semana de trabalho, mesmo que apenas 40 dessas sejam de horário laboral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que as horas de trabalho são importantes, uma vez que sem elas não existia o indispensável ordenado, e sem ordenado não havia meio de me sustentar ou de suportar as despesas que a minha casa dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então porque é que as horas de fim de semana são mais importantes? Não tem apenas a ver com a vertente do descanso ou de não ter que me levantar às sete e meia da manhã. O motivo é apenas um e é dos mais simples que podem existir. É durante essas 48 horas que eu consigo estar com algumas das pessoas que mais gosto. É algures durante esse período que saio com os meus amigos, que ponho a conversa em dia, que me divirto. Isso é tão fundamental para mim como o ar que respiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou a dar graxa a ninguém em particular, mas acreditem que às vezes não me importava mesmo nada de passar a totalidade daquelas 48 horas com algumas dessas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo imaginar a minha vida sem os meus amigos, sem a minha família. Preciso ter tempo para eles, para estar com eles. Não abdico disso por ninguém, patrões incluídos, porque há coisas que o dinheiro não paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos meses após a conclusão do meu Bacharelato, tive a oportunidade de ir trabalhar para o Departamento de Engenharia duma empresa alemã ligada ao ramo das lojas alimentares, a fazer fiscalização de obras. Era uma proposta aliciante para quem não tinha ainda currículo nessa área. Bom ordenado, carro para uso total e boas perspectivas de carreira numa área que me interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura ilusão. Foram os piores 2 meses da minha vida. Trabalhava quase sem horário, a um ritmo de 12/14 horas diárias, fins de semana incluídos. Nesse período fiz uma quantidade incrível de quilómetros, sempre em serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período de tempo, morava eu ainda com os meus Pais, era sempre o primeiro a sair de casa e o último a chegar, sendo que, na maior parte das vezes, à hora que entrava em casa já eles estavam a dormir. Os meus amigos pura e simplesmente não me viam. Estava a dar em maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aguentei. Bati com a porta e jurei para nunca mais. De que me serve ganhar 250 contos por mês, conduzir um Rover com todas as despesas pagas se me era exigida dedicação exclusiva ao patrão? No way!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar por pensar assim, nunca hei-de ser rico mas querem saber uma coisa? I don’t give a shit. Há valores que o dinheiro não compra e eu não abdico desses valores. Prefiro ser uma rica pessoa do que uma pessoa rica. Privarem-me de estar com o Lino e com a Nela, que são as duas pessoas a quem eu devo tudo que sou, de estar com as “marias” e os “manéis” que são os meus amigos e amigas é a pior coisa que me podem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto e por tudo mais, é favor não roubarem tempo aos meus fins de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108055547372960937?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108055547372960937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108055547372960937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/mudana-da-hora.html' title='mudança da hora'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-108006315798705073</id><published>2004-03-23T17:31:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:42:47.830+01:00</updated><title type='text'>assalto</title><content type='html'>Pouco passava das duas da manhã. Praticamente, tinha acabado de adormecer. Primeiro ouvi um estrondo. De seguida ouvi um alarme a tocar e pessoas a falarem alto umas com as outras. Achei estranho. Resolvi levantar-me e ir espreitar o que se passava. Do alto do meu 4.º andar, ainda fui a tempo de assistir à fuga dos assaltantes. Ao certo não sei quantos seriam, mas deu para ver que utilizaram dois carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos do alheio resolveram fazer uma visita a uma das lojas situadas no rés do chão do prédio onde habito. De entre as opções restaurante, ourivesaria, loja de telemóveis, mediadora de seguros / imobiliária e boutique, qual acham que foi a opção? Se a vossa resposta foi ourivesaria, devo dizer-vos que estão redondamente enganados. Esta malta era adepta das telecomunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movido pela natural curiosidade humana quando confrontado com situações destas, e como o rio do alarme não se calava e não deixava ninguém dormir, resolvi enfrentar o frio e descer para averiguar os estragos. Nessa altura, já algumas pessoas da vizinhança tinham tido a mesma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passeio amontoavam-se os estilhaços do vidro da porta de entrada na loja, o qual havia sido rebentado através do científico método da “força bruta”. Primeiro rebentaram com o fecho da grade metálica, provavelmente com uma alavanca ou um pé de cabra, e depois vai de partir a porta envidraçada com recurso a uma bela cacetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste pequeno momento à Sherlock Holmes, duas coisas começaram a intrigar-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- uma vez que o alarme, um daqueles ligados a uma central que, assim que o dito dispara, chama a polícia, ainda não se tinha calado, onde parava a polícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque raio é que, à excepção de uma prateleira na montra, todo o recheio da loja parecia que não tinha sido mexido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de meia hora depois de tudo ter acontecido, quando finalmente chegaram os agentes da autoridade, dois jovens soldados do posto da GNR de Alverca, fiquei a saber que a demora deles se ficou a dever ao facto de eles terem saído estrada nacional fora em busca de 2 viaturas suspeitas que, com base nas informações prestadas por quem de início telefonou para o posto a relatar a ocorrência, viraram em direcção a Lisboa após o assalto. A busca revelou-se infrutífera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, pessoalmente concordo com a atitude dos agentes. Uma vez que se tratava de um facto consumado, que é como quem diz, a loja já tinha sido assaltada, não servia de muito eles dirigirem-se de imediato ao local do crime em busca de quem já lá não se encontrava. O alarme continuava a tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando ao traçar do perfil dos malfeitores, apetece-me chamar-lhes... broncos. Não se pense que sou profissional do ramo e que por isso sei mais dessa “arte” do que os indivíduos em causa. A questão passa, única e simplesmente, por 2 factores que me parecem demasiado evidentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tendo uma ourivesaria ao lado da loja de telemóveis, porque não optar por assaltar esta? Parece-me a mim que relógios e jóias devem valer mais do que telemóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tendo optado pelos telemóveis, porque motivo é que rebentam com a porta da loja e saem de lá só com meia dúzia de aparelhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deviam ser ou rookies ou burros. Utilizam dois carros para levar uma mão cheia de telemóveis. Viva o luxo. Melhor ainda. Assaltam uma loja de telemóveis mas, na pressa da fuga, fica para trás um telemóvel, ligado e com cartão activo, o qual aparentava pertencer a um dos assaltantes, pois não me parece que fosse da loja. Cá para mim foi um assalto Tide... bronco mais bronco não há! A banda sonora da sirene do alarme continuava a ecoar na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou muito preocupado com o proprietário da loja, o Sr. Mughali. Não é por ele ser aquilo que, carinhosamente, apelido de “kéfrô”, que digo isto. Tenho o maior respeito por todas as raças e credos. Não estou preocupado porque, à parte o incómodo de ter a loja fechada para limpeza e reparação dos estragos durante algum tempo, o mais provável é que todos os prejuízos estejam cobertos pelo seguro. Já agora, ele que aproveite para questionar a empresa de segurança responsável pelo alarme e respectiva ligação à central, porque é que mais de uma hora depois do acontecimento ainda nenhum elemento deles se tinha deslocado ao local para desactivar o alarme, mesmo depois de um dos agentes da GNR lhes ter telefonado várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Espero que apanhem os artistas que fizeram isto. Não sabiam fazer aquilo de dia? Não há condições. Está um gajo muito bem em casa a ver se dorme descansado, e vêm estes energúmenos armar um estardalhaço de todo o tamanho. Não sabem que o sono é sagrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, alguém cale a porcaria do alarme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-108006315798705073?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108006315798705073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/108006315798705073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/assalto.html' title='assalto'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107995660190913424</id><published>2004-03-22T11:56:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:44:29.200+01:00</updated><title type='text'>Primavera</title><content type='html'>Ontem começou a Primavera. Não sei se é a melhor das 4 estações do ano, mas é provavelmente aquela que mais admiradores tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em Primavera há logo uma série de coisas que lhe são associadas. São as andorinhas que regressam aos seus ninhos para procriarem que nem umas malucas, são os dias solarengos que nos fazem esquecer do frio do Inverno que ainda agora acabou, são as paixões e os romances que, nunca percebi bem porquê, são mais propícios de acontecer nesta estação do ano, são as crises alérgicas e a febre dos fenos, enfim, é uma imensidão de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente gosto da Primavera. Descontando a parte desagradável das alergias, todo o demais simbolismo que esta estação representa faz parte do meu imaginário de menino. Quem de nós, nos tempo de escola primária, não teve que redigir uma ou mais composições acerca da Primavera? E quem não teve que fazer desenhos alusivos ao mesmo tema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela altura era-me bem mais fácil escrever qualquer coisa acerca da Primavera do que é agora, porque basicamente bastava falar nos dias de sol e nas andorinhas que o assunto ficava resolvido. Naqueles tempos, o flagelo das alergias ou as questões do Cupido passavam-me ao lado. Eu gostava mesmo era de jogar à bola nos intervalos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os tempos são outros, a febre dos fenos já é uma velha conhecida, mas não deixa de ser verdade que, pelo menos para mim, a Primavera tem um significado diferente. Não digo especial, porque todas as estações são especiais, todas elas têm um qualquer significado que me faz gostar delas: o Verão equivale a férias, o Outono significa o final dos dias de calor insuportável e o Inverno é sinónimo de ficar enroscado no sofá, embrulhado num cobertor, a ver um filmezito em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primavera tem um efeito rejuvenescedor nas pessoas. E não estou apenas a pensar no facto de, dias mais solarengos, poderem equivaler a ver as mulheres portuguesas vestidas com roupinhas mais leves e arejadas. Não é que isso não seja algo a que não dê importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primavera é azul, alegre, leve. Acho que as mulheres ficam mais bonitas na Primavera. Não é que não o sejam no resto do ano, mas a beleza delas é realçada com a mudança de estação. É lógico que no Inverno, estação da chuva, do vento e do frio, eu estou mais preocupado em não apanhar uma molha e em desviar-me das poças de água do que em olhar para as mulheres. Por isso é que elas ficam mais bonitas na Primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo são rosas na Primavera. Também há as margaridas, as orquídeas e outras espécies florais. Piadinhas manhosas à parte, a realidade é que há cartões de visita primaveris que não são muito agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a falar das andorinhas. Calma. Não se comece já a pensar que sou dos que não gosto dos passarinhos e que só me apetece largar chumbo neles. Nada disso. O contraste entre o preto e o branco da sua penugem, faz delas umas aves bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São é más inquilinas. Não por opção, uma vez que já estavam incluídos na casa quando a comprei, tenho ninhos de andorinha numa das varandas. Porreiro. Confesso que acho agradável acordar de manhã com o barulho das andorinhas, a não ser que me tenha deitado às tantas da matina e me apeteça dormir até mais tarde. O que não é nada, mas mesmo nada agradável, é ter de limpar a javardeira que elas deixam na varanda. Eles podem dar as festas que quiserem, convidar os familiares e amigos e ficarem a beber copos até caírem para o lado que eu não os vou criticar por isso. Dava era jeito que eles limpassem a porcaria que fazem. Isto de ser sempre o mesmo a limpar não me parece muito justo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Pode ser que no próximo Inverno eu lhes dê ordem de despejo. Até lá, com paixões ou sem elas, com alergias ou não, com dias de sol e andorinhas, o que importa é que a Primavera chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107995660190913424?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107995660190913424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107995660190913424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/primavera.html' title='Primavera'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107969329448130239</id><published>2004-03-19T10:47:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:45:25.170+01:00</updated><title type='text'>piropos de obra</title><content type='html'>Estamos a perder a nossa identidade. Não me estou a referir às pessoas que, por qualquer motivo, ficam sem o seu documento de identificação pessoal, vulgo B.I.. Estou a falar deste cantinho à beira mar plantado que dá pelo nome de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que vivemos na era da globalização, com tudo de benéfico e nocivo que tal fatalidade da sociedade moderna acarreta. Mas há coisas que não se deveriam perder nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por partes. Está agora a fazer uns aninhos, 510 para ser mais preciso, que foi assinado o acordo que dividiu em duas zonas de influência o mundo do século XV por descobrir, para Portugal e Castela. Não estão a ver do que é que estou a falar? Do Tratado de Tordesilhas pois claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah pois é. É que nós, que agora estamos reduzidos a este rectângulo continental e a mais uns quantos apêndices ilhéus, já fomos donos de metade do mundo. Até parece mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Fomos, mas já não somos. Andamos a descobrir uma data de coisas por esse mundo fora para depois, armados em tipos porreiros, entregar tudo de mão beijada. O que é que se safou? Algumas especiarias, novelas brasileiras de qualidade manhosa e uma data de bazares chinocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contentes com isto, resolvemos aderir ao Euro. Mas qual moeda única qual quê? É que, por causa disso, nós perdemos, não apenas o Escudo, mas também o Pau e o Conto. Foi-se a milena, levaram-nos a quinhentola e nunca mais vamos ter o pintor. Agora é tudo Euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa não ficou por aqui e acreditem que ainda piora. Quem não sente saudades do belo vendedor de rua que, em dia de jogo à porta dum qualquer estádio, apregoava a plenos pulmões “É pó cu, é pó cu. É a almofadinha da bola!”. Agora os únicos pregões que se ouvem quando andamos pela rua são “Ké frô?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora vem a pior parte, aquela que a mim mais me dói até porque diariamente lido com essa realidade. O que é feito do belo piropo de obra???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada tenho contra os imigrantes que trabalham nas obras. Muito pelo contrário. Provavelmente se não fossem eles, muitas das obras neste país não se faziam. O que lamento é que ninguém se tenha preocupado em preservar esse símbolo nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente ao que muita gente diz, mulheres na sua maioria, o piropo de obra não é ordinário. Muito pelo contrário. Cada piropo proferido, à passagem de alguém do sexo feminino nas imediações duma qualquer obra, tem um efeito “2 em 1”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, provoca imediatamente na mulher em questão, uma agradável sensação de que está a ser apreciada. Mesmo que a sua reacção possa ser de desagrado, a realidade é que, no seu intimo, a mulher fica com o ego elevado porque alguém reparou nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o piropo tem uma vertente científica que não pode, nem deve, ser menosprezada. Permite detectar traços do perfil psicológico de quem o profere, descobrir facetas da sua personalidade e, até mesmo, enquadrar sociologicamente o indivíduo que o profere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam-se alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“És boa como o milho!”&lt;br /&gt;(nesta situação estamos perante alguém que é um ávido e fanático consumidor de Corn Flakes ao pequeno almoço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oh jóia, anda cá ao ourives!”&lt;br /&gt;(facilmente se percebe que este indivíduo faz uns biscates a arranjar relógios na ourivesaria lá do bairro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O teu pai deve ser talhante... saíste cá uma febra!”&lt;br /&gt;(aqui vê-se que se estamos na presença de alguém que está habituado a fazer as compras lá para casa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu com tantas curvas e eu sem travões!”&lt;br /&gt;(um bocado à semelhança do caso da ourivesaria, neste caso estamos em presença de alguém se faz biscates na oficina de automóveis do seu vizinho de cima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Oh princesa, deixa-me trepar ao teu castelo!”&lt;br /&gt;(ora cá está alguém que não perde um programa do José Hermano Saraiva e sabe tudo o que há para saber acerca das nossas dinastias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oh filha, rebocava-te essa fachada toda!”&lt;br /&gt;(este é orgulho de qualquer encarregado de obra, pois é um profissional aplicado que está constantemente a pensar no bom desempenho da sua tarefa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E ainda dizem que as flores não andam!”&lt;br /&gt;(este é um tipo sensível, que tem como passatempo a botânica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, hoje em dia, quando se passam numa obra, a coisa mais parecida com um piropo que as mulheres portuguesas ouvem é qualquer coisa do estilo ““Vodka ieltsin perestroika gorbatchov putin sputnik!” ou então “Catunga du biró dipá cusá cadê di bô!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é intolerável! Não podemos deixar que o piropo de obra caia no esquecimento. É urgente unir-mo-nos todos à volta desta luta. Se calhar há que começar a pensar rapidamente na criação de um movimento cívico para defesa deste símbolo nacional. Qualquer coisa do género “Movimento Pró-Piropo d’Obra” (M.P.P.O.). Juntemo-nos e manifestemos a nossa indignação para com a falta de interesse dos nossos governantes na preservação da identidade nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigam o meu exemplo. Não percam uma oportunidade que seja de presentear as transeuntes que circulam na periferia nas nossas obras com um genuíno piropo. Já agora, podem ajudar-me nesta luta enviando piropos para o mail do blog, de modo a que a minha base de dados de piropos não se esgote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvem o piropo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107969329448130239?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107969329448130239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107969329448130239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/piropos-de-obra.html' title='piropos de obra'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107943013174230818</id><published>2004-03-16T09:41:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:46:39.000+01:00</updated><title type='text'>rinite</title><content type='html'>Quantos de vós que, fielmente, devoram estas linhas estão envolvidos numa relação de longa duração? Vá lá, não se acanhem e respondam. “Querem lá ver isto agora, hein?. Era só o que faltava. O gajo tá armado em cusco ou quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sosseguem os vossos espíritos que não estou minimamente interessado nas vossas relações. Efectivamente é esse o tema de hoje, mas não vou falar das relações dos outros. Pois é. Hoje vou falar-vos da minha companheira. “Boa. O bacano vai falar da relação dele. Baril. Devem vir aí revelações surpreendentes.” Ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Leram bem. Não é gralha nem engano. Eu escrevi “minha companheira”. Surpreendidos(as)? Chocados(as)? Não me digam que ainda não sabiam? Hehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prosa de hoje é dedicada à minha fiel e dedicada Rinite. De seu nome completo Rinite Alérgica Persistente, a minha querida Rinite partilha comigo a sua vida já lá vão 18 aninhos. “Tanto tempo? Chiça!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, quando tudo aconteceu, eu não estava preparado para assumir compromisso tão sério. Mas ela apaixonou-se. Houve como que uma atracção irresistível. Diria mesmo, magnética. Foi ela que se chegou à frente. A minha Rinite é uma menina muito moderna. Não ficou à espera que eu desse o primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que me viu pela primeira vez, houve logo aquela química tipo “Atracção Fatal”. Foi tudo muito rápido. Ainda mal me tinha apercebido do que me estava a acontecer e já a inflamação da mucosa nasal se tinha apoderado de mim. A Rinite bateu-me forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com receio de me perder, ela não fez a coisa por menos. Seduziu-me e encantou-me com crises de espirros, congestão e obstrução nasal, rinorreia e muito prurido nasal e ocular. É impossível resistir a tais encantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido uma relação como a maioria das relações. Tem os seus momentos bons e menos bons. Há coisas nela que não me agradam muito, como por exemplo ter que conviver com alguns amigos dela. Não vou lá muito à bola com o bando de alergénios com quem ela se dá. Os ácaros, fungos, poléns e fâneros de animais são chatos e maçadores. Mas podia ser pior. Mal por mal, antes estes que a família Ite. Para a otite, conjuntivite e sinusite é que não há mesmo pachorra nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao princípio tudo era um mar de rosas. Estava cativo aos encantos dela. Por ela, tal era a atracção, cometi loucuras como fazer testes cutâneos de alergia. São marcas que vou guardar para sempre e tudo por causa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a fase do encanto, veio a fase do desencanto. Dei por mim envolvido numa realidade que não tinha previsto. Nunca pensei, ainda na flor da idade, ter de partilhar a minha vida com alguém. Senti-me aprisionado. Senti que não tinha chegado a curtir a vida. Achava que estava a cometer um erro do qual me poderia vir a arrepender para o resto dos meus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, afundei-me no lodo da evicção alergénica. Tentei livrar-me da Rinite, fazendo com que ela me viesse a achar insuportável e se fosse embora. Foram tempos bem sombrios. Eu estava desesperado. Procurei conforto nas piores substâncias. Anti-histamínicos, sedativos e não sedativos, corticosteróides e vagolíticos intra-nasais, de tudo um pouco eu experimentei. Cheguei mesmo a bater no fundo quando dei por mim metido na imunoterapia específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha Rinite não me deixou. Fiel e determinada, a tudo isto ela sobreviveu. A força do seu amor foi mais forte que todas as drogas. Graças a esse amor, consegui limpar-me.&lt;br /&gt;Limpei-me, mas não me curei. Longe estava a minha Rinite de imaginar que eu tinha uma amante. É verdade. Não me orgulho daquilo que digo, mas a verdade nua e crua é essa mesmo. Durante anos existiu outra na minha vida. A minha Lesão Benigna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui mantê-la escondida da Rinite durante bastante tempo, pelo menos pensava eu que sim. A verdade é que a Rinite sempre soube que havia outra. Mas mesmo assim, ela não me abandonou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lesão estava a tornar-se insuportável, incómoda. Um fardo que eu já não estava a aguentar. Pressionou-me, encostou-me à parede. “Ou eu ou ela. Vais ter que optar. Não quero continuar a ser a outra.” Foi o fim. Não havia volta a dar. Em Janeiro deste ano, a excisão da Lesão Benigna era um facto consumado. Com direito a encerramento directo, para que não restassem dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei só eu e a Rinite. E assim continuamos. Com mais ou menos comichão no nariz e nos olhos, com mais ou menos espirros, hoje eu sei que a Rinite entrou na minha vida para ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a morte nos separe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107943013174230818?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107943013174230818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107943013174230818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/rinite.html' title='rinite'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107936279990396965</id><published>2004-03-15T14:59:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:47:29.130+01:00</updated><title type='text'>mondays</title><content type='html'>Detesto as segundas feiras. Não todas. Como qualquer regra, esta também tem a sua excepção. Segundas feiras que sejam feriados ou que coincidam com período de férias, essas eu consigo aturá-las. Só que descontando estas, ainda sobram umas quarenta e muitas dessas coisas, às quais é impossível fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso enumerar alguns motivos que me levam a odiar esse maldito dia. O mais óbvio de todos é o facto de estes malditos dias representarem o terminar do fim de semana, coincidindo com o início de mais uma semana de trabalho. E como é tão bom trabalhar... not!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem lá a frontalidade, mas é que a mim nunca ninguém vai ouvir dizer que gosto de trabalhar. Trabalho por necessidade, não por gosto. Não fosse a dependência do ordenadozito no final do mês e, certamente, eu não trabalharia. Mas calma lá. Também não estou a dizer que, caso não estivesse dependente do ordenado, eu ia ser um daqueles que não fazia nada. Vamos supor que eu agora ganhava um triplo jackpot no totoloto e ficava com uma pipa de massa que chegava e sobrava para viver de rendimentos até ao final da minha vida. Nesse caso, o mais certo seria aplicar parte dessa massa num negócio que servisse para me manter entretido, como por exemplo abrir um bar. Nesse caso, eu não estaria a trabalhar mas sim estaria entretido com um hobby. E também seria patrão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando às segundas feiras, o principal motivo pelo qual eu não as suporto é eu nunca conseguir dormir decentemente de domingo para segunda. E quando digo nunca, é mesmo NUNCA! E já agora, se existem segundas, terças, quartas, quintas e sextas feiras, onde é que pára a primeira feira?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou porque levo uma eternidade a adormecer, independentemente de estar a cair de sono ou não, ou então, nos dias em que consigo adormecer pacatamente, durante a noite acordo várias vezes com aquela sensação de “porra que o despertador já tocou e eu não ouvi”, para depois olhar para o relógio e constatar que afinal ainda são 3 ou 4 da manhã. Assim não há condições para enfrentar uma segunda feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que tente não consigo encontrar uma justificação plausível para este fenómeno, mas, rebuscando a minha mente imaginativa e algo deturpada, já consegui arranjar uma explicação que tem tanto de lógica como de absurda: estou possuído por um demónio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se pense que é um demónio qualquer, do tipo daqueles que se vêem em filmes como “O Exorcista”. Nada disso. Este demónio é de modelo BD. Confusos? É natural que estejam. Isto hoje já começou a descambar para o devaneio mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que estou possuído por um demónio Garfieldiano. Acham que não? Reparem nas semelhanças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Garfield é um gato, é gordo, laranja e tem riscas... apesar de não ser gato na lógica felina da coisa, pode haver quem me considere um “gato” na lógica da novela brasileira, sendo que também sou gordo, não sou laranja mas adoro laranjas, e, por acaso, hoje estou com uma t-shirt às riscas; (já agora, as leitoras cá do burgo que se manifestem :P)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Garfield é preguiçoso e adora dormir... embora não seja preguiçoso, não gosto de trabalhar e dormir também é um dos meus passatempos preferidos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Garfield adora comer e lasanha é a perdição dele... comer é um dos “meus nomes do meio” e também sou uma fã de lasanha, seja ela de carne, de bacalhau ou vegetariana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o Garfield tem um sentido de humor apurado e carregado de ironia... basta lerem a minha dissertação sobre a tinta do papel de jornal para se concluir que o meu sentido de humor não lhe fica a dever nada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- last but not least, o Garfield ODEIA as segundas feiras... também eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando a parte do “gato”, não é que eu não possa ser um mas como me auto-intitulei “bem humorado e irónico”, não convém abusar dos comentários narcisistas, são por demais evidentes as semelhanças entre o Garfield e o je.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Que fazer para ultrapassar este problema? Já me estou a imaginar, num futuro que pode estar bem próximo, a entrar numa sessão dos Garfieldeanos Anónimos e a expor este drama perante outros GA’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei! Para grandes males grandes remédios, não é? Então faça-se o seguinte. Voltemos à parte do exorcista e faça-se o mesmo a mim. Acabe-se com este sofrimento. Quero voltar a conseguir dormir descansado nas noites de domingo para segunda. Faça-se o exorcismo. Arranje-se quem uma borracha e apague para sempre este meu lado BD!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja pachorra para aturar o bloguista. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dei-a&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107936279990396965?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107936279990396965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107936279990396965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/mondays.html' title='mondays'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107908472400597098</id><published>2004-03-12T09:44:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:48:15.773+01:00</updated><title type='text'>terrorismo</title><content type='html'>Um bom terrorista, é um terrorista morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha quem vier, digam o que disserem, não me vão fazer deixar de pensar que um terrorista é um ser que não merece o ar que respira. É pena que, com tanta espécie animal a correr riscos de extinção, este produto da evolução (???) do ser mais inteligente (?!?!?!) à face da Terra não desapareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É revoltante ver imagens como as de ontem em Madrid. Seja em que local do mundo for, seja motivado pelo que for, seja levado a cabo por quem quer que seja, não há nenhuma justificação para actos como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabem todos no mesmo saco. Tanto me faz que sejam os fundamentalistas islâmicos da Al Qaeda ou os independentistas bascos da ETA. Não há bons terroristas e maus terroristas. São todos a mesma coisa, valem todos o mesmo: rigorosamente NADA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver e ouvir os líderes terroristas a enalteceram a honra das suas causas, a bravura dos que por essas causas morrem, enoja-me. Na realidade, esta gente não passa de um grupo de cobardes. Atentar contra vidas alheias, de pessoas que nada têm a ver com as lutas destes energúmenos é alguma bravura? Que honra há em fazer explodir uma carruagem de comboio cheia de gente? Isto é a mais pura das cobardias, sem tirar nem pôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me desculpem os defensores dos Direitos Humanos, mas alguém que comete barbaridades como esta não merece julgamento nem castigo. Merece é ser esquartejado, esventrado, diluído em ácido, eu sei lá. Pensando bem, retiro o meu pedido de desculpas. Porque hei-de estar a pedir desculpa por algo que não é humano? Esses “seres” valem tanto como os restos de uma digestão quando estão a ser despejadas sanita abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena que, com tantas evoluções na tecnologia e afins, ainda não se tenha criado um método de exterminar, rápida e eficazmente, estas pragas. Qualquer coisa do género carregar num botão e, num abrir e fechar de olhos, todos os terroristas se evaporariam, materializando-se como matéria orgânica que serviria de adubo à reflorestação do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra que estou mesmo danado. Não há causa nenhuma que justifique a morte de terceiros. Sejam quais forem as motivações que move esta gente, a partir do momento em que são levados a cabo estas carnificinas, perde-se toda a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabem o que ainda me revolta mais do que assistir, impotente, às imagens de actos terroristas? É ouvir uma qualquer besta dizer “é bem feito”. É bem feito? É bem feito?? Mas anda tudo doido, ou quê? Só pode! Como é que alguém que esteja na posse de todas as suas faculdades mentais pode afirmar uma coisa destas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente há. E estava na mesa ao lado da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107908472400597098?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107908472400597098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107908472400597098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/terrorismo.html' title='terrorismo'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107893422914820479</id><published>2004-03-10T15:56:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:49:03.953+01:00</updated><title type='text'>acreditar</title><content type='html'>Aqueles que me conhecem, e que são ávidos e assíduos leitores deste blog, devem estar a pensar qualquer coisa do género “Pronto, já se está mesmo a ver que o próximo post vai ser a falar de futebol e do FCP.” São capazes de ter razão, mas só em parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria demasiado óbvio pôr-me aqui a elogiar mais um feito do FCP, caindo na tentação de ser mais um daqueles cromos da bola que não perdem uma oportunidade de extravasar a sua clubite, por vezes quase a roçar o fanatismo. Não é segredo nenhum, para os que me conhecem, que sou adepto do FCP. Já muita gente me deve ter ouvido dizer que sou tripeiro de nascença e portista por convicção. Sou-o e não o escondo, mas sou-o a uma distância muito grande do fanático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, se não vou comentar o feito ontem conseguido pelo FCP, em que é que vou falar de futebol? Ora aí é que está. Vou falar de futebol sem falar em futebol. Parece-vos complicado? Olhem que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca esquecendo o lado humorístico e, por vezes irónico, de outros posts, passados ou futuros, aqui também há espaço para coisas mais sérias. Neste blog vai haver de tudo um pouco, seja eu capaz de exprimir por palavras aquilo que me vai na cabeça e, não menos importante, seja eu capaz de por de lado a preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu hoje a almoçar e a ver as imagens da festa que adeptos do FCP fizeram ontem nas ruas da cidade e, de imediato, comecei a imaginar o que não estariam a comentar certo tipo de gente que por aí anda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Aqueles tripeiros são mesmo bimbos. Até parece que ganharam alguma coisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Porra que aquela malta do Porto é mesmo saloia. Bibó Puerto, carago. Nem falar sabem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Não compreendo o porquê de tanta festa. Afinal, aquilo que aconteceu foi o sistema em todo o seu esplendor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o disse mas volto a repeti-lo: não sou um adepto fanático. nem adepto fanático nem tripeiro fanático. Não pensem que escrevi aquelas 3 frase com o propósito de dizer mal de quem não é tripeiro ou portista. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver aquelas manifestações de alegria, aquele ar de satisfação na cara das varinas do Mercado do Bolhão, lembrei-me logo daquilo que ontem disse ao meu Pai quando acabou o jogo: “Esta equipa mexe connosco. Mesmo sem estarem a jogar grande coisa nunca deixaram de lutar. Acreditaram até ao fim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora é mesmo disso que hoje me vou pôr a dissertar. Para quem viu o jogo, independentemente da sua cor clubística, não pode ter ficado indiferente à atitude dos jogadores do FCP e aquilo que mais saltou à vista foi a força de vontade que eles demonstraram. Lutaram até ao fim, acreditando sempre que era possível atingir o seu objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo essa a imagem que retenho. Quando acabou o jogo, dei por mim com a lágrima ao canto do olho. As emoções estavam ainda bem frescas. Porra, aquela equipa de tostões acreditou sempre. É esse o exemplo que todos nós deveríamos seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos objectivos. Sejam de carreira, sejam pessoais, sejam até mesmo utópicos, como a mais bela das utopias que é dizer-se que a única coisa que se deseja é ser feliz. Não importa os objectivos que sejam, importa sim é acreditar sempre que somos capazes de os atingir. Mesmo que as coisas não estejam a correr tão bem como desejaríamos, não devemos deixar de lutar. Mesmo que se esteja a chegar ao fim do caminho, não devemos desistir porque até se chegar ao fim do caminho ainda falta percorrer qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a fluência das minhas palavras está a ser capaz de exteriorizar a minha ideia. Basicamente estou a tentar fazer uma certa analogia entre o futebol e algo mais vasto que é a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol não é nenhuma escola de virtudes, mas ninguém pode negar que o futebol mexe com as pessoas. Por causa de um simples jogo de futebol, eu hoje vi imagens de pessoas anónimas com os olhos a brilhar de alegria. Um simples jogo de futebol foi, pelo menos por alguns momentos, capaz de fazer essas pessoas esquecerem-se das dificuldades da vida. Naquele momento ninguém estava a pensar nas dificuldades de gerir um salário que, para a grande maioria dos portugueses, é curto para tanto mês. Ninguém estava a pensar no desemprego, no custo de vida elevado, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom que, todos nós, tripeiros ou não, portistas ou não, fossemos capazes de aprender algo com o que a equipa do FCP mostrou ontem. Não quero que todos se transformem em adeptos da bola ou coisa parecida, mas não seria bom se todos nós fossemos capazes de lutar sempre pelos nossos objectivos, sem nunca desistir ou deixar de acreditar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aprendi. Obrigado FCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107893422914820479?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107893422914820479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107893422914820479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/acreditar.html' title='acreditar'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107885651070635187</id><published>2004-03-09T18:21:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:50:12.306+01:00</updated><title type='text'>Gutenberg</title><content type='html'>Ao fim de apenas um mísero dia de existência blogosférica, eis que já começam a surgir as primeiras dores de cabeça bloguísticas. Apetece-me escrever qualquer coisa acerca de um qualquer assunto. Mas que coisa? E que assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debatia-me eu com esta guerra existencial, entre duas garfadas nos panados de porco à italiana e um bom gole de água mineral, quando, de repente, vi a luz: vou escrever sobre esse flagelo da humanidade que é a tinta do papel de jornal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem o pensei, melhor o fiz. Mas antes de escrevinhar seja o que for no belo do processador de texto, convém ir primeiro lavar as manápulas. Porquê? Simples. Porque após o almoço estive a folhear as páginas de um jornal diário de grande tiragem e não me apetece nada sujar o pobre teclado do meu portátil. Não, não foi o 24 Horas. Quero lá eu saber porque é que a Rute Marques foi despejada. Eu nem sabia que ela estava dentro dum vasilhame! (momento “piada muito má” #1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem na classe com que me esquivo a laivos de publicidade gratuita. Alguém leu Microsoft Word quando lá mais atrás falei em processador de texto? Alguém me viu falar no DN quando me referi a jornal diário de grande tiragem? Alguém viu escrito Toshiba, logo a seguir à palavra portátil? Claro que não viram. Aqui não há publicidade gratuita. Mais. Este blog é um “add free blog” e 100% isento de “pop-up windows”. Podem navegar à vontade que não vai aparecer nenhum anúncio a questionar a vossa virilidade masculina ou a vossa capacidade de sedução feminina, ou se querem ver teenagers vestidas de colegiais a praticarem cenas kinky com animais de quinta em charcos de lama. Acho que depois disto me arrisco a perder o único leitor que este blog tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos à questão do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o Gutenberg, esse grande maluco, inventou a imprensa, que esse acontecimento faz parte do quotidiano de qualquer país desenvolvido, Portugal incluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não está na imprensa. O busílis (bolas, como eu odeio esta palavra) da questão é a tinta. Porque a imprensa não suja as mãos. Pode sujar a reputação, mas as mãos, e tudo aquilo em que depois se toca, quem as suja é a tinta! Suja-as, e duma maneira que quase apetece de apelidar como criminosa. Sim. Porque eu acho que devia ser punido como crime o facto de uma pessoa sair de casa de manhã toda bem arranjadinha e lavadinha, dirigir-se ao quiosque mais próximo para comprar um jornalzito porque se quer manter a par com as actualidades mundanas, ler esse mesmo jornal enquanto usufrui dos prazeres indescritíveis do agora pomposamente denominado Sistema de Transportes de Lisboa (quem não se recorda com nostalgia do cheiro envolvente e sedutor do sovaco alheio, do aperto aconchegante do excesso de lotação, do cacarejar das galinhas do banco ao lado que vão a discutir a vida da vizinha de cima da empregada do primo do marido duma delas) e chegar ao seu local de trabalho com ar de quem acabou de sair das minas de Neves Corvo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era altura de alguém acabar com este flagelo. Só que os lobbies das tintas são muito poderosos. A dura realidade é que este país está nas mãos não dos legitimamente eleitos (mas alguém elegeu o Paulo Portas? Argh!), mas sim nas mãos das famílias Robialac, Cin e Dyrup, entre outras. São piores que as máfias italianas ou de leste, que as tríades de Macau, que os Yakuza. Porra, conseguem ser piores que o Teobar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, enquanto há vida há esperança, e eu vivo na esperança de um dia tudo isto acabar e o mundo ficar livre destes tiranos. Vamos lá ver é se eu sobrevivo até lá. É que neste momento a minha cabeça já deve estar a prémio e, sinceramente, não me admirava se um dia destes ao acordar, deparasse com uma nódoa de tinta permanente nos meus lençóis preferidos. Acreditem em mim. Esta gente é muito cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que falei no pai da imprensa – já agora, quem terá sido a mãe? – aproveito a deixa para uma pequena lição de história, algo que serve para reforçar a imagem de que este blog também é capaz de prestar serviço público, um pouco à imagem do Professor José Hermano Saraiva, mas sem o irritante tom de voz deste conceituado catedrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que o Gut, nome pelo qual era carinhosamente tratado pelos dreads lá do bairro, se lembrou de inventar a imprensa quando, num belo dia em que o apetite não era muito, ao invés de comer a sopa de letras que a sua mãe tinha abnegada e afincadamente preparado, despejando o conteúdo dum pacote de sopa de letras Knorr numa panela com 1 litro de água e deixado ferver durante 5 minutos sem nunca deixar de mexer (momento “piada muito má” #2), ele ficou a mirar as letrinhas a flutuarem impávidas e serenas sobre aquela aguada de aspecto gorduroso, num cenário em tudo idêntico às taínhas no Tejo lá para os lados do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura, bate-lhe uma daquelas ideias luminosas, com lâmpada e tudo (fiquem descansados que não vou dissertar sobre o Thomas Edison) e começa ele a imaginar como seria se pusesse aquelas letras a secar ao sol, as colasse a uns cubos de calçada à Portuguesa, pusesse esse carimbos pré-históricos num tabuleiro, besuntasse aquilo tudo com uma tinta qualquer (mais lá para a frente vou desvendar qual foi a tinta utilizada) e espetasse com a bela da folha A4 - em papel reciclado porque ele era uma ecologista - por cima daquilo. Et voilá. Da sopa se fez a imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma lição de história fica completa sem uma pequena incursão pelos escândalos e os podres que envolviam o Gut. Sim, porque não nos podemos esquecer que ele tinha inventado a imprensa, mas que com ela também tinha nascido a sua gémea má: a imprensa cor-de-rosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o que os Cláudio Ramos da época escreveram, a Dona Gutenberg era conhecida pelas suas belas hastes, pois reza a lenda que o maluco do Gut teve, durante largos anos, uma amante loira de origem Dinamarquesa, da qual nasceu o seu filho bastardo, Carlsberg. (momento “piada muito má” #3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a história e voltando aos tempo actuais, e já depois de ter desabafado acerca dos lobbies tinteiros, a realidade é que esta invenção criou um dos maiores paradoxos da humanidade: como pode a mesma substância que, pelo simples gesto de pegar num qualquer jornal, nos borra as mãos todas, ser a melhor coisa que existe para, em conjunto com aquele detergente verde cuja marca não vou dizer mas que para os que não conhecem começa por S, acaba em L e pelo meio diz ONASO, limpar os vidros lá de casa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que já houve por aí muito especialista em química que deve ter teorizado acerca deste fenómeno, tendo concluído que tal facto se deve a uma qualquer osmose molecular invertida entre a tinta e o detergente, o que leva a que a união entre esses dois materiais distintos dê origem a algo com uma imensa capacidade de agarrar toda a sujidade existente nos indefesos vidros. Um pouco à semelhança do que a Manuela Ferreira Leite faz com o dinheiro dos Portugueses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois meus amigos, essa teoria é falsa. Pelo menos a parte da osmose, porque a parte da Manuela é bem real. Eu vou explicar o verdadeiro motivo pelo qual a tinta não afecta os vidros. É simples. A realidade é que não há tinta nenhuma para sujar os vidros, porque toda a tinta que existia foi parar às nossas mãos quando lemos o jornal! É que se fosse mesmo por causa de arranjos moleculares, ou coisa parecida, entre a tinta e o detergente, ao invés de papel de jornal mais valia usar um belo dum choco e assim juntava-se o útil ao agradável: limpavam-se os vidros e fazia-se o jantar ao mesmo tempo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só para que não pensem que não existe qualquer ligação entre a papel de jornal com que se faz o “Espesso” e o choco com que se cozinha a bela da feijoada de choco, que tudo isto foi apenas e só fruto da minha fértil imaginação, eu vou-vos provar o contrário. Basta fazerem um pequeno exercício de memória. Lembram-se de quando o Gut inventou a imprensa? Recuem lá uns parágrafos... já estão a ver qual foi a tinta que ele utilizou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107885651070635187?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107885651070635187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107885651070635187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/gutenberg.html' title='Gutenberg'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6561216.post-107874874062402452</id><published>2004-03-08T12:24:00.000Z</published><updated>2004-08-05T11:50:59.033+01:00</updated><title type='text'>intro</title><content type='html'>Pois é. Resolvi aderir à cena do momento... abri um blog. YEAH!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque raio é que me dei ao trabalho de fazer isso? Será por estar na moda? Não deve ter sido. Afinal, eu até sou daqueles que não alinha muito em modas. Já sei. Deve ter sido por um daqueles momentos “se toda a merda tem um blog, porque não hei-de eu também ter um?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hummmm. Mas agora que penso no assunto (sim, é verdade, eu penso), criar um blog porque toda a merda tem um é exactamente o mesmo que alinha na moda. Socorro!!! Afinal sou um fashion addicted!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá. Respira fundo. Conta até 10. Não é assim tão mau. Há modas bem piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que ver o lado positivo deste blog (como se tal coisa existisse). Posso sempre argumentar que é uma forma de exercitar a minha escrita, de ginasticar os meus neurónios, de extravasar os devaneios mentais, de partilhar com o mundo as minhas ideias e opiniões. Mas a quem é que isso interessa? Pois... a ninguém. Ou não estivesse o universo de leitores deste blog limitado a uma pessoa. Ok, confesso. Mantenho a secreta esperança de que alguém mais que a minha ilustre pessoa (ora cá está uma das vantagens dum blog... o auto-elogio narcisista) possa vir a usufruir desta pequenas odes literárias. Ou então não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, perguntam vocês, o que é que me levou a aderir à blogosfera? Sinceramente não encontro uma explicação lógica e coerente para tal acontecimento. Simplesmente acordei um dia e... apeteceu-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviso já, a todos(as) os que possam estar interessados(as) que este blog não é um diário. Nem é um diário nem é diário, porque se pensam que vou escrever coisas todos os dias, desiludam-se. Ou então, ao invés da desilusão, rejubilem de alegria. “Ainda bem que aquele gajo não escreve todos os dias. Já não há quem o ature.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, se muito provavelmente apenas eu irei ler isto, porque raio é que estou para aqui a imaginar a reacção dos leitores(as)? Bem, avancemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog não é temático. Ou melhor, temático até é. Não tem é apenas um tema. Há-de ter os temas que me apetecer. Há-de ser conforme os dias. Qualquer coisa do género “hoje apetece-me divagar acerca do universo” ou então “hoje vou comentar as arbitragens da última jornada do campeonato da 1ª divisão de hóquei em campo no Paquistão”. Vai ser abrangente. Just wait and see. É um blog de ideias, com ideias, do ideia. Bonito trocadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me vou alongar muito mais. Acho que para amostra já escrevi bastante. Antes de me despedir e sendo hoje o dia que é, quero prestar a minha sincera homenagem às mulheres. A todas elas em geral e a todas de quem sou amigo em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres são os bichos mais complicados que existem, algo que me foi confirmado pela mulher que mais respeito me merece em todo o universo. Mas a grande realidade, pelo menos para mim, é de que o mundo sem elas não teria o mesmo encanto. Apesar do “vírus das compras desenfreadas”, apesar “daquela altura do mês”, apesar da “psicose do consumo de novelas”, apesar de tudo isso, não se consegue viver sem elas. Nem com elas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e dei-a&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6561216-107874874062402452?l=blogdoideia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107874874062402452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6561216/posts/default/107874874062402452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoideia.blogspot.com/2004/03/intro.html' title='intro'/><author><name>SPM</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
